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A mostrar mensagens de Maio, 2016

Sobre Maleita, de Lúcio Cardoso

Logo no início da leitura do romance bate aquela inveja quando se sabe que o autor tinha entre 17 e 19 anos quando o escreveu. Maleita, de Lúcio Cardoso (Editora Civilização Brasileira, 236 páginas, esgotado), é um romance de estreia que está no mesmo patamar de outras obras publicadas durante os anos 30. Aí o escriba aqui, com quase 37 anos, que mal e mal escreveu dois livros de qualidade duvidosa, lembra que, na mesma época, outros autores escreviam suas primeiras obras antes dos 20 anos: Jorge Amado, com O país do carnaval, e Raquel de Queirós, com O quinze. Não tem como não me recolher à minha insignificância. Cardoso escreveu a história inspirado no seu pai e o protagonista tem inclusive o mesmo nome. Em 1893, junto com sua mulher, Elisa, e um cozinheiro, Bento, mais outros agregados, Joaquim chega à localidade de Pirapora, em MG, a serviço de uma companhia de tecidos, para construir prédios e fazer crescer o lugar que fica às margens do Rio São Francisco. Enfrenta, no entanto, a …

Seguindo pistas filosóficas

Meu texto na página de opinião da Gazeta do Sul de hoje

Novo texto na minha coluna no Digestivo Cultural

Memórias de um descendente de Brás Cubas

As fronteiras do indivíduo

Contos de espera

Marcio Renato dos Santos é um contista da experimentação. Manipulador da linguagem, suas histórias são escritas com estilos diferentes. Ora temos frases curtas, como nos primeiro textos de Minda-au, sua primeira coletânea, de 2010, conforme podemos ler no primeiro parágrafo de “O espírito da floresta”, uma de suas melhores criações (ou recriação, neste caso da fábula de Chapeuzinho Vermelho): “Ele continua por ali, apesar de quase ninguém ver. Asfalto. Casas. Prédios. Barracos. Luz elétrica. Automóveis. Fumaça. Resíduos. Humanos a caminhar. Humanos parados. Humanos empilhados. E seu tempo. Humanos nos templos. Humanos pagãos. E ele continua. Onipresente.” Já no livro Golegolegolegolegah!, de 2013, as frases são mais longas, esparramadas como o título. Reparem que os títulos das obras do escritor paranaense também são experimentais e chamam nossa atenção. Mais laiquis, de 2015 e 2,99, lançado em 2014, completam a galeria de títulos curiosos.
Já o seu mais recente lançamento, Finalmente …