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A mostrar mensagens de Dezembro, 2008
Ainda sobre as pedras. Gazeta do Sul, página de Opinião, 30 de maio de 2008. Resposta à carta publicada que criticava meu artigo anterior.

Ainda sobre as pedras

Fico pensando, muitas vezes, quando sento à frente da folha em branco para escrever, sobre quem vai ler meus textos. Quando escrevo para o jornal, sei que diferentes leituras vão ser feitas, e sei que posso ser mal interpretado. Na crônica publicada nesta seção no dia 21, procurei fazer um texto leve, mas que ao mesmo tempo servisse para cutucar as pessoas para agirem frente aos desafios da nossa vida. Só não esperava que alguns que fossem ler o texto, não soubessem ler. Se falo em ler, não me refiro a passar os olhos por cima. No entanto, foi o que fez o leitor Leandro D´Ávila, como demonstrou em sua carta publicada neste espaço.
Em primeiro lugar, o texto não fala sobre o jovem apenas (muito menos o jovem santa-cruzense), mas sobre todas as pessoas. Está certo, caro Leandro, você deve ter lido os primeiros parágrafos, não gosto…
Como pedra que rola. Gazeta do Sul, página de Opinião, 21 de maio de 2008. O texto causou bastante polêmica. Recebi vários e-mails com muitas críticas. Além disso, foi publicada uma carta na Gazeta atacando o artigo.COMO PEDRA QUE ROLA

(Observação importante: crônica repleta de lugares-comuns. Se não gosta de texto com muitos chavões e auto-ajuda, não leia. Eu não leria.)

Escrevo ainda sob o impacto da peça teatral Bailei na curva. Os que já tiveram o privilégio de assisti-la nos seus 25 anos de existência sabem do que estou falando. Riso, choro, indignação e reflexão se mesclam nessa importante obra escrita por Júlio Conte. Um trecho, no entanto, se fixou na minha memória de tal forma que não posso deixar de comentar: quando a jornalista lê um poema que escreveu sobre o personagem Pedro, morto nos porões da ditadura. Diz que Pedro foi uma pedra no sapato dos poderosos da época, pois foi um jovem que ousou pensar diferente.

Pergunto-me se existem hoje Pedros entre os nossos jovens. Creio…
As eleições estão chegando. Gazeta do Sul, página de Opinião, 01 de abril de 2008. Texto bastante elogiado, com comentário no blog da redação do jornal.

AS ELEIÇÕES ESTÃO CHEGANDO

O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato. (Barão de Itararé)

Às wenzel fico pensando sobre a situação política da nossa cidade. Nunca se sabe o que o povo santa-cruzense kelly para o seu futuro. Muitos não levam nada a sérgio, acham que a eleição é um brincadeira. Quando os políticos entram em campis para a disputa, a maior parte do eleitorado já pensa em pedir coisas para seu benefício próprio, marx se esquecem que os políticos são eleitos para promover o bem da sociedade como um todo. No moior momento da nossa democracia, o povo desperdiça o poder que tem nas mãos. Hele na verdade não pensa que suas atitudes no presente podem causar estragos no futuro. Telmos que encarar de forma diferente as eleições, pois ela não tem nada de hilário.

Muito…

Artigos publicados em 2008

Buracos, Gazeta do Sul, página de Opinião, 30 de janeiro de 2008. BURACOS

Há um ano, uma enorme cratera, provocada por uma construção de túneis para o metrô na cidade de São Paulo, engoliu caminhões, carros, casas e pessoas. Esse fato me fez lembrar das voçorocas do romance Ópera dos mortos, do escritor mineiro Autran Dourado. Voçoroca é um desmoronamento devido à erosão produzida por águas subterrâneas. Na história, uma cidadezinha chamada Duas Pontes está sendo aos poucos engolida por esse fenômeno da natureza. Mas essa destruição não é apenas física, mas também, metaforicamente, representa a degradação moral dos seus habitantes. Qualquer semelhança com a capital paulista não é mera coincidência.

Aliás, não precisamos ir muito longe. É só circularmos por Santa Cruz do Sul para vermos os buracos que enfeitam várias de nossas ruas e calçadas. Quantos automóveis já tiveram suas suspensões avariadas ou quantas pessoas, como eu, torceram o pé por causa da má conservação de nossas vias pú…
Gazeta do Sul, caderno Mix, 09 de fevereiro de 2007.
http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_pdf.php&intIdEdicao=1079&NrPagina=26

Travessuras de um romancista

O novo romance de Mario Vargas Llosa não deve ser lido por quem não conhece seus livros anteriores. Explico: o leitor pode pensar que se trata de apenas mais um best-seller no mercado. Travessuras da menina má (Alfaguara, 302 páginas) possui todos os requisitos básicos dos enlatados norte-americanos: uma história de amor e traição, cortes rápidos de cenas em uma narrativa envolvente e muitas, mas muitas coincidências inverossímeis, daquelas que, a cada vez que aparecem, nos fazem dizer: “isso acontece só em novelas”. Além disso, como todo lançamento do romancista peruano, o sucesso de público é imediato e as traduções para outras línguas são quase simultâneas.

Para quem aprendeu a admirar o escritor depois de ler clássicos como A cidade e os cachorros, Conversas na catedral, A casa verde, A guerra do fim do mundo,…
Gazeta do Sul, caderno Mix, 30 de junho de 2006.
PDF:
http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_pdf.php&intIdEdicao=886&NrPagina=98
On line:
http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_noticia.php&intIdEdicao=886&intIdConteudo=56761

Um retrato da juventude dos anos 90
Daniel Galera aprontou uma comigo. Saí da leitura de seu mais recente romance me sentindo transportado para a primeira metade dos anos 90: vídeo-game, tênis M200 com “amortecedores piramidais”, a passagem das bicicletas de bicicross para as de mountain bike, as festinhas regadas a guaraná e com a “hora da música lenta”, em que “Patience”, do Guns and Roses, nunca podia faltar. Cabe lembrar a clássica definição de Julio Cortazar: o romance vence o leitor por pontos, enquanto o conto vence por nocaute.

Fui pouco a pouco sendo atingido, capítulo a capítulo e, quando conseguia me recuperar, lá vinha outro soco e também pontapés, aliás, como acontece literalmente com alguns personagens. Se até agora …
Gazeta do Sul, caderno Mix, 03 de fevereiro de 2006. O Mauro Ulrich me contou que, na reunião de pauta, o texto não seria aprovado porque já havia sido publicado outro sobre o livro do Saramago. Mas o Mauro bateu pé, pois disse que o artigo era muito bom e mereceria ser publicado. Que tal?

http://gazeta.via.com.br/arquivos/pdf/28168.pdf

SARAMAGO E A MORTE

Viemos a este mundo para nascer, crescer e morrer, certo? Talvez. Talvez? Bom, eu nasci, você nasceu, eu cresci, você cresceu. Mas eu vou morrer? Você vai morrer? Já disseram que a única coisa certa na nossa vida é que vamos morrer. Certa por quê? Porque outros morreram? Agora porque os outros passaram dessa para melhor (?) eu tenho que ir também?

Bom, não estou velho e nem no fim da vida para me preocupar com isso, muito menos uma inquietação filosófica me faz escrever este texto. O tema vem à tona por causa do último romance de José Saramago (ou melhor, do mais recente, porque ele não vai morrer agora), As intermitências da morte (Comp…

Amilcar Bettega Barbosa

Resenha que escrevi sobre o livro de contos Deixe o quarto como está, de Amílcar Bettega Barbosa no Riovale Jornal, caderno Radar, coluna Rastreador Cultural, do Luis Fernando, autor do box que acompanha o texto. 19 de setembro de 2003. Clique na imagem para ampliá-la.

Altair Martins

Riovale Jornal, página de Variedades editada por Luis Fernando Ferreira, 07 de fevereiro de 2003. Clique na imagem para ampliá-la.

O Grau Graumann - Fernando Monteiro

Gazeta do Sul, 24 de julho de 2002. Clique na imagem para ampliá-la.

Mais crônicas antigas

Crônica publicada em 27 de novembro de 1999, caderno Sábado da Gazeta do Sul. Clique na imagem para ampliá-la.


Crônica publicada em 18 de setembro de 1999, caderno Sábado da Gazeta do Sul. Clique na imagem par ampliá-la.
Crônica publicada em 14 de fevereiro de 1998, no jornal Gazeta do Sul, caderno Sábado. Clique na imagem para ampliá-la.
Crônica publicada dia 28 de dezembro de 1996 na Gazeta do Sul, maior jornal da cidade, no caderno Sábado editado por Mauro Ulrich. De quebra, ganhei um livro do Roni Ferreira Nunes, que está devendo um novo livro para seus leitores. Mas o orgulho que tenho deste texto é que ele foi usado na aula de crônica do Prof. João Arendt, no curso de Letras da Unisc, em 1999, para exemplificar a crônica humorística. Minhas colegas fizeram uma encenação e promoveram um debate sobre a crônica.
Clique na imagem para ampliá-la.

Textos publicados em jornais

Vou postar textos que escrevi para jornais desde os anos 90. O primeiro foi uma crônica, intitulada "Memorião", publicada no Caderno 2, editado pelo escritor Roni Ferreira Nunes, no Riovale Jornal de Santa Cruz do Sul, dia 26 de outubro de 1996. Imaginem a minha felicidade de ver meu nome impresso pela primeira vez. Clique na imagem para ampliá-la.