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Texto publicado hoje na seção de opinião do jornal Gazeta do Sul.
Uma explicação para quem não mora em Santa Cruz do Sul: os trocadilhos, que estão em itálico, se referem a políticos da cidade.

AS ELEIÇÕES ESTÃO CHEGANDO

O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato. (Barão de Itararé)

Às wenzel fico pensando sobre a situação política da nossa cidade. Nunca se sabe o que o povo santa-cruzense kelly para o seu futuro. Muitos não levam nada a sérgio, acham que a eleição é um brincadeira. Quando os políticos entram em campis para a disputa, a maior parte do eleitorado já pensa em pedir coisas para seu benefício próprio, marx se esquecem que os políticos são eleitos para promover o bem da sociedade como um todo. No moior momento da nossa democracia, o povo desperdiça o poder que tem nas mãos. Hele na verdade não pensa que suas atitudes no presente podem causar estragos no futuro. Telmos que encarar de forma diferente as eleições, pois ela não tem nada de hilário.

Muitos eleitores, infelizmente, gostariam de ficar lãonge do pleito eleitoral. Mas esse momento é o elo que liga nossos anseios com as soluções possíveis, pois o vereador, o qual deve ver a dor do povo, é o nosso representante, propondo leis para resolver nossos problemas. Já o prefeito, que não precisa ser perfeito, executa essas leis.

Trocadilhos à parte, vejo na eleição municipal um momento em que sentimos, de forma mais próxima, o que é a política na prática. Em outros pleitos, assistimos pela TV à propaganda eleitoral como se fosse mais um programa na grade televisiva (aliás, poderíamos classificá-la como comédia). Neste ano, os candidatos vão estar mais perto, vão conversar, vão nos abraçar, nos beijar, pagar uma cerveja (ou uns dois engradados em uma festa), um ranchinho, material de construção, uns remédios, prometer um cargo de CC para um parente nosso. E, claro, como a maioria dos eleitores não conhece direito seu candidato, suas idéias, o que seu partido defende, acabam se contentando com ajudas pessoais, o que, diga-se de passagem, não é de se estranhar em um país que reelegeu seu presidente devido a um programa assistencialista.

Serviu o chapéu?

O prezado leitor deve estar se perguntando, “mas será que não há nenhum político bom nessa cidade?”. Sim, também temos em nosso município políticos preocupados com os problemas de cada bairro. Alguns são eleitos, outros ficam de fora e perdemos a chance de termos pessoas que pensam no interessa da população como um todo. Isso, claro, quando não acabam sendo mal-influenciados quando chegam ao poder. Aí, esse tipo de parlamentar é para lamentar.

Cassionei Niches Petry - professor de Língua Portuguesa e Literatura
e-mail: cassionei.petry@bol.com.br

Comentários

InarA disse…
Olá amigo.

Gostei muito do seu texto,digamos, descontraído...
abraço

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