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Mensagens

A mostrar mensagens de 2005

Seminário de literatura

Amanhã e sexta-feira acontece o XIII Seminário Estadual de Língua Portuguesa e Literatura Rio-grandense e IX Fórum de Educação em Rio Pardo-RS. O evento é coordenado pelo incansável Prof. Ms. Elenor Schneider e traz nomes importantes como o professor Flávio Loureiro Chaves, falando sobre Érico Veríssimo; a professora e escritora Jane Tutkian, sobre literatura infanto juvenil; e o poeta Luiz de Miranda, sobre poesia, claro. Mas a palestra que eu considero imperdível é a do escritor e jornalista Walter Galvani. Ele está lançando um livro chamado O vôo da gaivota, que reúne as apostilas das sua oficina de crônica e falará sobre o tema. Além dessas atrações, vale a visita à cidade histórica de Rio Pardo, que já foi capital gaúcha.

Curtas

O problema para eu conseguir atualizar o blog é que não tenho internet em casa. Fico dependendo de lan house ou o computador da escola, que é disputado. Mas aos poucos vai indo.
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A polêmica da semana é o artigo do Jerônimo Teixeira na Veja sobre o movimento Literatura Urgente. O Marcelino Freire deu a resposta no seu blog Eraodito, e os comentários fervilham. Também pus meu comentário lá, lembrando que a Veja censurou, na resenha do Scliar sobre o novo romance do García Marquez, a palavra putas do título, colocando pontinhos. A Cíntia Moscovich me respondeu que são normas de algumas redações e tal. Mas o fato é que não se pode admitir que nas páginas sobre livros ocorra isso.
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Ontem, na Band, a segunda parte do especial sobre Chico Buarque, tratando sobre a temática feminina nas suas músicas. Nas minhas aulas de Literatura trabalho com a…
Eta vista besta
Gostaria de estar naquela tarde no banco, quando tudo aconteceu. Como sempre, porém, não participo de coisas espetaculares. Minha vida é sempre o mesmo marasmo. Mas ela participou e me contou tudo. A maneira como foi abordada pelos assaltantes, o dinheiro roubado e a mão de um deles que roçou nos seus seios. Enfim, ela terá assunto para uma vida inteira, seus filhos vão saber, seus netos e sucessivas gerações saberão que tiveram um parente distante que foi assaltado num banco. E para os meus netos, que histórias vou contar?


O primeiro miniconto que publico no blog. Relutei um pouco em postar algum trabalho meu, mas estou mudando de idéia.

Chico Buarque na Band

Ontem, na Band, foi exibido um especial de Chico Buarque. O programa foi um oásis (me desculpem pelo lugar-comum) na TV aberta, mostrando o arquivo que a Band tem. Parece que foi uma parceria, que espero se repita em outros especiais. Destaco a apresentação da música Meu caro amigo, quando o Chico ainda estava terminado a letra e tinha que lê-la no papel, que depois foi cuidadosamente dobrado e guardado no bolso da camisa.

Feira do livro

Aqui em Santa Cruz do Sul acontece mais uma Feira do Livro, finalmente uma de bom tamanho para a cidade. O que continua faltando são os balaios, com os quais, na de Porto Alegre, por exemplo, consigo aumentar minha biblioteca. Ponto forte este ano são os convidados: Scliar, Juremir Machado da Silva e o Carpinejar. Estes dois últimos não pretendo perder de maneira alguma. O Juremir é um cara que deixa polêmicas por onde passa e atualmente tem uma coluna imperdível no Correio do Povo. O curioso é que ele está participando da feira que tem como patrono o Luís Fernando Veríssimo, que não gostou certa vez de algumas coisas que o Juremir andou escrevendo, o que culminou com a saída deste do jornal Zero Hora. O Carpinejar, por sua vez, além de ser um grande poeta, é um showman. Vai realizar um sarau poético que fará tremer a cidade.

Contos de bolso

A editora Casa Verde de Porto Alegre está publicando a coletânea Contos de bolso. Li alguns no caderno Cultura de Zero Hora e no site da editora e dá pra dizer que os textos são pequenos no tamanho, mas grandes em qualidade. Também, com o time selecionado, só poderíamos ter "alta" literatura.
A capa do livro me fez pensar na noção que temos hoje do que seria um livro de bolso: deve caber no bolso de trás de uma calça jeans. Se lembrarmos das antigas coleções da Ediouro, como a Prestígio, veremos que o livro deveria caber no bolso de um paletó ou casaco ou então na bolsa da mulher. Não sei se o livro da Casa Verde vai ter esse formato, o que interessa é que teremos mais um livro de minicontos no mercado.

A filosofia no Planeta dos macacos

Estive agora há pouco conversando com meus alunos na aula de Filosofia sobre o filme O planeta dos macacos, o de 1968. Deu para explicar o pensamento mítico-religioso que imperava no planeta. Quando algum cientista começa a descobrir que o que está nos rolos sagrados não é totalmente verdadeiro, sofre punições. O capitão Taylor, que cai no planeta, representa justamente o filósofo, mais precisamente o homem que se desprende das correntes na caverna de Platão, pois busca a verdade, sendo impedido a todo momento pelo guardião da fé. Quando consegue encontrá-la...

Porém, ah, porém

Inicio este blog explicando o nome dele. Nos meus momentos filosóficos percebo que em tudo que pensamos há um porém: gosto daquele escritor, porém..., estive pensando naquele filme, muito comentado, porém... Por isso, se vou dar uma opinião ou comentar a opinião de outros, o porém vai sempre aparecer. E o "ah, porém"? Bom, diz a lenda que o grande Paulinho da Viola estava cantando numa roda de samba o ainda inédito "Foi um rio que passou em minha vida". Em determinado verso aparece o porém: "Porém, há um caso diferente..." No meio do porém, um tal de Jorge tascou, de fundo, um ah, porém. O Paulinho gostou e resolveu convidar o Jorge para gravar o famoso verso. O homem ficou conhecido como Jorge Porém, e o verso acabou aparecendo depois em outras músicas. Essa é história que eu conheço, PORÉM, se o leitor conhecer outra, é só avisar.Em tempo: já vi que a letra da música é assim: "porém, ai porém", prefiro, porém, o "ah".
Para fechar, dig…