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QUANDO BOLAÑO APARECEU NO MEU QUARTO...

...eu ainda não o conhecia. Era um adolescente, só pen­sava em ouvir música (minto, gostava de ler e escrever tam­bém, mas não pegava bem dizer isso). No meu “micro system” rodava um rap dos Racionais nos momentos de fúria. – “Mis poemas casi no lo conoce nadie, lo que probablemente esté bien” – disse Bolaño, e quase não o entendi. Apenas lia em espanhol. Desliguei o rádio e perguntei: – O senhor é escritor? – “Soy mucho más feliz leyendo que escribiendo”. Com vergonha, mostrei a pequena biblioteca dentro do guarda-roupas, em cujas portas havia colado pôsteres de mulheres nuas. Tinha mais fitas K7 do que livros. E mais revistas pornográficas. – É só o que tenho. Fez uma careta e puxou um maço de cigarros que pegou provavelmente de sobre a mesa da cozinha. Fez outra careta na primeira tragada e olhou a marca. – “Mucho más importante que la cocina literaria es la biblioteca literaria”. E saiu. Hesitei em segui-lo. Quando resolvi ir atrás dele, já estava um pouco distante. Como um detetive selva…

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