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Mensagens

A mostrar mensagens de Julho, 2008

Buñuel

"Sou um ateu convicto, graças a Deus."
Frase de Luis Buñuel, cineasta espanhol. Hoje lembramos os 25 anos de sua morte. Leia a notícia da Folha On line:

Mestre do surrealismo no cinema, Buñuel morreu há 25 anos
ALICIA GARCÍA DE FRANCISCO da Efe, em Madri

Poucos cineastas desenvolveram uma carreira tão coerente e, sobretudo, pessoal, quanto o grande Luis Buñuel, que deixou para a história imagens tão impactantes como a da lâmina cortando um olho ou as formigas saindo de um buraco na palma de uma mão.
Neste dia em que se completam 25 anos de sua morte, na Cidade do México, em 29 de julho de 1983, a obra do "mestre de Calanda", como era conhecido por ter nascido na localidade de mesmo nome no norte da Espanha, é mais difundida do que nunca.
Nascido em 22 de fevereiro de 1900, na Espanha, Buñuel estudou história em Madri, mas foi sua estadia na Residência de Estudantes da capital --onde conheceu Federico García Lorca, Salvador…

Para ler Josué Guimarães

Gostei muito da abordagem dessa notícia dada pela Zero Hora, principalmente por sugerir a leitura do romance Dona Anja, de Josué Guimarães.

23 de julho de 2008 – Zero Hora
Carazinho
Vereador deve entregar moção a casa noturna
Danceteria recebeu felicitação por nove anos de atividade no município

A moção em homenagem aos nove anos de atividade da danceteria Garotas da Gogo, aprovada pela Câmara Municipal de Carazinho, deve ser entregue ao estabelecimento pelo autor da proposta, vereador Gilnei Jarré (PSDB), que está de posse do ofício. A informação foi dada por um colega de Jarré.A Casa costuma encaminhar documentos a homenageados por meio de motorista e pelo correio. Até a noite de ontem, o prostíbulo ainda não havia recebido as felicitações.Localizada a cinco quilômetros do centro de Carazinho, a casa vermelha que abriga as 20 mulheres que trabalham na danceteria se tornou centro das atenções no município. Nos corredores da Câmara, as reações vão do constrangimento ao apoio ao autor da mo…

O corvo entra em cena

Saiu minha primeira coluna no site The graverobber.

Nada melhor do que iniciar esta coluna explicando por que ela tem o nome “O corvo”. Para quem gosta de cinema, pode pensar logo que é uma menção ao filme estrelado pelo filho do Bruce Lee. Mas não é. Alguém com a mente, digamos assim, mais poluída, vai dizer que corvo é aquele que fica dando em cima das mulheres e a coluna dará algumas dicas de como se dar bem em uma conquista. Muito menos isso. “O corvo” é o título do poema narrativo de um dos maiores escritores da literatura universal, Edgar Allan Poe. Portanto, é uma homenagem a um mestre que tem tudo a ver com esse site, pois ele soube, como poucos, escrever sobre o horror e a morte.
Nesta coluna, pretendo tratar da literatura de terror e de horror (sim, são coisas diferentes) e também da literatura fantástica. Abordaremos um livro específico ou o conjunto da obra de um autor. Eventualmente, vou comentar sobre algum filme. E, se me permitirem, publicarei um ou outro conto meu. Crít…

Honrosa visita

Tive a honra de receber a visita no blog de uma das melhores "cabeças pensantes" (acho engraçada esta expressão) do país, Rogério Skylab. O cara é poeta, mas é conhecido principalmente pelas suas músicas. É hit no youtube sua participação no Programa do Jô. No seu site pode-se baixar algumas músicas dos seus CDs, inclusive do mais recente, Skylab VIII. Está lançando também o livro de poemas, Debaixo das Rodas do Automóvel, pela Ed Rocco. Ele também tem um blog. Ao mesmo tempo escatológico, trash e lírico, faz um humor negro politicamente incorreto. Aí vai um de seus poemas:

UM FURO


Havia um furo bem no meio.
Pelas bordas podia se ver,
senão imaginar, o inimaginável:
o furo ali estampado.

Imaginam-se as tripas, as vísceras,
as convulsões, a hemorragia...
porque tudo isso é possível.
Até mesmo o olhar absorto.

de um Homem que vai morrer,
a gente pode imaginar.
Por exemplo: ele foi à padaria

e nunca mais voltou pra casa.
Mas aquele furo não dizia nada.
Era um furo fora de toda História.
Passou todo o mês de junho e não escrevi nada no blog. Da mesma forma, não pude escrever mais nada para mandar para o jornal. Desanimado, talvez. Mandei meus contos para concorrer a uma bolsa da Bibioteca Nacional e não fui contemplado e recebi muita porrada pelo texto "Como pedra que rola", mais críticas do que elogios. Porém, ah, porém, pelo menos, fui lido e é o mínimo que eu quero, ser lido. Continuem batendo, mas continuem lendo. Para aumentar a auto-estima, li este texto no blog da minha ex-colega de trabalho e grande amiga Carmen. Leiam o blog dela, ela escreve muito bem.
Vale ler também o site criado pela minha aluna Mirella, o The Graverobber. Vou escrever lá uma coluna sobre literatura. Quando sair o texto, coloco o link aqui.