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Mensagens

A mostrar mensagens de Fevereiro, 2016

Mais uma opinião sobre "Os óculos de Paula"

A escritora Aden Leonardo me enviou, através do Facebook, sua opinião sobre meu romance "Os óculos de Paula":

"Olá Cassionei!Esse fim de semana li Os óculos... (Até que enfim, pode dizer, rs)Não quero aqui, deixar a impressão piegas de fã ou alguma soberba... Quero só dizer um pouco minha opinião de leitora que adorou seu livro.Genial! Há aulas lá dentro... questionamentos filosóficos, uma vontade de que todos pensem por si só ou pensem melhor do que já pensavam. Eu mesma anotei algumas referências que gostaria de ler (que o Fred leu, o "primeiro" Fred... e... que talvez seja o mesmo!)Sua escrita é uma delícia. Inteligente e instigante; o final, repito: genial.E agora não sei finalizar este recado. Demonstro assim minha incapacidade contínua com as palavras.Um abraço! Com carinho,Aden"

O veneno da religião segundo Hitchens

Escritor e jornalista, Christopher Hitchens – que morreu em 2011, aos 62 anos, devido a um câncer no esôfago – era um dos “Quatro Cavaleiros do Ateísmo”, juntamente com Richard Dawkins, Daniel Dennett e Sam Harris. A denominação é uma brincadeira com a profecia bíblica do Apocalipse, já que esses pensadores lideram um movimento – chamado neo-ateísmo – de combate à religião e a tudo de nefasto que ela traz. Hitchens expôs essa ideia emDeus não é grande – como a religião envenena tudo lançado em nova tradução pela Globo Livros.
O autor inicia o livro falando sobre sua professora na escola primária, a Sra. Watts, que ensinava sobre a natureza e as Escrituras. Em uma das aulas, ela afirmou que Deus, poderoso e generoso, teria criado as árvores e a grama verdes, por ser a cor mais repousante para os olhos. O pequeno Hitchens, de apenas 9 anos, percebeu o falso conceito da professora, pois, pela lógica, os olhos estão ajustados à natureza, não o contrário. O episódio destruiu não só a admira…

Meu texto "As máscaras um dia vão cair?" na Gazeta do Sul de hoje

Meu texto no jornal Gazeta do Sul de hoje

Ocupação ou falta de ocupação?

Uma das críticas feitas à educação é que ela não educa para a vida. Pois bem. Vejo na "timeline" de uma rede social uma postagem da página de um grupo de ocupação das escolas de São Paulo, com fotos mostrando alunos e professores propondo novas formas de disposição das classes na sala de aula. Na legenda, leio: "Chega de modo Patrão! Vamos construir a nossa sala de aula, vamos fazer um ambiente diferente, e agradável. Um lugar aonde possamos ter mais liberdade!".
Antes, preciso fazer algumas correções. Como a página é composta por pessoas ávidas por decidir o que é bom ou não na escola, elas deveriam ter o cuidado de não cometer erros gramaticais, salvo se a proposta é modificar também a maneira de escrever. É desnecessária a letra maiúscula que inicia a palavra “patrão”, por exemplo, pois não é um substantivo próprio. Também não deve haver vírgula depois de “diferente”, uma vez que a conjunção “e” já faz a função de separar os dois adjetivos. E o certo é “onde”, no…

As máscaras um dia vão cair?

Termina o Carnaval e as máscaras são guardadas na gaveta para o próximo ano. Elas servem, na festa momesca, para quem quer extravasar sem se sentir ridículo ou então se divertir assumindo papéis inversos do seu cotidiano. Muitas máscaras, entretanto, ainda continuam escondendo o rosto de muita gente por aí.
A máscara social não é necessariamente ruim. No sentido positivo, usamos máscaras no cotidiano para melhor convivermos. Quando uso a máscara de professor, por exemplo, meço minhas palavras, meu lado mais racional ganha espaço, tento não rir de alguma bobagem dita pelo aluno para não constrangê-lo e agir de acordo para que aprenda, e tento sorrir mesmo quando estou triste, pois meus problemas pessoais e financeiros não podem interferir no andamento das aulas. Assumo a máscara no sentido grego de personagem. Isso serve para qualquer ramo profissional. Desde que não seja para prejudicar os demais, a máscara é um recurso essencial.
O problema, obviamente, é a máscara da falsidade. É a má…

Prefácio que escrevi para um livro de contos

Depois de escrever uma orelha de livro de poemas, fui convidado também para escrever um prefácio de outro livro, desta de vez de contos, do colega Jeferson Luis de Carvallho. A editora é a Catarse:http://editoracatarse.com.br/site/2015/12/18/o-homem-que-esqueceu-a-formula-de-bhaskara/

De mentiras e não mentiras faz-se o conto
Já vou avisando que Jeferson Luis de Carvalho é professor e, portanto, meu colega de profissão. Trabalhamos no mesmo colégio, inclusive. Esta apresentação poderia, portanto, ser contaminada pela nossa proximidade, me impedindo de fazer duras e sinceras críticas. O conjunto dos contos de O homem que esqueceu a Fórmula de Bhaskara, porém, me dá uma sensação de alívio, pois não vou precisar fingir. Deixo a dissimulação para o autor. Tudo que escrevo aqui são palavras verdadeiras, apesar de eu também ser escritor. E todo escritor é um mentiroso. Menos eu, claro.
O Jeferson sim é mentiroso. Seu livro, aliás, poderia se chamar “Mentiras”, título de um dos contos. “Mentir…

Quero ser escritor

Quero ser escritor. Isso todos sabem. Sou escritor, de certa forma, pois já tenho dois livros publicados, por editoras pequenas e sem interesse na divulgação do autor, é verdade, mas já os tenho. Escrevo para este blog, para um site de cultura, tenho coluna de literatura no jornal Gazeta do Sul, já estampei meu nome algumas vezes até na Zero Hora, um texto meu foi parar num livro didático, o que me rendeu meus primeiros direitos autorais. Sou escritor, mas não sou escritor, porque sou pouco lido, sou desconhecido, ninguém lembra meu nome nem como uma promessa literária. E estão todos os certos, apesar de eu achar que, se algumas pessoas lessem até o fim o meu romance, as coisas mudariam para o meu lado. Talvez por tudo isso eu me sinta atraído por histórias que tenham escritores como personagens, enredos que tratam de suas angústias, de seus desejos, de seus amores, de seus projetos frustrados. Se a capa estampar uma máquina de escrever, meus olhos se arregalam.
    As mais de 500 pág…

“Nosso suor sagrado é bem mais belo que esse sangue amargo”

O título do primeiro romance de Henrique Rodrigues incita a fazer alguns trocadilhos infames. Por exemplo, antes de assistir à palestra do autor na Feira do Livro de Balneário Camboriú, eu havia dito a ele, pelo Facebook, que queria ser o primeiro da fila de autógrafos (como não sou muito esperto, acabei sendo o último da fila, que acabou sendo pequena). Também disse que o livro ia furar a fila de leitura, mas minha filha, mais ágil do que esse crítico lento, pegou o livro primeiro, atraída pela capa com as apetitosas batatas fritas. Como a fila anda, a vez de O próximo da fila (Record, 191 páginas) ainda demorou alguns meses para chegar, típico das filas deste país, que costumam ser enormes, dobrar esquinas, às vezes são infinitas (o conto “A fila”, de Murilo Rubião retrata de forma cômica e kafkiana essa instituição brasileira). Alguém já disse que o brasileiro adora uma fila, pelo menos para assistir a um show de um cantor famoso, mas não para pegar autógrafos de escritores, é óbvi…

Coisas que chegam

E fevereiro começa. Escobar Nogueira me envia seu livro de poemas Borges vai ao cinema com Maria Kodama, com orelha de Sergius Gonzaga e prefácio de Luís Augusto Fischer. Chegou também o Jornal Rascunho deste mês.