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Curtas

O problema para eu conseguir atualizar o blog é que não tenho internet em casa. Fico dependendo de lan house ou o computador da escola, que é disputado. Mas aos poucos vai indo.
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A polêmica da semana é o artigo do Jerônimo Teixeira na Veja sobre o movimento Literatura Urgente. O Marcelino Freire deu a resposta no seu blog Eraodito, e os comentários fervilham. Também pus meu comentário lá, lembrando que a Veja censurou, na resenha do Scliar sobre o novo romance do García Marquez, a palavra putas do título, colocando pontinhos. A Cíntia Moscovich me respondeu que são normas de algumas redações e tal. Mas o fato é que não se pode admitir que nas páginas sobre livros ocorra isso.
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Ontem, na Band, a segunda parte do especial sobre Chico Buarque, tratando sobre a temática feminina nas suas músicas. Nas minhas aulas de Literatura trabalho com as letras do Chico, seja para estudar as rimas e as aliterações que ele utiliza, seja para falar da questão do eu-lírico, no caso o eu feminino. Trabalho também com as letras de temática social, observando as metáforas e outras figuras de linguagem que ele utilizava para driblar a censura dos militares. É sobre essa fase que vai ser o programa do próximo domingo.

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No Traçando Livros de hoje, Milan Kundera e A arte do romance

Notas sobre os ensaios de Milan Kundera
1 Se alguns veem o romance como mero entretenimento, apenas mais uma forma de contar uma história, quando penso em literatura, penso no romance como forma de arte em primeiro lugar. O escritor, nesse caso, elabora as palavras em busca do efeito estético. Além disso, o autor também pode refletir sobre sua criação e a dos outros, formando assim, sua poética. É o que faz Milan Kundera em seu A arte do romance, de 1986, livro de ensaios relançado este ano pela Companhia das Letras numa bela edição de capa dura, seguindo a linha de outros relançamentos do autor de A insustentável leveza do ser. 2 Como a maioria das outras obras do escritor checo, esta também é dividida em sete partes, contendo um ensaio cada. Kundera fala sobre este número em entrevista para a Paris Review, dividida no livro em dois ensaios: “não é de minha parte nem coquetismo supersticioso com um número mágico, nem cálculo racional, mas imperativo profundo, inconsciente, incompreensíve…

Uma resenha que não aconteceu

Terminei a leitura de Os invernos da ilha, de Rodrigo Duarte Garcia (Record, 462 páginas), já pensando em escrever uma resenha crítica, apontando alguns pontos positivos e outros negativos do romance. Antes de pôr a mão na massa, porém, entrei nas redes sociais e fiquei sabendo que a coluna do Raphael Montes, em O Globo, apontava a obra do Rodrigo como popular, para se divertir, e então desanimei.
Acontece que há um equívoco tremendo por parte de alguns autores e leitores de literatura de entretenimento quando afirmam que literatura policial, de mistério ou de aventura (em que se encaixaria Os invernos da ilha) são desprezados pela crítica. Este é o tom do texto de Raphael Montes. Ele e tantos outros se equivocam ao dizer que Rubem Fonseca, escritor já canonizado e que é objeto de estudos até em livros didáticos, não tem o reconhecimento que merece porque é taxado por fazer literatura menor. Ledo engano ou uma tentativa forçada de se colocar como vítima.
Ora, a “crítica” (coloco entre …