Avançar para o conteúdo principal
Depois de terminar correção de provas, fechar diários de classe e dois cansativos conselhos de classe, volto a escrever alguma coisa por aqui. Quem não visita meu blog há algum tempo e resolveu entrar nos últimos dias deve ter pensado que entrou no blog errado, pois os últimos posts são dedicados ao Rap e ao Michael Jackson. Parei um pouco de escrever, é verdade, salvo os pequenos textos (textículos) sobre os CDs postados, mas fiquei decepcionado porque minha última crônica não foi publicada na Gazeta. E é aquela coisa, quem escreve começa a ler outros textos lá na seção de opinião e pensa, bah, mas o meu é melhor. Claro que não é lá estas coisas, mas enfim, me desanimou um pouco. Não sei se não gostaram da polêmica causada pelo texto “Como pedra que rola”. Pode ser isso. Minha última crônica acabou saindo aqui mesmo, porém, ah, porém, acho que ninguém leu...
Sim, estou com aquela sensação de que ninguém mais está me lendo. Acabaram os comentários, enfim. Mas tudo bem, não vejo problema nenhum de ficar escrevendo só pra mim, de postar links para CDs que gosto de ouvir, links para baixar livros que gosto de ler (vou começar a fazer isso nos próximos dias), escrever sobre literatura, sobre Hip Hop... Mas quem quiser entrar neste meu mundinho particular, seja bem-vindo.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

No Traçando Livros de hoje, Milan Kundera e A arte do romance

Notas sobre os ensaios de Milan Kundera
1 Se alguns veem o romance como mero entretenimento, apenas mais uma forma de contar uma história, quando penso em literatura, penso no romance como forma de arte em primeiro lugar. O escritor, nesse caso, elabora as palavras em busca do efeito estético. Além disso, o autor também pode refletir sobre sua criação e a dos outros, formando assim, sua poética. É o que faz Milan Kundera em seu A arte do romance, de 1986, livro de ensaios relançado este ano pela Companhia das Letras numa bela edição de capa dura, seguindo a linha de outros relançamentos do autor de A insustentável leveza do ser. 2 Como a maioria das outras obras do escritor checo, esta também é dividida em sete partes, contendo um ensaio cada. Kundera fala sobre este número em entrevista para a Paris Review, dividida no livro em dois ensaios: “não é de minha parte nem coquetismo supersticioso com um número mágico, nem cálculo racional, mas imperativo profundo, inconsciente, incompreensíve…

Uma resenha que não aconteceu

Terminei a leitura de Os invernos da ilha, de Rodrigo Duarte Garcia (Record, 462 páginas), já pensando em escrever uma resenha crítica, apontando alguns pontos positivos e outros negativos do romance. Antes de pôr a mão na massa, porém, entrei nas redes sociais e fiquei sabendo que a coluna do Raphael Montes, em O Globo, apontava a obra do Rodrigo como popular, para se divertir, e então desanimei.
Acontece que há um equívoco tremendo por parte de alguns autores e leitores de literatura de entretenimento quando afirmam que literatura policial, de mistério ou de aventura (em que se encaixaria Os invernos da ilha) são desprezados pela crítica. Este é o tom do texto de Raphael Montes. Ele e tantos outros se equivocam ao dizer que Rubem Fonseca, escritor já canonizado e que é objeto de estudos até em livros didáticos, não tem o reconhecimento que merece porque é taxado por fazer literatura menor. Ledo engano ou uma tentativa forçada de se colocar como vítima.
Ora, a “crítica” (coloco entre …