Avançar para o conteúdo principal

Morre Michael Jackson

Eu tinha meus 3, 4 anos quando MJ estorou com o álbum Thriller. Como toda criança que cresceu assistindo à televisão, eu tentava imitar seu famoso "moonwalker" e cantava no "embromation" suas músicas. Cresci acompanhando sua carreira, seus altos e baixos na vida pessoal, enfim. Não posso dizer que sou um fã dele. Não sou de colecionar coisas como reportagens de jornal, etc. Mas tenhos todos os seus discos, inclusive com os Jackson 5. Comecei a gostar da música negra a partir dele. Senti hoje que perdi uma pessoa próxima de mim. Não imaginava que teria uma reação como essa.
Infelizmente as novas gerações só o conhecem pelos escândalos envolvendo seu nome. Poucos sabem que ele sofreu um bocado nas mãos do seu pai. Todos os seus irmãos apanhavam muito. Lembro com comoção o seriado que passou na Globo sobre os Jackson. Me fica na lembrança aquele menino, com aquele sorriso, que fez da música sua companheira, que influenciou os jovens no modo de dançar, que realizou clips que eram obras de cinema. RIP, MJ.

Comentários

Eduardo disse…
Ele marcou época. É imortal!
InarA disse…
mesmo sendo da geração que só (quase) viu escândalos com o astro pop, também fiquei triste.
Lá onde morei até meus 10 anos, dançar na frente da frente da TV (manchete) era recorrente, tentando imitá-lo, passava minhas tardes de menina da roça, que não foi tão roça assim.

Mensagens populares deste blogue

No Traçando Livros de hoje, Milan Kundera e A arte do romance

Notas sobre os ensaios de Milan Kundera
1 Se alguns veem o romance como mero entretenimento, apenas mais uma forma de contar uma história, quando penso em literatura, penso no romance como forma de arte em primeiro lugar. O escritor, nesse caso, elabora as palavras em busca do efeito estético. Além disso, o autor também pode refletir sobre sua criação e a dos outros, formando assim, sua poética. É o que faz Milan Kundera em seu A arte do romance, de 1986, livro de ensaios relançado este ano pela Companhia das Letras numa bela edição de capa dura, seguindo a linha de outros relançamentos do autor de A insustentável leveza do ser. 2 Como a maioria das outras obras do escritor checo, esta também é dividida em sete partes, contendo um ensaio cada. Kundera fala sobre este número em entrevista para a Paris Review, dividida no livro em dois ensaios: “não é de minha parte nem coquetismo supersticioso com um número mágico, nem cálculo racional, mas imperativo profundo, inconsciente, incompreensíve…

Uma resenha que não aconteceu

Terminei a leitura de Os invernos da ilha, de Rodrigo Duarte Garcia (Record, 462 páginas), já pensando em escrever uma resenha crítica, apontando alguns pontos positivos e outros negativos do romance. Antes de pôr a mão na massa, porém, entrei nas redes sociais e fiquei sabendo que a coluna do Raphael Montes, em O Globo, apontava a obra do Rodrigo como popular, para se divertir, e então desanimei.
Acontece que há um equívoco tremendo por parte de alguns autores e leitores de literatura de entretenimento quando afirmam que literatura policial, de mistério ou de aventura (em que se encaixaria Os invernos da ilha) são desprezados pela crítica. Este é o tom do texto de Raphael Montes. Ele e tantos outros se equivocam ao dizer que Rubem Fonseca, escritor já canonizado e que é objeto de estudos até em livros didáticos, não tem o reconhecimento que merece porque é taxado por fazer literatura menor. Ledo engano ou uma tentativa forçada de se colocar como vítima.
Ora, a “crítica” (coloco entre …