Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2010

Anotando um sonho que tive

A cruz e suas interpretações

por Cassionei Niches Petry

Em época de semana santa, podemos lembrar como os símbolos, em determinados contextos, são interpretados de várias formas. Usaremos como exemplo a cruz, já que nessa sexta-feira é celebrada a crucificação de Jesus Cristo. Esse ato, do qual tomamos conhecimento apenas através da Bíblia (portanto sem nenhuma comprovação histórica), influencia até hoje nossa cultura, mesmo para quem não acredita que tenha ocorrido. A cruz passou a ser o símbolo de uma religião que se espalhou pelo mundo todo, por isso ninguém se sente constrangido ao usar uma corrente com esse objeto que lembra um instrumento de tortura no pescoço.A cruz, se pendurada na parede de uma casa, representa que o lar é de uma família cristã, principalmente católica. No entanto, esse mesmo objeto, se estiver em uma repartição pública, pode ofender uma pessoa que tenha uma crença diferente e não vê o seu símbolo com o mesmo destaque (ou alguém já viu a Estrela de Davi nas paredes de uma escola estadual?…

Repostagem - Eva e Pandora (ou A boceta e a maçã)

Estou falando com os meus alunos de Filosofia sobre os mitos e, nas próximas aulas, vamos fazer uma viagem pela mitologia grega. Um dos mitos que comentei foi sobre a Caixa de Pandora. Segue um texto que escrevi no ano passado sobre o tema, já que muitos não o leram ainda.

Eva e Pandora (ou A boceta e a maçã)
por Cassionei N. Petry

É curiosa a semelhança entre dois mitos bastante difundidos, sendo que um deles é visto como verdade absoluta por muitas pessoas.

O primeiro mito é da antiguidade grega: a Caixa de Pandora. Ela teria sido a primeira mulher criada por Zeus como, vejam só, castigo para os homens, pois o titã Prometeu roubara o fogo do Olimpo. O deus mais poderoso do panteão grego a presenteou com uma caixa, porém, com a ordem de não abri-la. Logicamente, como toda mulher, que é muito curiosa, ela não respeitou a proibição. Como consequência, de dentro do recipiente saíram todos os males lá guardados. Ou seja, quem é a culpada pelas coisas ruins do mundo? A mulhe…

Texto meu na Gazeta de ontem

O boca aberta aqui nem viu que saiu na Gazeta de ontem o texto "Nossos monstros interiores" na página de opinião.

Nossos monstros interiorespor Cassionei Niches Petry
Quando lemos sobre a violência ou, pior, quando a sofremos, perdemos muitas vezes o próprio controle pensando também em praticá-la. Queremos fazer justiça com as próprias mãos, queremos pena de morte, queremos que o criminoso sofra. Será que somos, então, violentos por natureza? Ou, como disse Jean-Jacques Rousseau, “o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”? A literatura e o cinema podem-nos fazer refletir sobre isso.O médico e o monstro, romance escrito por Robert Louis Stevenson no século XIX, traz o personagem Dr. Jekyll, que defende a teoria de que o ser humano não tem uma alma ou psique, mas sim duas. O lado bom se esforça para fazer o que é considerado o correto e o lado mal são os impulsos animalescos reprimidos. Se esses dois lados fossem separados, o homem alcançaria a sua liberdade, pois o lado ma…

Renato Russo, 50 anos

Dia de escutar toda a discografia da Legião Urbana e do Renato Russo solo. Analisar as letras, filosofar com elas. Hoje ele estaria fazendo 50 anos. Mas gênios não morrem. Suas palavras ficam.

Estreando colaboração fixa na Gazeta do Sul

A partir de hoje estou estreando uma colaboração fixa na Gazeta do Sul. O Mauro, editor do Mix e do Magazine (desde 96 edita meus textos no jornal), disse que gosta muito dos meus textos e quis, nas palavras dele, que eu "entrasse para seu time". Não recebo nada por isso, é um trabalho amador, no sentido literal da palavra, mas fico feliz em saber que o que escrevo agrada a algumas pessoas. Os textos sairão de 15 em 15 dias, nas quartas, salvo se tiver alguma matéria "mais relevante" para esse dia.
Desparecer para aparecer
Doutor Pasavento, de Enrique Vila-Matas (CosacNaify, tradução de José Geraldo Couto), foi publicado no Brasil na mesma época da morte de J. D. Salinger. O romance do escritor espanhol tem como tema o desaparecimento de escritores. E Salinger foi um notório recluso, que optou por sumir do meio literário, apesar de o seu paradeiro ser de conhecimento de todos. Sincronicidade ou apenas coincidência?Para quem não sabe, sincronicidade foi um termo cria…

Desaparecer para aparecer

por Cassionei Niches Petry
Doutor Pasavento, de Enrique Vila-Matas (CosacNaify, tradução de José Geraldo Couto), foi publicado no Brasil na mesma época da morte de J. D. Salinger. O romance do escritor espanhol tem como tema o desaparecimento de escritores. E Salinger foi um notório recluso, que optou por sumir do meio literário, apesar de o seu paradeiro ser de conhecimento de todos. Sincronicidade ou apenas coincidência? Para quem não sabe, sincronicidade foi um termo criado pelo psicanalista C. G. Jung para designar eventos que acontecem simultaneamente e que são significativos para as pessoas, diferente da coincidência, que é uma conexão aleatória entre os fatos. Se alguém está pensando em uma pessoa e de repente recebe uma ligação telefônica dela, estamos diante de uma sincronicidade, afinal elas se conhecem e, no inconsciente de cada uma, há o desejo de conversarem, mesmo sem terem combinado nada. Agora, se a pessoa conversa com um desconhecido em uma parada de ônibus e descobrem…

Violoncelo ou guitarra?

ou

Sincronicidades

A partir de hoje, vou registrar casos de sincronicidade que acontecem comigo. Não sabe o que isso? Dê uma lida no verbete da Wikipédia sobre o termo. Jung explica! Às vezes tudo não passa de coincidência, mas acontece com tanta frequência na minha vida que... não sei não.

Para começar: estava lendo agora um texto de Celso Loureiro Chaves sobre Chaplin na Zero Hora de hoje, quando no rádio toca a música "Smile", cuja letra é do criador de Carlitos, e que é citada no texto. Enfim...

Nossos monstros interiores

por Cassionei Niches Petry

Quando lemos sobre a violência ou, pior, quando a sofremos, perdemos muitas vezes o próprio controle pensando também em praticá-la. Queremos fazer justiça com as próprias mãos, queremos pena de morte, queremos que o criminoso sofra. Será que somos, então, violentos por natureza? Ou, como disse Jean-Jacques Rousseau, “o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”? A literatura e o cinema podem-nos fazer refletir sobre isso.O médico e o monstro, romance escrito por Robert Louis Stevenson no século XIX, traz o personagem Dr. Jekyll, que defende a teoria de que o ser humano não tem uma alma ou psique, mas sim duas. O lado bom se esforça para fazer o que é considerado o correto e o lado mal são os impulsos animalescos reprimidos. Se esses dois lados fossem separados, o homem alcançaria a sua liberdade, pois o lado mal deixaria de perturbá-lo. Para isso, ele cria uma poção química, conseguindo separar essa duas personalidades. Surge o Mr. Hyde, seu lado mal, que s…

As 4 formas de conhecimento

Relativity, M. C. Escher

Texto escrito a partir das anotações para minhas aulas de filosofia.