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Mensagens

Resenha sobre "O céu de Lima", de Juan Gómez Bárcena

Na minha segunda colaboração com o blog do Gustavo Nogy no site do jornal Gazeta do Povo, escrevi sobre o romance "O céu de Lima", de Juan Gómez Bárcena (Editora Alfaguara/ Companhia das Letras). http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/gustavo-nogy/2018/02/21/entre-realidade-e-ficcao/?doing_wp_cron=1519217008.9998469352722167968750
Mensagens recentes

Sobre “La vaga ambición”, de Antonio Ortuño

Diz-se que não se deve avaliar o livro pela capa. Já iniciei, entretanto, muitas leituras devido à arte que apresenta a obra aos leitores nas vitrines das livrarias reais ou virtuais. Se há uma foto de uma máquina de escrever, meus sentidos se aguçam. Não por acaso escolhi esse objeto para ser a capa de meu romance, Os óculos de Paula. Pois ao ver o e-book de La vaga ambición (Páginas de espuma), de Antonio Ortuño, na internet, não tive dúvidas em adquiri-lo. A sinopse apenas confirmou que a obra seria do meu total interesse.
É um livro de contos que trata do tema do escritor (ao contrário de muitos leitores, não me canso desse tipo de narrativa) em tudo que envolve a busca por inspiração, bloqueios, críticas, vida literária, etc. Boa parte dos enredos trazem rasgos da vida pessoal do autor, um mexicano de 40 anos, assim como o personagem, Arturo Murray, que aparece em todos os relatos como protagonista ou narrando uma história.
O primeiro conto, “Un trago de aceite”, é o mais dolorido,…

"Professor, assassino de leitores", minha crônica no jornal Gazeta do Sul de hoje

Professor, assassino de leitores!
Volta e meia me deparo com algum texto, principalmente no cipoal imenso que é a internet, atribuindo à escola a responsabilidade pelo jovem gostar ou não de literatura. Geralmente cai na conta do professor essa culpa. Por quê?
Ora, ele obriga a leitura de livros (oh, seu criminoso!), mostra autores clássicos cuja linguagem está distante do aluno (oh, onde já se viu ler coisas com palavras desconhecidas?), tem a audácia de ensinar escolas literárias de épocas distantes (oh, dinossauro!), diz que um escritor do século XIX é melhor escritor do que John Green (que pedantismo!), pede avaliação do conteúdo proposto (mas a literatura não é liberdade?), faz o aluno analisar textos literários em vez de apenas os ler sem compromisso e adquirir, assim, o gosto pela leitura (mas que professor chato!).
Já chamei a mim mesmo de assassino de leitores várias vezes, mas com justificativas para sê-lo. A questão básica para mim é que um leitor será leitor independentemen…

Meu texto na Gazeta do Povo, blog do Gustavo Nogy

"O senso comum diz que “quem critica é quem não sabe fazer”. A velha analogia com o eunuco no harém também é repetida. Para mim, no entanto, a crítica literária, assim como qualquer tipo de crítica, é sempre válida. O crítico pode não escrever uma obra literária de qualidade. Como leitor, porém, e leitor que deve ler muito, ele sabe quando a obra é boa ou não. Conhece os mecanismos, sabe comparar os novos com os velhos livros. Quem desqualifica seu trabalho, só o faz quando o crítico escreve verdades que incomodam." Início do texto da minha primeira colaboração com o blog do Gustavo Nogy no portal do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba. Para ler, faça a assinatura (R$0,99 no primeiro mês e depois R$14,90) e tenha acesso ilimitado a textos de um time de peso. Pode também apenas se cadastrar gratuitamente, com direito a 5 acessos por mês. http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/gustavo-nogy/2018/02/14/criticar-tambem-e-fazer-literatura/

No palco da vida, o feitiço do escritor

O anfiteatro (1946) e O enfeitiçado (1954) são as duas novelas de Lúcio Cardoso que antecedem o monumental Crônica da casa assassinada (1959) e completam o volume As três histórias da cidade, junto com Inácio (1944), já comentada por aqui.
Na primeira, o narrador é Cláudio, mais um dos tantos personagens atormentados de Cardoso. Vivendo com seus pais e uma tia, o jovem de 19 anos começa a ter pressentimentos: “(...) a morte estava dentro daquela sala. E só eu a tinha visto. Só eu”. Logo seu pai morre e, a partir daí, se acentuam as brigas entre Margarida, sua mãe, e Laura, sua tia. A presença de um desconhecido no leito de morte do pai (“aqueles olhos fixos sobre mim causavam-me mal-estar”), que depois se tornará seu professor no curso de Medicina, será o motor que vai girar novos conflitos familiares. Aliás, está nesta novela um trecho que, de certa forma, resume os enredos do autor. É uma advertência da tia ao sobrinho: “(...) Ah, meu caro, você ignora o que são os segredos de famíli…

"As bacantes e o Carnaval", minha crônica na Gazeta do Sul de hoje

Minha resenha sobre Karl Ove na Amálgama