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Mensagens

A mostrar mensagens de 2006
A resenha sobre o livro do Daniel Galera saiu no jornal Gazeta do Sul, de Santa Cruz do Sul, no dia 30 de junho. Saiu no caderno Mix que é editado pelo Mauro Ulrich. O próprio Galera me respondeu um e-mail dizendo que leu a resenha no meu blog.

Um retrato da juventude dos anos 90

Daniel Galera aprontou uma comigo. Saí da leitura de seu mais recente romance me sentindo transportado para a primeira metade dos anos 90: vídeo-game, tênis M200 com “amortecedores piramidais”, a passagem das bicicletas de bicicross para as de mountain bike, as festinhas regadas a guaraná e com a “hora da música lenta”, em que “Patience”, do Guns and Roses, nunca podia faltar. Cabe lembrar a clássica definição de Julio Cortazar: o romance vence o leitor por pontos, enquanto o conto vence por nocaute. Fui pouco a pouco sendo atingido, capítulo a capítulo e, quando conseguia me recuperar, lá vinha outro soco e também pontapés, aliás, como acontece literalmente com alguns personagens. Se até agora essa resenha te parece muito emotiva, caro leitor, não estás enganado. Quem ler o livro e tiver a mesma idade do autor, assim como eu, e for um pouco saudosista, também vai se emocionar ao se ver jovem, filmado por uma grua, como sugere a epígrafe do livro.
Mão de cavalo (Companhia das Letras, 1…

SARAMAGO E A MORTE

Viemos a este mundo para nascer, crescer e morrer, certo? Talvez. Talvez? Bom, eu nasci, você nasceu, eu cresci, você cresceu. Mas eu vou morrer? Você vai morrer? Já disseram que a única coisa certa na nossa vida é que vamos morrer. Certa por quê? Porque outros morreram? Agora porque os outros passaram dessa para melhor (?) eu tenho que ir também?
Bom, não estou velho e nem no fim da vida para me preocupar com isso, muito menos uma inquietação filosófica me faz escrever este texto. O tema vem à tona por causa do último romance de José Saramago (ou melhor, do mais recente, porque ele não vai morrer agora), As intermitências da morte (Companhia das Letras, 208p.). Imaginem, senhoras e senhores, se as pessoas deixassem de morrer. Quais as conseqüências? Imaginaram? Pois esse é o ponto de partida da história. Bem, mas o que vocês, simples mortais, imaginaram está longe do que a mente brilhante de Saramago pode criar, me desculpem. A capacidade criativa do autor português também nunca morre…