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Mensagens

A mostrar mensagens de Julho, 2012

Meu texto no Caderno Cultura de Zero Hora

http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a3834412.xml&template=3898.dwt&edition=20081&section=1029 Sem emoção, não é literatura O artigo “Um novo papel para os profissionais das Letras”, de Elias J. Torres Feijó, publicado no último sábado no caderno Cultura, expôs uma concepção de mercado, burocrática e utilitarista, da qual não estamos precisando nas aulas de literatura. No começo, reivindica uma visão cultural mais ampla para obtermos conhecimento, sendo a literatura parte desse contexto. Até aí, de acordo. É uma das disciplinas que mais consegue se adaptar à interdisciplinaridade que se deseja na educação. Um poema, por exemplo, pode trazer temas abordados pela filosofia, pelo ensino religioso, pela educação física, pela biologia, pela matemática, pela química, pela sociologia, pela história etc. Para uma boa apreciação de um texto literário, é necessário um amplo saber. E esse texto acaba sendo a fonte de conheciment…

Tudo gravado nas minhas fitas K7

 A leitura da crônica “O homem de mudança”, do livro A última madrugada, de J. P. Cuenca, me fez lembrar que ainda tenho uma séria decisão a tomar: jogo ou não jogo fora minhas caixas repletas de fitas cassetes? Já descartei uma porção de papelada quando consegui trazer minha biblioteca para a nova casa há poucos meses, mas as minhas fitas, mesmo quase não as ouvindo mais – pois hoje tenho tudo em formato MP3 –, não sei ainda se vão para o lixo.

Cuenca se viu em situação parecida quando teve que se mudar. Aliás, todos que vivem esse ritual ou fazem reforma em algum ambiente da residência se veem retratados no texto. O cronista pergunta: “Se jogar suas lembranças fora, o que sobrará? O que somos além desse acúmulo de passado e esquecimento?” 
Pergunto isso a mim mesmo, porém, apenas quando a esposa pede para eu jogar minhas fitas fora. Na verdade, não quero me desfazer delas. Nas minhas fitas está gravado o que eu fui nos anos 90. Há de tudo ali: house, pop, rap, samba, MPB, rock prog…

"Não leia para se aborrecer..."

foto de Eder Chiodetto
"Não leia para se aborrecer, mas também não venha me dizer que a Ilíada, de Homero, é um livro aborrecido: aborrecido pode ser você." Autran Dourado, em Breve manual de estilo e romance.

Para isso escrevemos

Recebi um e-mail de um professor de Minas Gerais. Pedi que ele autorizasse a publicação aqui nesse espaço, pois retornos como esse servem de motivo para continuar escrevendo:
Caro colega professor Cassionei
                Entenda este mail como uma singela forma de agradecimento pela publicação do seu ótimo texto "Aula Chata é Legal", que encontrei ao acaso na internet! Tomei a liberdade de publicá-lo, com referência, numa página do Facebook criada por ex-alunos da instituição onde trabalho em ocasião de uma festa de egressos (http://www.facebook.com/groups/142916845835880/ ).                 Nesta festa, me senti muito aborrecido com uma ex-aluna que disse que atualmente (anos depois de sido minha aluna), ao namorar um arquiteto, percebeu o quanto era bom o conteúdo do que eu passava em sala de aula, apesar das minhas aulas serem chatas e maçantes (sou professor de História da Arte para Ensino Médio Técnico). Depois de umas cervejinhas, fiquei meio sem saber o qu…

Ateu

Exercício poético 
ateu
ateu atiça ata desata à cata mata rato pato acredita mentira escrita ateu desacredita cita medita regurgita poética cética tua ética patética anti ateia trava tudo turva túnel até tem gente crente tolerante inocente taco tiro certo mente demente tio tia parente tiro da frente teia tecido texto testa tino desatino teu teísmo atesta intelecto ateu traça trajeto reto torto até restar morto.

"História Universal do Achismo"

Além do romance e da dissertação de mestrado, estou escrevendo uma "História Universal do Achismo", que será minha obra-prima. Eu acho.

Literatura não pode prescindir da emoção

Machado de Assis para prefeito e Brás Cubas para vereador

Estou lançando uma campanha para as prefeituras de todo o Brasil. Em vez de votarmos em branco ou anular, podemos votar no Machado de Assis. Antes do PLT - Partido da Literatura, de acordo com o simulador da urna eletrônica, o Machado era candidato a vereador, com o número 92106, sendo que para prefeito era o Drummond, número 92. Mas parece que o Bruxo do Cosme Velho fundou o seu próprio partido para concorrer à prefeitura: é o PH, Partido do Humanitismo, e o seu número é o 18, mesmo número de sua casa.E para vereador, voto no Brás Cubas, a chance de ele não fracassar na política. Sua principal promessa é a criação do emplastro que acabará como todos os males da humanidade. Seu número, 18810.Já tenho o apoio, pelo Facebook, do Dilso, do blog  cronutopia.blogspot.com.br/

Ricardo Lísias no Traçando Livros de hoje

A página que escrevo quinzenalmente para o Caderno Mix do jornal Gazeta do Sul trata do romance de Ricardo Lísias, O céu dos suicidas. http://www.gaz.com.br/gazetadosul/noticia/357704-o_inferno_dos_que_decidem_viver/edicao:2012-07-18.html
O inferno dos que decidem viver

Um dos concursos mais aguardados dos últimos anos no meio literário foi o da edição brasileira da revista Granta, publicação britânica que já revelou escritores como Ian McEwan e Paul Auster. O resultado foi divulgado no último Festival de Literatura de Paraty, a Flip. Foram 20 autores, de até 39 anos, escolhidos como “os melhores jovens escritores brasileiros”. Segundo um dos editores da revista, “são nomes que vão ditar os rumos da literatura nos próximos anos”. Não reprovo totalmente a lista de vencedores, discutível como em qualquer concurso. Questiono a afirmação de que são os melhores e que vão guiar o que vai se escrever daqui para adiante no Brasil. É uma pretensão muito grande e que delimita os rumos artísticos…

Duas notícias sobre publicações minhas

Havia comentado que estava esperando a edição impressa da revista Signo, com meu ensaio sobre o suicídio. No entanto, a revista é publicada somente on line desde 2007. Portanto, quem quiser dar uma lida no meu ensaio e nos demais textos, inclusive de Gustavo Bernardo (que recomendo para professores de literatura) e de Lúcia Santaella, é só acessar o link que segue e baixar os PDFs de cada trabalho:  http://online.unisc.br/seer/index.php/signo/index.
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O meu primeiro livro de contos "Arranhões e outras feridas", tem previsão para ser lançado na segunda quinzena de agosto, justamente no mês do meu aniversário. A editora é a Multifoco, do Rio de Janeiro.

"Conselhos para um escritor..." no Estadão de hoje

(Clique na imagem para ampliar.)

Diário de um fracasso anunciado: as angústias da criação (VII)

Altair Martins, sobre um dos contos do meu primeiro livro