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Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro, 2014

Saudade de ser “professor” de Filosofia

Já fui professor de Filosofia, mesmo sem ter formação. Na rede pública de ensino é assim: o governo não nomeia profissionais para algumas disciplinas e os professores são convidados a assumirem as aulas, até para poderem preencher sua carga horária. Quando entrei no magistério, há 10 anos, comecei trabalhando Literatura e Português, em que sou habilitado, mas também lecionei Sociologia, Ensino Religioso (sim, um ateu fazendo isso), Educação Artística (e eu nem desenhar sei) e Filosofia. Num determinado ano, fui professor de História também. E quando a Língua Espanhola entrou para o currículo, sobrou para mim, mas nesse caso sou habilitado.Me saí muito bem como professor de Filosofia, diga-se. Quando houve oportunidade, assumi todas as aulas do Ensino Médio nessa disciplina. Me tornei “o filósofo” da escola. Muitos alunos nem sabiam que eu também era professor de Literatura. Em algumas turmas, lecionei as duas matérias, porém uma aluna me disse, ao final do 3º ano, emocionada ao nos de…

As feridas que um filme pode nos provocar

No Traçando Livros de hoje, "Rio dos dias", de Rudinei Kopp

Minha coluna no caderno Mix do jornal Gazeta do Sul, trata do primeiro romance de um autor local que pede passagem, Rudinei Kopp.


Entrevista que concedi ao cineasta e escritor José Pedro Goulart

O cineasta e escritor José Pedro Goulart apresenta um excelente programa, o Bipolar, na webrádio Mínima Fm, de Porto Alegre, todas as segundas, às 17h, com reprise na terça, às 10h. Segue o áudio do bate-papo que tivemos ao vivo nesta semana: https://soundcloud.com/cassionei-niches-petry/entrevista-concedida-ao-jose-pedro-goulart-no-programa-bipolar-da-webradio-minima-fm

A NARRATIVA METAFICCIONAL DE ENRIQUE VILA-MATAS EM EXPLORADORES DO ABISMO

Ver em tudo literatura. O escritor espanhol Enrique Vila-Matas diagnosticou essa obsessão como o mal de Montano em um romance com título homônimo, publicado em 2002. Nessa e em outras narrativas, o autor estabelece um projeto metaficcional, em que a literatura é sempre o tema principal e, por consequência, o “eu” que vê o mundo sob o prisma da ficção também se torna tema, tornando-se a narrativa autoficcional.
“Metaficção é a ficção que versa sobre si mesma: romances e contos que chamam a atenção para o status ficcional e o método usado em sua escrita”, conceitua David Lodge em A arte da ficção. Salienta, ainda, que este tipo de narrativa é contemporaneamente utilizado por escritores que “se sentem sufocados por seus antecedentes literários, oprimidos pelo medo de que tudo o que tinham a dizer já tenha sido dito”. Lodge, porém, limita sua preocupação a tão-somente às formas de se estruturar um romance, ou seja, às escolhas que o escritor faz para conduzir a criação literária, apesar de…