Aos professores que fazem a diferença
O prédio de alvenaria da sala onde estudei na 1ª série ainda é o mesmo. Hoje, quando caminho pelos corredores do Colégio Luiz Dourado, agora como professor e vice-diretor, as lembranças de uma época mágica da minha vida vêm à tona. Eu tinha de seis para sete anos e me sentava numa classe bem em frente ao quadro-negro. A professora se chamava Maria Geci. Naquele tempo, o mundo cabia inteiro nos traços que fazia nas linhas do caderno antes de se tornarem letras. O problema era que eu terminava as tarefas antes dos meus colegas e ficava importunando-os. E eu queria saber escrever! Eu tinha aprendido a ler sozinho, decodificando os sons das letras dos gibis dos meus tios, nas embalagens de balas que adoçavam o chimarrão dos meus avós e até nas legendas com os nomes dos candidatos na propaganda eleitoral. Faltava o outro passo. A professora percebeu minha precocidade logo nos primeiros dias. Lembro bem do olhar dela, por cima dos óculos de grau, quando nos perguntou o que víamos numa ilustr...








