segunda-feira, julho 18, 2005

Curtas

O problema para eu conseguir atualizar o blog é que não tenho internet em casa. Fico dependendo de lan house ou o computador da escola, que é disputado. Mas aos poucos vai indo.
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A polêmica da semana é o artigo do Jerônimo Teixeira na Veja sobre o movimento Literatura Urgente. O Marcelino Freire deu a resposta no seu blog Eraodito, e os comentários fervilham. Também pus meu comentário lá, lembrando que a Veja censurou, na resenha do Scliar sobre o novo romance do García Marquez, a palavra putas do título, colocando pontinhos. A Cíntia Moscovich me respondeu que são normas de algumas redações e tal. Mas o fato é que não se pode admitir que nas páginas sobre livros ocorra isso.
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Ontem, na Band, a segunda parte do especial sobre Chico Buarque, tratando sobre a temática feminina nas suas músicas. Nas minhas aulas de Literatura trabalho com as letras do Chico, seja para estudar as rimas e as aliterações que ele utiliza, seja para falar da questão do eu-lírico, no caso o eu feminino. Trabalho também com as letras de temática social, observando as metáforas e outras figuras de linguagem que ele utilizava para driblar a censura dos militares. É sobre essa fase que vai ser o programa do próximo domingo.

quinta-feira, julho 14, 2005

Eta vista besta
Gostaria de estar naquela tarde no banco, quando tudo aconteceu. Como sempre, porém, não participo de coisas espetaculares. Minha vida é sempre o mesmo marasmo. Mas ela participou e me contou tudo. A maneira como foi abordada pelos assaltantes, o dinheiro roubado e a mão de um deles que roçou nos seus seios. Enfim, ela terá assunto para uma vida inteira, seus filhos vão saber, seus netos e sucessivas gerações saberão que tiveram um parente distante que foi assaltado num banco. E para os meus netos, que histórias vou contar?


O primeiro miniconto que publico no blog. Relutei um pouco em postar algum trabalho meu, mas estou mudando de idéia.

segunda-feira, julho 11, 2005

Chico Buarque na Band

Ontem, na Band, foi exibido um especial de Chico Buarque. O programa foi um oásis (me desculpem pelo lugar-comum) na TV aberta, mostrando o arquivo que a Band tem. Parece que foi uma parceria, que espero se repita em outros especiais. Destaco a apresentação da música Meu caro amigo, quando o Chico ainda estava terminado a letra e tinha que lê-la no papel, que depois foi cuidadosamente dobrado e guardado no bolso da camisa.

segunda-feira, julho 04, 2005

Feira do livro

Aqui em Santa Cruz do Sul acontece mais uma Feira do Livro, finalmente uma de bom tamanho para a cidade. O que continua faltando são os balaios, com os quais, na de Porto Alegre, por exemplo, consigo aumentar minha biblioteca. Ponto forte este ano são os convidados: Scliar, Juremir Machado da Silva e o Carpinejar. Estes dois últimos não pretendo perder de maneira alguma. O Juremir é um cara que deixa polêmicas por onde passa e atualmente tem uma coluna imperdível no Correio do Povo. O curioso é que ele está participando da feira que tem como patrono o Luís Fernando Veríssimo, que não gostou certa vez de algumas coisas que o Juremir andou escrevendo, o que culminou com a saída deste do jornal Zero Hora. O Carpinejar, por sua vez, além de ser um grande poeta, é um showman. Vai realizar um sarau poético que fará tremer a cidade.