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A mostrar mensagens de 2008
Ainda sobre as pedras. Gazeta do Sul, página de Opinião, 30 de maio de 2008. Resposta à carta publicada que criticava meu artigo anterior.

Ainda sobre as pedras

Fico pensando, muitas vezes, quando sento à frente da folha em branco para escrever, sobre quem vai ler meus textos. Quando escrevo para o jornal, sei que diferentes leituras vão ser feitas, e sei que posso ser mal interpretado. Na crônica publicada nesta seção no dia 21, procurei fazer um texto leve, mas que ao mesmo tempo servisse para cutucar as pessoas para agirem frente aos desafios da nossa vida. Só não esperava que alguns que fossem ler o texto, não soubessem ler. Se falo em ler, não me refiro a passar os olhos por cima. No entanto, foi o que fez o leitor Leandro D´Ávila, como demonstrou em sua carta publicada neste espaço.
Em primeiro lugar, o texto não fala sobre o jovem apenas (muito menos o jovem santa-cruzense), mas sobre todas as pessoas. Está certo, caro Leandro, você deve ter lido os primeiros parágrafos, não gosto…
Como pedra que rola. Gazeta do Sul, página de Opinião, 21 de maio de 2008. O texto causou bastante polêmica. Recebi vários e-mails com muitas críticas. Além disso, foi publicada uma carta na Gazeta atacando o artigo. COMO PEDRA QUE ROLA

(Observação importante: crônica repleta de lugares-comuns. Se não gosta de texto com muitos chavões e auto-ajuda, não leia. Eu não leria.)

Escrevo ainda sob o impacto da peça teatral Bailei na curva. Os que já tiveram o privilégio de assisti-la nos seus 25 anos de existência sabem do que estou falando. Riso, choro, indignação e reflexão se mesclam nessa importante obra escrita por Júlio Conte. Um trecho, no entanto, se fixou na minha memória de tal forma que não posso deixar de comentar: quando a jornalista lê um poema que escreveu sobre o personagem Pedro, morto nos porões da ditadura. Diz que Pedro foi uma pedra no sapato dos poderosos da época, pois foi um jovem que ousou pensar diferente.

Pergunto-me se existem hoje Pedros entre os nossos jovens. Creio…
As eleições estão chegando. Gazeta do Sul, página de Opinião, 01 de abril de 2008. Texto bastante elogiado, com comentário no blog da redação do jornal.

AS ELEIÇÕES ESTÃO CHEGANDO

O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato. (Barão de Itararé)

Às wenzel fico pensando sobre a situação política da nossa cidade. Nunca se sabe o que o povo santa-cruzense kelly para o seu futuro. Muitos não levam nada a sérgio, acham que a eleição é um brincadeira. Quando os políticos entram em campis para a disputa, a maior parte do eleitorado já pensa em pedir coisas para seu benefício próprio, marx se esquecem que os políticos são eleitos para promover o bem da sociedade como um todo. No moior momento da nossa democracia, o povo desperdiça o poder que tem nas mãos. Hele na verdade não pensa que suas atitudes no presente podem causar estragos no futuro. Telmos que encarar de forma diferente as eleições, pois ela não tem nada de hilário.

Muito…

Artigos publicados em 2008

Buracos, Gazeta do Sul, página de Opinião, 30 de janeiro de 2008. BURACOS

Há um ano, uma enorme cratera, provocada por uma construção de túneis para o metrô na cidade de São Paulo, engoliu caminhões, carros, casas e pessoas. Esse fato me fez lembrar das voçorocas do romance Ópera dos mortos, do escritor mineiro Autran Dourado. Voçoroca é um desmoronamento devido à erosão produzida por águas subterrâneas. Na história, uma cidadezinha chamada Duas Pontes está sendo aos poucos engolida por esse fenômeno da natureza. Mas essa destruição não é apenas física, mas também, metaforicamente, representa a degradação moral dos seus habitantes. Qualquer semelhança com a capital paulista não é mera coincidência.

Aliás, não precisamos ir muito longe. É só circularmos por Santa Cruz do Sul para vermos os buracos que enfeitam várias de nossas ruas e calçadas. Quantos automóveis já tiveram suas suspensões avariadas ou quantas pessoas, como eu, torceram o pé por causa da má conservação de nossas vias pú…
Gazeta do Sul, caderno Mix, 09 de fevereiro de 2007.
http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_pdf.php&intIdEdicao=1079&NrPagina=26

Travessuras de um romancista

O novo romance de Mario Vargas Llosa não deve ser lido por quem não conhece seus livros anteriores. Explico: o leitor pode pensar que se trata de apenas mais um best-seller no mercado. Travessuras da menina má (Alfaguara, 302 páginas) possui todos os requisitos básicos dos enlatados norte-americanos: uma história de amor e traição, cortes rápidos de cenas em uma narrativa envolvente e muitas, mas muitas coincidências inverossímeis, daquelas que, a cada vez que aparecem, nos fazem dizer: “isso acontece só em novelas”. Além disso, como todo lançamento do romancista peruano, o sucesso de público é imediato e as traduções para outras línguas são quase simultâneas.

Para quem aprendeu a admirar o escritor depois de ler clássicos como A cidade e os cachorros, Conversas na catedral, A casa verde, A guerra do fim do mundo,…
Gazeta do Sul, caderno Mix, 30 de junho de 2006.
PDF:
http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_pdf.php&intIdEdicao=886&NrPagina=98
On line:
http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_noticia.php&intIdEdicao=886&intIdConteudo=56761

Um retrato da juventude dos anos 90
Daniel Galera aprontou uma comigo. Saí da leitura de seu mais recente romance me sentindo transportado para a primeira metade dos anos 90: vídeo-game, tênis M200 com “amortecedores piramidais”, a passagem das bicicletas de bicicross para as de mountain bike, as festinhas regadas a guaraná e com a “hora da música lenta”, em que “Patience”, do Guns and Roses, nunca podia faltar. Cabe lembrar a clássica definição de Julio Cortazar: o romance vence o leitor por pontos, enquanto o conto vence por nocaute.

Fui pouco a pouco sendo atingido, capítulo a capítulo e, quando conseguia me recuperar, lá vinha outro soco e também pontapés, aliás, como acontece literalmente com alguns personagens. Se até agora …
Gazeta do Sul, caderno Mix, 03 de fevereiro de 2006. O Mauro Ulrich me contou que, na reunião de pauta, o texto não seria aprovado porque já havia sido publicado outro sobre o livro do Saramago. Mas o Mauro bateu pé, pois disse que o artigo era muito bom e mereceria ser publicado. Que tal?

http://gazeta.via.com.br/arquivos/pdf/28168.pdf

SARAMAGO E A MORTE

Viemos a este mundo para nascer, crescer e morrer, certo? Talvez. Talvez? Bom, eu nasci, você nasceu, eu cresci, você cresceu. Mas eu vou morrer? Você vai morrer? Já disseram que a única coisa certa na nossa vida é que vamos morrer. Certa por quê? Porque outros morreram? Agora porque os outros passaram dessa para melhor (?) eu tenho que ir também?

Bom, não estou velho e nem no fim da vida para me preocupar com isso, muito menos uma inquietação filosófica me faz escrever este texto. O tema vem à tona por causa do último romance de José Saramago (ou melhor, do mais recente, porque ele não vai morrer agora), As intermitências da morte (Comp…

Amilcar Bettega Barbosa

Resenha que escrevi sobre o livro de contos Deixe o quarto como está, de Amílcar Bettega Barbosa no Riovale Jornal, caderno Radar, coluna Rastreador Cultural, do Luis Fernando, autor do box que acompanha o texto. 19 de setembro de 2003. Clique na imagem para ampliá-la.

Altair Martins

Riovale Jornal, página de Variedades editada por Luis Fernando Ferreira, 07 de fevereiro de 2003. Clique na imagem para ampliá-la.

O Grau Graumann - Fernando Monteiro

Gazeta do Sul, 24 de julho de 2002. Clique na imagem para ampliá-la.

Mais crônicas antigas

Crônica publicada em 27 de novembro de 1999, caderno Sábado da Gazeta do Sul. Clique na imagem para ampliá-la.


Crônica publicada em 18 de setembro de 1999, caderno Sábado da Gazeta do Sul. Clique na imagem par ampliá-la.
Crônica publicada em 14 de fevereiro de 1998, no jornal Gazeta do Sul, caderno Sábado. Clique na imagem para ampliá-la.
Crônica publicada dia 28 de dezembro de 1996 na Gazeta do Sul, maior jornal da cidade, no caderno Sábado editado por Mauro Ulrich. De quebra, ganhei um livro do Roni Ferreira Nunes, que está devendo um novo livro para seus leitores. Mas o orgulho que tenho deste texto é que ele foi usado na aula de crônica do Prof. João Arendt, no curso de Letras da Unisc, em 1999, para exemplificar a crônica humorística. Minhas colegas fizeram uma encenação e promoveram um debate sobre a crônica.
Clique na imagem para ampliá-la.

Textos publicados em jornais

Vou postar textos que escrevi para jornais desde os anos 90. O primeiro foi uma crônica, intitulada "Memorião", publicada no Caderno 2, editado pelo escritor Roni Ferreira Nunes, no Riovale Jornal de Santa Cruz do Sul, dia 26 de outubro de 1996. Imaginem a minha felicidade de ver meu nome impresso pela primeira vez. Clique na imagem para ampliá-la.

Sábado samba (V)

Resenhas Abortadas II

O que se espera de uma obra literária de qualidade? Um crítico mais racional preocupa-se em primeiro lugar com os aspectos técnicos. Analisa as personagens, o espaço, o tempo, o narrador, etc., às vezes deixando a história em segundo plano. Se o escritor souber trabalhar bem esses aspectos, receberá elogios do analista. O crítico dito impressionista, por sua vez, é mais epidérmico, deixando-se levar pela emoção. Nesse caso, a relevância está na história e ela deve tocar de certa forma o leitor. Creio, no entanto, que é a obra que deve determinar a análise. Quatro negros, ganhador do prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), na categoria novela, de Luis Augusto Fisher, em que pese a técnica narrativa utilizada, pega o leitor no seu lado emocional.

A crônica

Texto publicado na minha coluna no site: http://www.the-graverobber.co.cc/
A crônica

Quero escrever neste espaço hoje sobre um tipo de texto literário chamado crônica. É um gênero destinado ao jornal, tratando de questões do nosso cotidiano, algumas vezes com humor, outras vezes de forma poética. A palavra vem de Cronos, que na mitologia grega é o deus do tempo, originando outros vocábulos da nossa língua, como cronômetro, cronologia, cronograma. Na sua origem a crônica era um registro de fatos históricos. Hoje, relata coisas de nosso tempo presente, por isso ela na maioria das vezes tem seu valor só naquele dia. No outro, vai servir para embrulhar o produto da feira ou para forrar o local onde o bichinho de estimação faz suas necessidades.
Se o leitor tiver tempo, quero justamente conversar sobre o tempo. Não o meteorológico, e sim o do relógio.
Voltando ao deus Cronos. Segundo a mitologia, temendo ser destronado por um de seus filhos (assim como fizera, outrora, com o seu pai Urano), el…

Sábado samba (IV)

Zeca Pagodinho - 1986

01 - SPC
02 - Coração em Desalinho
03 - Jogo de Caipira
04 - Se Eu For Falar de Tristeza
05 - Quando Eu Contar (Iaiá)
06 - Cheiro de Saudade
07 - Hei de Guardar Teu Nome - Vou Lhe Deixar no Sereno - Macumba da Nêga
08 - Casal Sem Vergonha
09 - Quintal do Céu
10 - Cidade do Pé Junto
11 - Judia de Mim
12 - Brincadeira Tem Hora
http://www.4shared.com/file/65158054/79bfe033/Zeca_Pagodinho_-_1986.html?s=1

Sábado Samba (III)

AS FLORES EM VIDA(1985) Eldorado 95.85.0465 Artista(s):Nelson Cavaquinho 1. Devia Ser Condenada (Nelson Cavaquinho / Cartola) Intérprete(s): Nelson Cavaquinho 2. Dona Carola (Nelson Cavaquinho / Nourival Bahia / Walto Feitosa) Intérprete(s): Chico Buarque 3. Não Te Dói a Consciência (Nelson Cavaquinho / Ari Monteiro / Augusto Garcez) Intérprete(s): Paulinho da Viola Quem Chora Sempre Tem Razão (Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito) Intérprete(s): Nelson Cavaquinho 4. Aquele Bilhetinho (Nelson Cavaquinho / Augusto Garcez / Canegal) Intérprete(s): Cristina Buarque 5. História de Um Valente (Nelson Cavaquinho / José Ribeiro de Souza) Intérprete(s): João Bosco 6. Ninho Desfeito (Nelson Cavaquinho / Wilson Canegal) Intérprete(s): Nelson Cavaquinho 7. Rugas (Nelson Cavaquinho / Ari Monteiro / Augusto Garcez) Intérprete(s): Beth Carvalho 8. Folhas Secas (Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito) Intérprete(s): Toquinho 9. Pecado (Nelson Cavaquinho / Ligia Uchôa) Intérprete(s): Carlinhos Vergueiro 10. …

Livro

Sábado samba (III)

Paulinho da Viola, disco de 1973. Um dos discos mais tristes do príncipe do samba. A capa, de Elifas Andreato, já diz tudo.
1.Sentimentos(Miginha)
2. Comprimido(Paulinho Da Viola)
3. Não A Leve A Mal(Paulinho Da Viola)
4. Nervos De Aço(Lupicinio Rodrigues )
5. Roenda As Unhas( Paulinho Da Viola )
6. Não Quero Mais Amar Ninguém( Zé Da Zilda - Cartola - Carlos Cachaça )
7. Nega Luzia( Wilson Batista - Jorge De Castro )
8. Cidade Submersa( Paulinho Da Viola )
9. Sonho De Um Carnaval( Chico Buarque De Hollanda )
10. Choro Negro( Paulinho Da Viola - Fernando Costa )
Baixe aqui
Se estivesse vivo, Caio Fernando Abreu estaria completando 60 anos. Nesta antologia, há bons textos dos anos 70. Baixe aqui

Sobre Livros & Leituras

Para baixar: http://www.4shared.com/file/67794270/8180324b/Dostoievski_-_Os_Irmos_Karamazov_completo__doc_.html?dirPwdVerified=4e366638

Mais uma vez não vou poder ir ao encontro, dia 25, na Livraria Iluminura, deste grupo que mantém viva a chama da literatura em Santa Cruz do Sul. O tema será a obra de Dostoiévski.

Sábado Samba (II)

ESPELHO
(1977) Odeon SMOFB 3934
João Nogueira
1. Pimenta no Vatapá
(João Nogueira / Cláudio Jorge)
2. Espelho
(João Nogueira / Paulo César Pinheiro)
3. Malandro J B
(Renato Barbosa / Nei Lopes)
4. Espere Oh Nega
(João Nogueira)
5. Dora das 7 Portas
(João Nogueira / Paulo César Pinheiro)
6. O Passado da Portela
(Monarco)
7. Apoteose ao Samba
(Zinco / Darci Caxambú)
8. Wilson Geraldo Noel
(João Nogueira)
9. Batucajé
(João Nogueira / Wilson Moreira)
10. Samba de Amor
(João Nogueira / Mauro Duarte / Gisa Nogueira)
11. Quem Sabe É Deus
(João Nogueira)
12. Desenganos
(João Nogueira / Mauro Duarte)

Neste disco do saudoso João Nogueira há uma das letras mais belas da nossa MPB:

Espelho

Nascido no subúrbio nos melhores dias
Com votos da família de vida feliz
Andar e pilotar um pássaro de aço
Sonhava ao fim do dia ao me descer cansaço
Com as fardas mais bonitas desse meu país
O pai de anel no dedo e dedo na viola
Sorria e parecia mesmo ser feliz

Ê vida boa, quanto tempo faz
Que felicidade
E que vontade de tocar viola de verdade
E de…

Admirável mundo novo - Aldous Huxley

O lobo da estepe - Hermann Hesse

Cartola 100 anos

Hoje, Cartola estaria fazendo 100 anos. Quando conheci sua obra, passei a gostar mais de samba antigo. E suas letras eram poesia da mais alta qualidade. Para comemorar essa data, posto links para alguns de seus discos.
Cartola - 1974 http://www.4shared.com/file/14672831/f5566393/Cartola_1974.html?s=1
Cartola - 1976
http://www.4shared.com/file/14670841/101e3ddf/Cartola_1976.html?s=1
Cartola - Verde que te quero rosa - 1977 http://www.4shared.com/file/17280533/91a0963d/Cartola_Verde_que_te_quero_rosa.html?s=1 Duas letras do compositor: AS ROSAS NÃO FALAM
Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão enfim
Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim
Queixo-me às rosas, que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai
Devias vir para ver os meus olhos tristonhos
E quem sabe sonhavas meus sonhos por fim...

O MUNDO É UM MOINHO
Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de p…

Leitura para o fim de semana

Vale a pena ler essa obra-prima de José Saramago, não porque ela está "na moda" devido à adaptação para o cinema, mas sim por ser um romance que nos inquieta, nos prende do início ao fim, nos faz pensar. Com certeza, ninguém sai o mesmo depois de ler este livro. Para baixá-lo, clique aí nesse link: http://www.4shared.com/file/66474671/6e5d6d7a/Saramago_-_Ensaio_Sobre_a_Cegueiradocrev.html?dirPwdVerified=4e366638

Mas para quem quer só relaxar, nada melhor do escutar um reggae, ainda mais do mestre Bob Marley.

Legend - Bob Marley & The Wailers
1. Is This Love
2. No Woman No Cry
3. Could You Be Loved
4. Three Little Birds
5. Buffalo Soldier
6. Get Up Stand Up
7. Stir It Up
8. One Love People Get Ready
9. I Shot The Sheriff
10. Waiting In Vain
11. Redemption Song
12. Satisfy My Soul
13. Exodus
14. Jamming
Para baixar: http://rapidshare.com/files/21443896/Legend_-_Bob_Marley___The_Wailers.rar

SEMPRE RELENDO...

Muitos dos meus argumentos para ser ateu estão neste livro. Um clássico do livre-pensamento. Clique aí para baixar:
http://www.4shared.com/file/66231968/11c1164d/Russel_Bertrand_-_Por_Que_No_Sou_Cristo.html?dirPwdVerified=4e366638

SL&L

O próximo encontro do grupo Sobre Livros & Leituras será dia 04 de outubro, na Livraria e cafeteria Iluminura, às 14h. O livro que será comentado é este de Tolstói.
Clique neste link para baixar, o texto está em português.
http://www.4shared.com/file/65303160/614b4a4/Tolstoi_Leon_-_A_morte_de_Ivan_Ilitch.html?dirPwdVerified=4e366638

Estou lendo...

Livros

Imagine um lugar onde é proibido as pessoas terem livros. Nesse lugar, os bombeiros, em vez de apagar incêndios, queimam livros. Leia o romance de Ray Bradbury, adaptado para o cinema por François Truffaut. Que medo!

http://www.4shared.com/file/64718340/e021e55b/Bradbury_-_Fahrenheit_451__pt_.html?dirPwdVerified=4e366638
Depois de terminar correção de provas, fechar diários de classe e dois cansativos conselhos de classe, volto a escrever alguma coisa por aqui. Quem não visita meu blog há algum tempo e resolveu entrar nos últimos dias deve ter pensado que entrou no blog errado, pois os últimos posts são dedicados ao Rap e ao Michael Jackson. Parei um pouco de escrever, é verdade, salvo os pequenos textos (textículos) sobre os CDs postados, mas fiquei decepcionado porque minha última crônica não foi publicada na Gazeta. E é aquela coisa, quem escreve começa a ler outros textos lá na seção de opinião e pensa, bah, mas o meu é melhor. Claro que não é lá estas coisas, mas enfim, me desanimou um pouco. Não sei se não gostaram da polêmica causada pelo texto “Como pedra que rola”. Pode ser isso. Minha última crônica acabou saindo aqui mesmo, porém, ah, porém, acho que ninguém leu...
Sim, estou com aquela sensação de que ninguém mais está me lendo. Acabaram os comentários, enfim. Mas tudo bem, não vejo problem…

Crônica

O tempo

Gosto de escrever para este espaço um tipo de texto literário chamado crônica. É um gênero destinado ao jornal, tratando de questões do nosso cotidiano, algumas vezes com humor, outras vezes de forma poética. A palavra vem de Cronos, que na mitologia grega é o deus do tempo, originando outros vocábulos da nossa língua, como cronômetro, cronologia, cronograma. Na sua origem a crônica era um registro de fatos históricos. Hoje, relata coisas de nosso tempo presente, por isso ela na maioria das vezes tem seu valor só naquele dia. No outro, vai servir para embrulhar o produto da feira ou para forrar o local onde o bichinho de estimação faz suas necessidades.
Se o leitor tiver tempo, quero justamente conversar sobre o tempo. Não o meteorológico, e sim o do relógio.
Voltando ao deus Cronos. Segundo a mitologia, temendo ser destronado por um de seus filhos (assim como fizera, outrora, com o seu pai Urano), ele os engolia assim que nasciam. Quando Réia, sua esposa, concebeu Zeus, enrolou …

Buñuel

"Sou um ateu convicto, graças a Deus."
Frase de Luis Buñuel, cineasta espanhol. Hoje lembramos os 25 anos de sua morte. Leia a notícia da Folha On line:

Mestre do surrealismo no cinema, Buñuel morreu há 25 anos
ALICIA GARCÍA DE FRANCISCO da Efe, em Madri

Poucos cineastas desenvolveram uma carreira tão coerente e, sobretudo, pessoal, quanto o grande Luis Buñuel, que deixou para a história imagens tão impactantes como a da lâmina cortando um olho ou as formigas saindo de um buraco na palma de uma mão.
Neste dia em que se completam 25 anos de sua morte, na Cidade do México, em 29 de julho de 1983, a obra do "mestre de Calanda", como era conhecido por ter nascido na localidade de mesmo nome no norte da Espanha, é mais difundida do que nunca.
Nascido em 22 de fevereiro de 1900, na Espanha, Buñuel estudou história em Madri, mas foi sua estadia na Residência de Estudantes da capital --onde conheceu Federico García Lorca, Salvador…

Para ler Josué Guimarães

Gostei muito da abordagem dessa notícia dada pela Zero Hora, principalmente por sugerir a leitura do romance Dona Anja, de Josué Guimarães.

23 de julho de 2008 – Zero Hora
Carazinho
Vereador deve entregar moção a casa noturna
Danceteria recebeu felicitação por nove anos de atividade no município

A moção em homenagem aos nove anos de atividade da danceteria Garotas da Gogo, aprovada pela Câmara Municipal de Carazinho, deve ser entregue ao estabelecimento pelo autor da proposta, vereador Gilnei Jarré (PSDB), que está de posse do ofício. A informação foi dada por um colega de Jarré.A Casa costuma encaminhar documentos a homenageados por meio de motorista e pelo correio. Até a noite de ontem, o prostíbulo ainda não havia recebido as felicitações.Localizada a cinco quilômetros do centro de Carazinho, a casa vermelha que abriga as 20 mulheres que trabalham na danceteria se tornou centro das atenções no município. Nos corredores da Câmara, as reações vão do constrangimento ao apoio ao autor da mo…

O corvo entra em cena

Saiu minha primeira coluna no site The graverobber.

Nada melhor do que iniciar esta coluna explicando por que ela tem o nome “O corvo”. Para quem gosta de cinema, pode pensar logo que é uma menção ao filme estrelado pelo filho do Bruce Lee. Mas não é. Alguém com a mente, digamos assim, mais poluída, vai dizer que corvo é aquele que fica dando em cima das mulheres e a coluna dará algumas dicas de como se dar bem em uma conquista. Muito menos isso. “O corvo” é o título do poema narrativo de um dos maiores escritores da literatura universal, Edgar Allan Poe. Portanto, é uma homenagem a um mestre que tem tudo a ver com esse site, pois ele soube, como poucos, escrever sobre o horror e a morte.
Nesta coluna, pretendo tratar da literatura de terror e de horror (sim, são coisas diferentes) e também da literatura fantástica. Abordaremos um livro específico ou o conjunto da obra de um autor. Eventualmente, vou comentar sobre algum filme. E, se me permitirem, publicarei um ou outro conto meu. Crít…

Honrosa visita

Tive a honra de receber a visita no blog de uma das melhores "cabeças pensantes" (acho engraçada esta expressão) do país, Rogério Skylab. O cara é poeta, mas é conhecido principalmente pelas suas músicas. É hit no youtube sua participação no Programa do Jô. No seu site pode-se baixar algumas músicas dos seus CDs, inclusive do mais recente, Skylab VIII. Está lançando também o livro de poemas, Debaixo das Rodas do Automóvel, pela Ed Rocco. Ele também tem um blog. Ao mesmo tempo escatológico, trash e lírico, faz um humor negro politicamente incorreto. Aí vai um de seus poemas:

UM FURO


Havia um furo bem no meio.
Pelas bordas podia se ver,
senão imaginar, o inimaginável:
o furo ali estampado.

Imaginam-se as tripas, as vísceras,
as convulsões, a hemorragia...
porque tudo isso é possível.
Até mesmo o olhar absorto.

de um Homem que vai morrer,
a gente pode imaginar.
Por exemplo: ele foi à padaria

e nunca mais voltou pra casa.
Mas aquele furo não dizia nada.
Era um furo fora de toda História.
Passou todo o mês de junho e não escrevi nada no blog. Da mesma forma, não pude escrever mais nada para mandar para o jornal. Desanimado, talvez. Mandei meus contos para concorrer a uma bolsa da Bibioteca Nacional e não fui contemplado e recebi muita porrada pelo texto "Como pedra que rola", mais críticas do que elogios. Porém, ah, porém, pelo menos, fui lido e é o mínimo que eu quero, ser lido. Continuem batendo, mas continuem lendo. Para aumentar a auto-estima, li este texto no blog da minha ex-colega de trabalho e grande amiga Carmen. Leiam o blog dela, ela escreve muito bem.
Vale ler também o site criado pela minha aluna Mirella, o The Graverobber. Vou escrever lá uma coluna sobre literatura. Quando sair o texto, coloco o link aqui.

Ainda sobre as pedras

Carta publicada no jornal Gazeta do Sul de ontem.

Fico pensando, muitas vezes, quando sento à frente da folha em branco para escrever, sobre quem vai ler meus textos. Quando escrevo para o jornal, sei que diferentes leituras vão ser feitas, e sei que posso ser mal interpretado. Na crônica publicada nesta seção no dia 21, procurei fazer um texto leve, mas que ao mesmo tempo servisse para cutucar as pessoas para agirem frente aos desafios da nossa vida. Só não esperava que alguns que fossem ler o texto, não soubessem ler. Se falo em ler, não me refiro a passar os olhos por cima. No entanto, foi o que fez o leitor Leandro D´Ávila, como demonstrou em sua carta publicada neste espaço.
Em primeiro lugar, o texto não fala sobre o jovem apenas (muito menos o jovem santa-cruzense), mas sobre todas as pessoas. Está certo, caro Leandro, você deve ter lido os primeiros parágrafos, não gostou e parou “no meio do caminho”. Não leu os outros quatro parágrafos?
Em segundo lugar, não usei a expressão “to…
Texto publicado hoje no jornal Gazeta do Sul, de Santa Cruz do Sul, página de Opinião.

COMO PEDRA QUE ROLA

(Observação importante: crônica repleta de lugares-comuns. Se não gosta de texto com muitos chavões e auto-ajuda, não leia. Eu não leria.)

Escrevo ainda sob o impacto da peça teatral Bailei na curva. Os que já tiveram o privilégio de assisti-la nos seus 25 anos de existência sabem do que estou falando. Riso, choro, indignação e reflexão se mesclam nessa importante obra escrita por Júlio Comte. Um trecho, no entanto, se fixou na minha memória de tal forma que não posso deixar de comentar: quando a jornalista lê um poema que escreveu sobre o personagem Pedro, morto nos porões da ditadura. Diz que Pedro foi uma pedra no sapato dos poderosos da época, pois foi um jovem que ousou pensar diferente.

Pergunto-me se existem hoje Pedros entre os nossos jovens. Creio que não. Existem apenas aqueles que atiram pedras nos outros em uma violência gratuita. Fazem badernas, arruaças, mas não têm arg…

Falou e disse...

"Os homens têm medo de pensar mais do qualquer coisa no mundo- mais do que a ruína, até mais do que a morte... Pensar é subversivo, e revolucionário, destrutível e terrível, pensar é impiedoso com o privilégio, com as instituições estabelecidas e com os hábitos confortáveis. Pensar mergulha no abismo do inferno e não o teme. Pensar é maravilhoso, é vivo, é livre, é a luz do mundo e a glória do homem." (Bertrand Russell)
O meu livro preferido do mestre Russell, Por que não sou cristão, tem uma nova edição, pela L&PM. Mais tarde pretendo escrever sobre esta obra.
Texto publicado hoje na seção de opinião do jornal Gazeta do Sul.
Uma explicação para quem não mora em Santa Cruz do Sul: os trocadilhos, que estão em itálico, se referem a políticos da cidade.

AS ELEIÇÕES ESTÃO CHEGANDO

O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato. (Barão de Itararé)

Às wenzel fico pensando sobre a situação política da nossa cidade. Nunca se sabe o que o povo santa-cruzense kelly para o seu futuro. Muitos não levam nada a sérgio, acham que a eleição é um brincadeira. Quando os políticos entram em campis para a disputa, a maior parte do eleitorado já pensa em pedir coisas para seu benefício próprio, marx se esquecem que os políticos são eleitos para promover o bem da sociedade como um todo. No moior momento da nossa democracia, o povo desperdiça o poder que tem nas mãos. Hele na verdade não pensa que suas atitudes no presente podem causar estragos no futuro. Telmos que encarar de forma diferente as eleições…

Que falta faz o síndico

Não, não. Não tiraram o síndico do meu prédio. Bem, também não moro em nenhum prédio. O síndico em questão embalou muitos corações apaixonados, fez balançar esqueletos e também arrumou confusão por onde passou. Tudo isso com sua poderosa voz e canções maravilhosas.
Hoje faz 10 anos que ele morreu. A nossa música ficou mais pobre. Mas também esse fato o fez voltar a ser lembrado como grande artista que era, e não só aquele gordão que vivia reclamando do som, da luz e que faltava aos shows. Quando ele morreu, encontrei meus amigos (o Mário, o Paulão, o Chola, o Deni) que tinham em comum a admiração pelo grande mestre da soul music brasileira. Relembramos suas canções e até eu arrisquei cantar um pouquinho tentando imitar sua voz.
Recentemente, uma biografia do síndico, escrita por Nelson Motta, vem alcançado um índice de vendagens impressionante no Brasil. Também suas músicas voltam a tocar nos auto-falantes. Os jornais falam dele. É como se tivesse ressuscitado. Aliás, quem morreu há 10 …
Crônica publicada hoje no jornal Gazeta do Sul, de Santa Cruz do Sul, página de opinião.

BURACOS

Há um ano, uma enorme cratera, provocada por uma construção de túneis para o metrô na cidade de São Paulo, engoliu caminhões, carros, casas e pessoas. Esse fato me fez lembrar das voçorocas do romance Ópera dos mortos, do escritor mineiro Autran Dourado. Voçoroca é um desmoronamento devido à erosão produzida por águas subterrâneas. Na história, uma cidadezinha chamada Duas Pontes está sendo aos poucos engolida por esse fenômeno da natureza. Mas essa destruição não é apenas física, mas também, metaforicamente, representa a degradação moral dos seus habitantes. Qualquer semelhança com a capital paulista não é mera coincidência.

Aliás, não precisamos ir muito longe. É só circularmos por Santa Cruz do Sul para vermos os buracos que enfeitam várias de nossas ruas e calçadas. Quantos automóveis já tiveram suas suspensões avariadas ou quantas pessoas, como eu, torceram o pé por causa da má conser…
Muitas vezes fiquei pensando sobre essa possibilidade que temos hoje de poder conversar com pessoas do mundo inteiro via internet. Útil? Inútil? Não poderíamos escrever uma carta, telefonar, enfim? MSN, Orkut, Blog, são meios de nos manter em contato com as pessoas, já que no mundo do corre-corre em que vivemos, sentar e conversar com um amigo está cada vez mais difícil. Participo de um grupo de leituras que se encontra semanalmente para discutir sobre determinadas obras. Estou há dias sem participar, ou porque tenho algum outro compromisso, ou porque quero descansar e ficar em casa no sábado, dia dos encontros. Em casa, acabo, via internet, conversando com outros amantes da literatura. Nunca ia imaginar que escritores como Daniel Galera ou Luiz Paulo Faccioli se comunicariam comigo, o que aconteceu através do meu blog. Para o qual, aliás, estou escrevendo muito pouco.