sexta-feira, janeiro 29, 2016

Jeito de enredar leitores


O livro de contos Jeito de matar lagartas (Companhia das Letras, 168 páginas) vem reafirmar a qualidade contística de Antonio Carlos Viana, já expressa em volumes como Aberto está o inferno e O meio do mundo. Nascido em Aracaju, Sergipe, em 1946, é um escritor que se dedica somente à narrativa curta e ainda merece melhor repercussão para sua obra.

O conto inicial, “A muralha da China”, traz no enredo as hesitações de um casal para contar a uma vizinha sobre a morte do marido e do filho em um acidente de caminhão. Enquanto isso, duas crianças brincam com o quebra-cabeça no quarto do amigo que morreu. A dificuldade de comunicação, simbolizada também pela construção da muralha do jogo, cujas peças acabam sendo abandonadas, é um dos temas da coletânea, que também retrata a infância (“Agora já não éramos mais crianças, mas também não tínhamos entrado de vez no território dos adultos.”), o envelhecimento (“Uma semana de cama e tio Eunápio revelou por inteiro sua velhice.”), a solidão (“Fazia muito tempo que não partilhava a mesa com alguém, naquela solidão que tanto a atormentava e poderia fazê-la cair de novo no autoflagelo.”) e o sexo (“Com ela, Mário Sérgio nunca pifou. Nunca mesmo, nem quando o sexo passou a ser uma coisa espaçada, uma vez por semana, depois uma por mês, até que ele adoeceu.”).

“Roteiro da solidão” poderia ser a continuação do primeiro conto. Depois de ficar viúva e com os filhos distantes, dona Ineide, sentindo-se só, decide vender o casarão em que mora, mais interessada em receber visitas do que negociar. Um dos possíveis compradores, um amor platônico da juventude, abandonado pela mulher, acaba indo seguidamente ver a casa. Terá ela uma nova chance com seu antigo amor ou a solidão será seu destino? “Dona Katusha” traz a história de uma mulher velha que se acha muito gostosa e que demora para perceber que as mudanças do seu corpo implicam em transformações na sua vida sexual. Em “Jogos florais”, uma viúva redescobre o corpo e se sente atraída por um rapaz bem mais jovem, levando-o para um motel e admirada por fazer coisas com o jovem que não fazia com o finado marido.

A narrativa que dá título ao livro reflete as brincadeiras da infância e as descobertas sexuais, as lagartas transformadas em borboletas simbolizando as mudanças no corpo. O título, de certa forma, resume a coletânea, pelo menos na leitura enviesada deste resenhista: o “jeito” reflete a maneira peculiar como todas as personagens reagem perante as adversidades da vida, como a velhice, a solidão, as descobertas. “Matar” nos remete à morte, tema recorrente nas histórias, seja a morte física, seja a metafórica. “Lagartas”, além do simbolismo da transformação, denota também a presença de animais (uma cachorra em “Cara de boneca”, porcos em “Saviano” e “Batatas bravas”) e de metáforas relacionadas a bichos, ora no sentido da delicadeza (“Logo cedo descobri que qualquer bicho nos entende, mais do que qualquer pessoa, qualquer pai ou qualquer mãe.”), ora no sentido dos instintos (“homem só quer saber de enfiar a vara e gozar feito um jumento”; “Maria Montez parecia uma gata. Quando menos se esperava, lá estava ela, de barrigão de novo.”).


Antonio Carlos Viana costuma dizer em entrevistas que o bom conto é aquele que o leitor não esquece. As narrativas de Jeito de matar lagartas cumprem esse preceito ao nos enredar nas suas tramas. Um bom livro. 

sábado, janeiro 23, 2016

As bacantes


Estou projetando, durante as férias, reler as principais tragédias gregas, seguindo a ordem proposta pelo guia de Pascal Thiercy editado pela L&PM. Depois de ler as biografias de Ésquilo, Eurípedes e Sófocles, comecei com as “As bacantes”, na tradução de Mário da Gama Cury, em volume editado pela Jorge Zahar Editora. Pode-se dizer que a obra é uma ode ao vinho e a seu deus, Dionísio ou Baco. “De fato, sem o vinho onde haveria amor?/Que encanto restaria aos homens infelizes?”


Também conhecida como “As mênades”, a tragédia foi escrita por Eurípedes entre 408 e 407 a.C. Fala sobre a punição de Dionísio sobre seu primo Penteu, rei de Tebas, e sua tia, Agave, por terem desonrado o nome da mãe desse deus, Sêmele (suas irmãs a difamaram, dizendo que ela teria mentido ao dizer que havia gerado Dionísio a partir de uma relação com Zeus), e também por não prestarem o culto que ele, Dionísio, merecia, apesar de ele ser oriundo de Tebas. Tomando forma humana, Dionísio entra na cidade e enfeitiça suas tias tornando-as bacantes e faz com Agave mate seu próprio filho, esquartejando-o como se fora um leão.

De certa forma, esta tragédia, na minha leitura, reflete um pouco a relação que se tem hoje com o carnaval. Há uma resistência de muitas pessoas quanto ao festejo, ligando-o a orgias (bacanais), bebedeiras e mortes. As pessoas se fantasiam para viver este momento, como o faz Dionísio na peça, se embriagam, são enfeitiçados como as bacantes para que lhe prestem o culto e cometam, de “brincadeira”, ações que não fariam na sua vida “real”, como ficar nuas e matar animais. A partir da ideia nietzschiana de nós seres humanos sermos apolíneos ou dionisíacos, é no carnaval que colocamos em suspensão a razão em favor da emoção.


Mas o motivo principal do carnaval é esquecer as tristezas, e nisso somos ajudados pela bebida: Dionísio “descobriu e revelou/o leve suco produzido pelas uvas/para curar de suas muitas amarguras/a triste raça humana; a simples ingestão/do néctar tirado das uvas, nos concede/o esquecimento dos males cotidianos,/ graças à paz do sono, único remédio/para nossos padecimentos.” Por isso, segundo a peça, devemos cultuar os deuses: “Sendo deus/Dioniso é dado a outras divindades/e lhe devemos todo o bem que elas nos fazem.”

quarta-feira, janeiro 20, 2016

Objetos sentimentais


Cada pessoa tem objetos pelos quais nutre algum carinho ou que tenha algum elo sentimental. No meu caso, tenho mais de um: os óculos, as xícaras de café, o cachimbo, as fitas K7, a máquina de escrever e, claro, os livros.

Míope desde a adolescência, os óculos são objetos imprescindíveis no meu cotidiano. Sem eles não enxergo. Muitos me dizem para usar lente de contato ou fazer uma cirurgia para diminuir os 5° do olho direito e 6,25° do esquerdo. Digo que não, pois gosto do objeto, ele já faz parte de mim, é a extensão dos olhos, como escreveu Jorge Luis Borges. Se os tiro, as pessoas estranham. Seria como amputar um braço. Só não tenho diferentes modelos porque são caros demais.

Quanto à xícara de café, tenho mais de uma e pretendo adquirir outras. O café é meu vício diário, acompanha minhas leituras e a escrita. O objeto que o contém, portanto, está sempre presente na minha mesa. O cheiro, o sabor e a energia que o café me transmite necessitam um objeto especial. Tenho predileção por uma xícara com uma imagem de Franz Kafka caminhando pelas ruas de Praga, cidade do escritor. Foi presente de uma tia que viajou para lá. Não uso para não quebrá-lo e serve para guardar os lápis e canetas com os quais faço anotações das minhas leituras.

O terceiro objeto, o cachimbo, hoje apenas decora minha mesa. Tentei ser um cachimbeiro, querendo imitar escritores, dando certa aura ao meu ambiente de escrita com a fumaça. Um dia, porém, quando uma refeição não me fez bem ao estômago e fui dar uma baforada, passei muito mal e acabei tendo um terrível enjoo que me afastou do fumo. Sinto-me atraído, porém, pelo objeto, que ainda mantém seu lugar na minha mesa. Às vezes finjo que dou umas baforadas enquanto penso. E é só.

 As fitas K7 de áudio têm um valor sentimental. Não consigo jogá-las no lixo, apesar de não precisar mais delas, hoje guardadas em caixas de sapatos. Tudo que continham, já tenho em CD ou em MP3. No entanto, não me esqueço das horas em que passei fazendo cópias de LP’s, de uma fita para a outra ou gravando o que rolava nas rádios nos anos 90. São lembranças registradas que as novas gerações jamais compreenderão.

A máquina de escrever é uma aquisição recente. Quando pensava em ser escritor, me imaginava martelando uma Olivetti Lettera 82 em altas madrugadas, rodeado pela fumaça do cachimbo ou do cigarro e tomando litros e litros de café. Nunca tive uma, porém, apesar de ter feito o curso de datilografia. Comecei escrevendo minhas primeiras crônicas e contos à mão mesmo, em folhas de caderno, e os levava diretamente à redação da Gazeta do Sul para o editor Mauro Ulrich, que sempre me deu espaço para publicação. Logo que tive um computador passei a escrever direto nele. A máquina de escrever tornou-se um objeto de desejo, uma espécie de fetiche. Consegui comprar uma Remington 15 há poucos dias, por coincidência, de uma leitora de minhas colunas no jornal. Entretanto, apesar de ainda funcionar, servirá apenas como objeto de decoração na minha biblioteca.

Aí chegamos ao livro, uma coisa retangular com um monte de folhas impressas que tem uma magia especial, a quem presto meu culto diário ao abrir suas páginas e absorver seus ensinamentos. Os livros tomam conta de quase todas as paredes da garagem que transformei na minha toca. São parte essencial da minha vida. Como canta Caetano Veloso, “os livros são objetos transcendentes/mas podemos amá-los do amor táctil”. É por isso que cultivamos os nossos objetos: para tocá-los e senti-los.

quarta-feira, janeiro 13, 2016

Sangue no ralo do chuveiro

Coincidentemente, li na sequência duas obras que foram adaptadas para o cinema. O mundo segundo Garp, de John Irving, gerou um filme mediano. Psicose, de Robert Bloch, no entanto, como todos já devem saber, resultou numa obra-prima de Alfred Hitchcock.

Não se pode, porém, dizer que o romance é tão inferior ao filme, como acontece na maioria das adaptações hitchcockianas. Seu autor influenciou boa parte dos escritores hoje considerados como mestres do terror e do suspense, como Stephen King, que analisou a obra de Robert Bloch no livro Dança Macabra.  Para King, Psicose é um típico romance de Lobisomen, apesar de nenhum personagem se transformar em um mostro coberto de pelos. Temos aqui o conflito apolíneo e dionisíaco (a partir do conceito do filósofo Nietzsche) no interior do ser humano: “Não se trata de um mal externo ou predestinação; a culpa não está nas estrelas, mas em nós mesmos.”

A história inicia com o protagonista Norman Bates (o nome não é por acaso, pois ele é apresentado como um cara normal), um sujeito solteiro que tem em torno de 40 anos, gordo e de óculos (bem diferente do personagem do filme, vivido por Anthony Perkins), apreciador de música clássica, leitor de livros de psicologia e ocultismo e que tem como hobby a taxidermia, a arte de empalhar animais, um índice importante para a resolução dos conflitos do enredo. Dono de um motel (lembrando que, nos EUA, motel é como se chama um hotel de beira de estrada) com poucos clientes, vive com sua mãe repressora.

Nos capítulos seguintes, conhecemos Mary Crane, uma jovem funcionária de um escritório imobiliário de onde rouba 40 mil dólares. Na fuga, acaba chegando ao Bates Motel, onde encontra a morte pelas mãos da velha senhora enciumada. Ao contrário do filme, cuja cena do assassinato no chuveiro é icônica, no livro ela não é narrada em todos os detalhes. Apenas sabemos que “a faca (...) cortou o seu grito. E sua cabeça.” E para por aí. Como boa literatura, os acontecimentos da narrativa são mais sugeridos do que mostrados. Na sequência, o enredo se desenrola com a investigação sobre o paradeiro de Mary feita pelo detetive de uma seguradora, e pelo namorado e a irmã, bem como os desdobramentos do relacionamento conflituoso de Norman com sua mãe.

O final é surpreendente. Hitchcock, quando comprou os direitos de filmagem, também comprou todos os exemplares disponíveis para que mais ninguém soubesse o desfecho. Até gostaria de revelá-lo, pois sei que meus poucos leitores já devem ter assistido ao filme. A ditadura do spoiler, entretanto, pode censurar meu texto. Prefiro evitar a fadiga.


Publicado originalmente em 1958, a obra foi relançada no Brasil em 2013 pela pequena editora Darkside, com tradução de Anabela Paiva e um trabalho gráfico impecável. Um livro que não pode faltar em nenhuma biblioteca.

segunda-feira, janeiro 11, 2016

Sobre O mundo segundo Garp, de John Irving



Não escondo uma predileção por romances que tenham escritores como protagonistas. Não entendo as críticas que se faz a esse tipo de gênero, dando a entender que o leitor não gosta de uma literatura autocentrada. Ora, qualquer tema é passível de gerar uma obra de arte, desde que ela aborde o lado humano, e não seja, claro, apenas uma masturbação linguística sem enredo.

Por isso me ouriço quando ouço falar de textos metaficcionais. O mundo segundo Garp, do norte-americano John Irving (Editora Rocco, tradução de Geni Hirata), é um desses, com o agravante de que teve uma adaptação cinematográfica com Robin Williams, um ator que sempre admirei, num dos primeiros filmes em que atuou.

O enredo do livro é cheio de peripécias, num emaranhado de histórias que se inicia com Jenny Fields, enfermeira oriunda de uma família rica, mas que deseja independência. Não querendo se envolver com nenhum homem, porém desejando ter um filho, consegue engravidar de um jovem sargento em coma do qual cuidava em uma enfermaria durante a Segunda Grande Guerra e que ainda assim mantinha ereções. Nasce então T. S. Garp, dessa forma mesmo, as iniciais sendo o próprio nome com o qual o garoto foi batizado.

Mais tarde, Jenny vai trabalhar numa enfermaria de uma escola onde passa a ler todos os livros da biblioteca. É onde cresce Garp, que se torna leitor ali também, entretanto, lê repetidamente alguns poucos livros, apenas os que lhe agradam. Garp também vira um atleta de luta romana e se apaixona pela filha do professor, Helen, outra leitora contumaz, que mais adiante se forma como professora de literatura.

Jenny Fields escreve sua autobiografia, intitulada Uma suspeita sexual, e alcança fama como feminista ao mesmo tempo em que Garp escreve contos para conquistar Helen e depois um primeiro romance, Procrastinação, que obtém relativo sucesso de crítica e público. Os dois se casam e têm dois filhos e também uma vida confusa, com várias situações cômicas e tragédias, com direito a amputações e mutilações. Paro por aqui para não estragar as surpresas de quem ainda não conhece a obra. Vale acrescentar que ela é repleta de curiosas personagens, como as feministas que cortaram as suas próprias línguas, seguidoras de uma mulher vítima de estupro, cuja língua fora amputada pelo criminoso.

Podemos ler, dentro do romance, textos do próprio Garp, como o conto “A pensão Grillprazer” ou o primeiro capítulo do que seria a obra mais polêmica do autor, O mundo segundo Bensenhahaver, classificada pelo editor como “novela de terror pornô de TV”. No entanto, há também os momentos em que o escritor não escreve nada e se frustra com isso, canalizando, por fim, suas energias em função da família.

Mesmo com o dispensável epílogo que conta detalhes das personagens após o último acontecimento trágico do enredo, o romance é muito bom e envolvente. Podemos ler as mais de 600 páginas com facilidade, apesar dos inúmeros conflitos. No mundo de John Irving, a literatura é tratada como ela merece. 

sexta-feira, janeiro 08, 2016

Crítico de uma literatura que não aceita críticas

Ser crítico no Brasil é uma tarefa difícil. Digo crítico mesmo, daqueles que dizem se a obra é boa ou não e justifica com argumentos sua opinião. Os espaços para a análise de literatura estão cada vez mais raros, assim como as reações dos autores não são nada amigáveis. Eu, por exemplo, que não sou propriamente um crítico, já fui “bloqueado” em redes sociais de escritores contemporâneos por fazer algumas restrições a suas obras.

Rodrigo Gurgel é um dos poucos críticos que temos. É inevitável falar dele e não lembrar que ele foi o famoso “jurado C” do Prêmio Jabuti de 2012, responsável por dar notas muito baixas a obras consideradas favoritas, o que foi considerado por muitos como uma tentativa de manipular o resultado. Acredito que depois disso ele deixou de ser chamado para compor a banca da maioria dos prêmios literários e sofreu severas ofensas.

Para conhecer melhor o trabalho de Rodrigo Gurgel, sugiro a leitura de Crítica, Literatura e Narratofobia, lançado recentemente pela Vide Editorial. É uma reunião de artigos e ensaios escritos para publicações como Folha de São Paulo, jornal literário Rascunho e seu site pessoal. Já os havia lido quase todos, mas em conjunto e dividido em seções, a leitura ganha novas nuances. Mesmo discordando de muitas opiniões, como as restrições que ele faz a Emil Cioran, por exemplo, saí das páginas do livro (na verdade do e-book), revitalizado e com mais vontade de também ser mais crítico do que resenhista.

Vale destacar alguns textos, como os da seção “O crítico à procura de si mesmo”. Em “Reflexões no Império dos Filisteus”, faz uma bela reflexão sobre a relevância da crítica e afirma que ela tem o espaço que merece: “Se o espaço diminui cada vez mais — e se o número de publicações dedicadas à literatura escasseia —, isso se deve não só a certas políticas editoriais ou a questões de ordem sociológica, mas também aos próprios críticos, que afastam os leitores ao incorporar a linguagem hermética da academia e evitar fazer julgamentos claros.” Em “Narratofobia – ou o pavor de narrar”, Gurgel refuta a necessidade imperiosa da literatura contemporânea em realizar uma obra centrada em experimentos de linguagem, submetendo “a criatividade às regras difundidas por supostos expertos, ou, pior, ao gosto das panelinhas”, porém deixando de lado a arte de contar uma boa história.

Nas demais seções, lemos críticas (negativas e positivas) pontuais a escritores estrangeiros, como Thomas Bernhard e Shakespeare, e nacionais, como Ana Maria Machado e Oskar Nakasato, em texto que justifica suas notas no prêmio Jabuti.

Como escreveu Flávio Morgenstern no prefácio, “é responsabilidade a mais exigente e gratificante cuidar de apresentar este grande intelectual a um público tão importante quanto os leitores de ficção (...)”. Se meus poucos leitores ainda não o conheciam, não percam tempo, pois se gostam das reflexões deste resenhista quase crítico, tenho certeza que apreciarão ler algo relevante sobre a arte literária, que é o que Rodrigo Gurgel faz com maestria. 

domingo, janeiro 03, 2016

Livros lidos e relidos durante o ano de 2015

Livros lidos ou relidos durante o ano de 2015, fora os abandonados e os que li somente capítulos para pesquisa. Em 2014 li 98. No ano passado li menos porque enfrentei o tijolão do Foster Wallace:

1-O Inescrito - Tommy Taylor e a identidade falsa, Mike Carey
2-A era do ressentimento, Luiz Felipe Pondé
3-Meninos valentes, Patrick Modiano
4-O inventor de estrelas, João Batista Melo
5-Um pouco mais de swing, João Batista Melo
6-Kassel no invita a la lógica, Vila-Matas
7-O homem-mulher, Sérgio Santanna
8-Os cavalinhos de Platiplanto, José J. Veiga
9-Graça infinita, David Foster Wallace
10-Herdando uma biblioteca, Miguel Sanches Neto
11-El pecho, Philip Roth
12-Stoner, John Williams
13-A coleira no pescoço, Menalton Braff
14-O professor do desejo, Philip Roth
15-O animal agonizante, Philip Roth
16-Adeus, Columbus, Philip Roth
17 - Complexo de Portnoy, Philip Roth
18 – Círculos da angústia, Philip Roth
19 – Violeta velha e outras flores, Matheus Arcaro
20 – A vida que vale a pena ser vivida, Clóvis de Barros Filho
21 – As melhores intenções, Philip Roth
22 – Un año, Juan Emar
23 – As coisas de João Flores, Marco Aurélio Cremasco
24 – Minha vida de homem, Philip Roth
25 – A lapso, Tarso de Melo
26 – Dos nervos, Ricardo Lísias
27 – O escritor fantasma, Philip Roth
28 – O senhor vai mudar de corpo, Raimundo Carrero
29 – A construção, Kafka
30 – A metamorfose, Kafka
31 – Zuckerman libertado, Philip Roth
32 – Minha luta – A morte do pai, Karl Ove
33 – O poeta das cinzas, Pier Paolo Pasolini
34 – Pobre gente, Dostoievski
35 – Lição de anatomia, Philip Roth
36 – O duplo, Dostoievski
37 – Conversas com um professor de literatura, Gustavo Bernardo
38 – A orgia de Praga, Philip Roth
39 – Chove sobre minha infância, Miguel Sanches Neto
40 – Só para fumantes, Julio Ramón Ribeyro
41 – Mis documentos, Alejandro Zambra
42 – Exposição de motivos, Deonísio da Silva
43 – A segunda pátria, Miguel Sanches Neto
45 – O avesso da vida, Philip Roth
46 – Fome de saber – Richard Dawkins
47 – Los hechos, Philip Roth
48 – Os gestos, Osman Lins
49 – Los años falsos, Josefina Vicens
50 – Perto do coração selvagem, Clarice Lispector
51 – El libro vacío, Josefina Vicens
52 – Éramos mais unidos aos domingos, Sérgio Porto
53 – O evangelho segundo Hitler, Marcos Peres
54 – Engaño, Philip Roth
55 – Sleepin bag, Mauro Ulrich
56 – Histórias curtas, Rubem Fonseca
57 – El secreto del mal, Roberto Bolaño
58 – Madame Bovary, Flaubert
59 – Substâncias perigosas, Pedro Eiras
60 – Patrimônio, Philip Roth
61 – A orgia perpétua, Vargas Llosa
62 – Misery, Stephen King
63 – Tudo o que pisa deixa rastro, Nei Duclós
64 – La invasión, Ricardo Piglia
65 – Dentro da noite veloz, Ferreira Gullar
66 – Tônio Kroeger, Thomas Mann
67 – Morte em Veneza, Thomas Mann
68 – Sombras de reis barbudos
69 – O equilibrista do arame farpado, Flávio Moreira da Costa
70 – O cego e a dançarina, João Gilberto Noll
71 – A divina comédia, Inferno, Dante
72 – Dançar tango em Porto Alegre, Sérgio Faraco
73 – O homem que esqueceu a Fórmula de Basckhara, Jeferson Luis de Carvalho
74 – A casa do girassol vermelho, Murilo Rubião
75 – O convidado, Murilo Rubião
76 – O pirotécnico Zacarias, Murilo Rubião
77 – Que fim levou Brodie?, Antonio Fernando Borges
78 – Minda-au, Marcio Renato dos Santos
79 - Golegolegolegolegah!, Marcio Renato dos Santos
80 – O antinarciso, Mario Sabino
81 – Ainda orangotangos,
 Paulo Scott
82 – O teatro de Sabbath, Philip Roth
83 – A boca da verdade, Mario Sabino
84 – Roth libertado, Claudia R. Pierpont
85 – Guia politicamente incorreto do sexo, Luiz Felipe Pondé
 
86 – Tempo de frutas, Nélida Piñon
87 - Meditação sob os lajedos,
 Alberto da Cunha Melo
88 – O óbvio ululante, Nelson Rodrigues
89 – Poemas hiperbólicos do fim do pampa,
 Cláudio B. Carlos
90 – Crítica, Literatura e Narratofobia,
 Rodrigo Gurgel
91 – Troco poesia por dinamite, Barata
92 – A lição, Ionesco

93 – Diarios, Abelardo Castillo