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A mostrar mensagens de Junho, 2015

O mais do mesmo do vampiro

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Ode a Fernando Brant, ode aos criadores

Fernando Brant, grande letrista da MPB, morreu no dia 12 de junho, Dia dos Namorados. Talvez um casal deva ter namorado alguma vez ao som de “Coisas da vida”: “O amor enfim ficou senhor de mim/E eu fiquei assim,/Calado sem latim/Coisas da vida.” No entanto, esse casal não deve ter lamentado a perda do compositor porque talvez nunca tenha ouvido falar dele e ligava a música somente à voz de Milton Nascimento, também autor da canção (um gênio vivo, bem vivo, porém esquecido pelo grande público). A pouca repercussão da morte de Fernando Brant nos mostra o desprezo que se dá aos criadores. As letras de Brant são cantadas por quase todos os brasileiros, no entanto, poucos o conheciam. Esse gênio das palavras foi quem escreveu "Bola de meia, bola de gude" (“Há um menino/Há um moleque/Morando sempre no meu coração/Toda vez que o adulto balança/Ele vem pra me dar a mão”), "Maria, Maria" (“Mas é preciso ter força/É preciso ter raça/É preciso ter gana sempre”), "Encontro…

Um conto meu, "No espelho", em e-book pela Amazon

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Um conto meu em e-book, à venda por R$1,99 lá na Amazon, está na disputa do Concurso Literário - Brasil em Prosa, promovido pelo jornal "O Globo". Compre aqui: http://www.amazon.com.br/gp/product/B00ZLT69XC?*Version*=1&*entries*=0

Barata lê o poema "Ateu"

Aqui no blog do Luiz Carlos Barata Cichetto dá para ouvir a leitura que ele fez do poema "Ateu", escrito pelo Fred, personagem do meu romance "Os óculos de Paula". A leitura acontece em torno de 1 hora e 13 segundos do programa. A postagem também reproduz o poema escrito, que diga-se, já foi publicado aqui no blog também. Acesse o programa aqui:

http://baratacichetto.blogspot.com.br/?zx=6752ef9312f5374d

Machado de Assis no "Traçando livros" de hoje

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“Rabugens de pessimismo” Cassionei Niches Petry cassio.nei@hotmail.com
Apesar de assinar sempre como escritor esta coluna e outros textos que publico no jornal ou na internet, não é essa a função que sustenta a minha família. Sou o claro exemplo do escriba amador, no sentido de não receber e também no de amar o que faz, sem esperar receber por isso. Escolhi como atividade profissional, então, a de professor, principalmente o de Literatura, para poder me manter e, ainda assim, continuar falando e escrevendo sobre livros. É essa profissão que me dá a satisfação de, quase todos os anos, ler e reler, quando a memória começa a falhar (e ela sempre falha), obras literárias fundamentais. Entre elas está justamente a que é intitulada Memórias póstumas de Brás Cubas, do maior escritor brasileiro, Machado de Assis, publicada em 1881. A releitura do romance também foi motivada por uma edição recente da Penguim/Companhia das Letras, com prefácio de Hélio de Seixas Guimarães e estabelecimento de texto…

"Os Quasímodos e seus celulares" na Gazeta do Sul de hoje

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Um blog carente precisa de ajuda

Meu blog está carente. Para ter mais leitores ele vai começar a se lamuriar, se fazer de coitado, de vítima, assim chama a atenção e as pessoas farão carinho nele, o incentivarão a continuar a persistir. Meu blog contará suas dificuldades, como teve uma vida sofrida. Seu dono não tinha internet em casa, nem mesmo computador, o blog sofreu para se manter e por isso merece ganhar chances da sociedade para crescer. Quando estiver doente, meu blog vai dizer a todos como está passando mal e todos vão desejar melhoras para ele. Meu blog vai também puxar o saco de todo mundo, chamar as pessoas de maravilhosas, competentes, sensacionais, mesmo que no fundo, no fundo não ache que elas são. O blog vai curtir todas as postagens do Facebook, comentará, elogiará tudo que postam, mesmo que pensem diferente dele. Vai se segurar e não vai fazer nenhuma crítica ao amigo facebookeano, nem mesmo corrigirá seus erros de português. O blog também vai ser politicamente correto em suas postagens, vai pensar co…

Os Quasímodos e seus celulares

Uma ilustração compartilhada nas redes sociais da internet mostra um jovem sozinho descendo uma escada rolante de um shopping enquanto lê um livro. Na escada ao lado, uma fila de pessoas, representadas apenas pelas suas sombras, sobe com os olhos vidrados em luminosas telas de aparelhos celulares, sendo que apenas uma desvia sua atenção e olha, talvez com espanto, para o jovem que lê e segue o sentido contrário. A legenda sugere para desligarmos o celular e lermos um livro. A imagem é apenas uma representação do que presenciamos no nosso cotidiano, em família, roda de amigos, local de trabalho, sala de aula, dentro de carros, elevadores, em praças, shows, etc. Como um Quasímodo, o Corcunda de Notre Dame, indivíduos se debruçam sobre pequenas telas e movimentam freneticamente seus dedos, ou então entram em desespero para tirar de suas bolsas o objeto, caso ele emita um sinal indicando uma mensagem. Nada é mais importante nesse momento do que acessar o mundinho guardado no aparelho celul…