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A mostrar mensagens de Julho, 2015

Minha crônica "Tempo para ler" na Gazeta do Sul de hoje

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Tempo para ler
Um episódio antigo do seriado “Além da imaginação”, do final dos anos 50, conta a história de um caixa de banco, Henry Bemis, apaixonado por leitura e que queria ter mais tempo para ler. Atrapalhava-se no trabalho, tinha conflitos com a esposa, que implicava que ele parava para ler até o rótulo do catchup. Por tudo isso, tornou-se um homem antissocial. Um dia, porém, enquanto aproveitava a hora do almoço e se refugiava no cofre do banco para ler em paz, uma bomba nuclear atingiu a cidade e ele se tornou o único sobrevivente. Procurou a biblioteca pública e mergulhou nos livros que ficaram intactos e se regozijava por agora ter todo o tempo do mundo para ler aquelas maravilhas. Por azar, no entanto, acabou deixando cair seus óculos de grossas lentes, que se quebraram. A personagem da série é um paradigma de vários ratos de biblioteca que perdem seu precioso tempo de leitura para o trabalho. Ó, maldito trabalho! Quantos livros deixei de ler por sua causa! Quantas personagen…

2 crônicas inéditas

Publiquei no blog do Digestivo Cultural duas crônicas inéditas, ontem e hoje. Por que não aqui primeiro, como fazia sempre? Porque este blog está abandonado pelos leitores. Seguem os links:

O drama do homem moderno: a gripe

Tempo para ler

Terceiro acorde

(De um crítico que critica a si mesmo.)  Minha filha criou meu perfil em uma rede social da internet. Escolheu uma imagem curiosa para ser o que ela chamou de avatar. Parece que a foto tem muito a ver comigo. Um escritor em um espaço com as paredes almofadadas, seu rosto demonstrando uma expressão de loucura enquanto escreve em uma máquina de escrever no chão. Não perguntei a ela por que escolheu tal ilustração. Acredito que é a visão que ela tem de mim. Quando criança, com a sinceridade que somente os pequenos têm, me disse que eu fazia caras engraçadas quando estava à frente da minha Olivetti Lettera. Sou louco? Pode ser. Simão Bacamarte, personagem do Machado de Assis, diria que todos o somos, inclusive quem julga os outros dessa forma. Louco é o que foge do considerado normal, num conceito bem simplório. Não pode ser normal escrever histórias, juntar palavras, trabalhá-las em busca de uma estética. O normal é escrever o simples, o essencial, num vocabulário mediano. O mais comum é …

O blog atinge 200 mil visualizações

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"A segunda pátria", de Miguel Sanches Neto, na minha coluna do Digestivo Cultural

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Segue o link para a minha coluna de ontem publicada no site Digestivo Cultural, sobre o recente romance de Miguel Sanches Neto: http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=4155&titulo=O_romance_do_e_se...

Café e literatura no "Traçando livros" de hoje

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O prazer do café e da literatura
Há escritores que necessitam de cigarros para escrever, como Alejandro Zambra e Julio Ramón Ribeyro, que apareceram na última coluna. Há os que não dispensam a bebida alcoólica, como o Bukowski. Paul Auster é adepto do chá. Henry David Thoreau acreditava que a única bebida digna para ele era a água. Eu necessito de café: não muito forte, mas jamais fraco, xícara grande, com duas ou três colheres de açúcar, podendo ser coado na hora ou requentado, sem muita frescura. E quando digo necessito, na verdade quero dizer que preciso, que é imprescindível, que não vivo sem meu café. Sou um adicto (termo técnico, mas que serve como eufemismo para viciado), sou dependente do café. Por isso, e já que escrevi sobre o cigarro no último Traçando livros, hoje o tributo é à “bebida negra do Diabo”, como a chamavam os cristãos de Roma. A lista de escritores (de ficção ou de filosofia) que preferem café é enorme. Consta que Proust tomava muitas xícaras. Julio Cortázar tamb…

Segundo acorde

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(Mais uma postagem recuperada de um ex-blogueiro, ex-professor e ex-crítico que decidiu se isolar.)

Minha filha me põe a par do que acontece de lançamentos, novos autores, tanto da boa quanto da má literatura (que ela lê, porém sabe que não é uma literatura que se deva respeitar). Compra os livros pela internet, instrumento que eu pensava, quando começou a se tornar mais popular, fosse acabar com a literatura. Não me enganei totalmente, porém dá sua parcela de contribuição para que a arte não morra. Foi ela, minha filha, quem insistiu para que eu criasse este blog como uma maneira de desengavetar, das gavetas da escrivaninha e do meu cérebro, tudo o que escrevi ou apenas esbocei durante anos e anos. Minha admiradora (única, por sinal), me diz que eu não posso ser egoísta e ficar com todo o conhecimento que adquiri só para mim. Como professor, não consegui compartilhar com os alunos nem 5% do que poderia, não por culpa minha, claro. Se fosse por mim, formaria excelentes leitores de liter…

"Os óculos de Paula", meu romance, para ler de graça

Primeiro acorde

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(Textos recuperados do blog de um escritor que desistiu sem nem mesmo começar)


Finalmente aposentado. E finalmente livre de jovens e adolescentes que não querem nada com nada. Um clichê necessário e verdadeiro. Não vou, porém, largar o que estava preso dentro de mim durante todos esses anos de silêncio forçado porque já o fiz no vaso sanitário. Vamos ao que interessa. Somente a literatura interessa. Ou somente a literatura ME interessa. A família também, assim como a música e o cinema. Aqui, no entanto, é a literatura que manda. Ao contrário de Kafka, conversar sobre literatura não me aborrece. Começo um projeto pessoal arquitetado há anos. Aos poucos, os poucos leitores que talvez eu tenha neste espaço que eu ainda pouco domino saberão um pouco do projeto. Num primeiro momento, vou escrever ensaios, críticas, resenhas e crônicas, atuais ou que andei escrevendo durante todos esses anos de leituras e mais leituras. Já criança, mesmo sem saber escrever, lia, refletia e criticava. Lobato s…

"A coisa tá preta", minha coluna no Digestivo Cultural

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Minha coluna no site Digestivo Cultural pode ser lida aqui: http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=4151&titulo=A_coisa_ta_preta

Leitura do capítulo 33 do romance "Os óculos de Paula", de Cassionei Nic...

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Último dia para baixar de graça o conto "No espelho"

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Colunista do site Digestivo Cultural e 10 anos do blog "Cassionei lê e escreve"

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Passo agora a fazer parte do time de colunistas do site Digestivo Cultural, publicação que acompanho desde o início dos anos 2000, uma das mais longevas da era da internet. Honrado por ser convidado pelo Julio Daio Borges, depois de participar do Digestivo Blogs, projeto de blog de leitores do DC, em que estou republicando textos que já passaram aqui pelo "Cassionei lê e escreve". O alcance dos textos foi bem maior do que este espaço,  o que mais uma vez me faz pensar seriamente em encerrar este blog pessoal que, a propósito, completou 10 anos em junho (chamado originalmente de "Porém ah, porém"). Como a maioria das visitas no últimos tempos por aqui é só de gente procurando copiar o discurso de formatura do ensino médio que escrevi como professor (está chegando aos 20 mil acessos e plágios pululam por aí), não tenho mais muito tesão em continuar. Veremos.
Aqui o link para a primeira publicação na coluna, na verdade escrita por Júlio Nogueira, um crítico literário…

Baixe de graça meu conto "No espelho", na Amazon

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Até dia 5 de julho o e-book com meu conto "No espelho", que concorre ao concurso do jornal O Globo e da Amazon, pode ser baixado de graça: http://www.amazon.com.br/gp/product/B00ZLT69XC?*Version*=1&*entries*=0

No "Traçando livros" de hoje: Zambra, literatura e cigarro

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