Biblioteca à noite
A imagem da biblioteca à noite me remete à infância, quando me imaginava dono de dezenas de estantes contendo milhares de livros, onde me sentaria durante o silêncio da madrugada para ler. Hoje tenho esse lugar, porém não chega nem perto do que sonhava. Também não fico altas horas no meio dos livros, visto que o horário de trabalho me obriga a acordar cedo. Escrever na madrugada, então, nem pensar, muito menos com o barulho de uma máquina de escrever! Andei lendo dia desses o livro A biblioteca à noite , de Alberto Manguel. Li depois de uma imersão em Auto de fé , de Elias Canetti, uma das inspirações para o título do meu último livro, Uma biblioteca na cabeça. Leituras instigam novas leituras, um livro nos leva a outro livro. Depois de A biblioteca à noite, poderia partir para outro, quem sabe Noite, de A. Alvarez, pensando na continuidade do título e por vê-lo quase ao lado do outro aqui na estante sobre a escrivaninha. Livros como o do Manguel mostram que a biblioteca dos outro...








