Avançar para o conteúdo principal

Colunista do site Digestivo Cultural e 10 anos do blog "Cassionei lê e escreve"


Passo agora a fazer parte do time de colunistas do site Digestivo Cultural, publicação que acompanho desde o início dos anos 2000, uma das mais longevas da era da internet. Honrado por ser convidado pelo Julio Daio Borges, depois de participar do Digestivo Blogs, projeto de blog de leitores do DC, em que estou republicando textos que já passaram aqui pelo "Cassionei lê e escreve". O alcance dos textos foi bem maior do que este espaço,  o que mais uma vez me faz pensar seriamente em encerrar este blog pessoal que, a propósito, completou 10 anos em junho (chamado originalmente de "Porém ah, porém"). Como a maioria das visitas no últimos tempos por aqui é só de gente procurando copiar o discurso de formatura do ensino médio que escrevi como professor (está chegando aos 20 mil acessos e plágios pululam por aí), não tenho mais muito tesão em continuar. Veremos.

Aqui o link para a primeira publicação na coluna, na verdade escrita por Júlio Nogueira, um crítico literário que deseja escrever minha biografia não autorizada: http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=4144&titulo=Esbocos_de_uma_biografia_precoce_nao_autorizada

Comentários

Mensagens populares deste blogue

No Traçando Livros de hoje, Milan Kundera e A arte do romance

Notas sobre os ensaios de Milan Kundera
1 Se alguns veem o romance como mero entretenimento, apenas mais uma forma de contar uma história, quando penso em literatura, penso no romance como forma de arte em primeiro lugar. O escritor, nesse caso, elabora as palavras em busca do efeito estético. Além disso, o autor também pode refletir sobre sua criação e a dos outros, formando assim, sua poética. É o que faz Milan Kundera em seu A arte do romance, de 1986, livro de ensaios relançado este ano pela Companhia das Letras numa bela edição de capa dura, seguindo a linha de outros relançamentos do autor de A insustentável leveza do ser. 2 Como a maioria das outras obras do escritor checo, esta também é dividida em sete partes, contendo um ensaio cada. Kundera fala sobre este número em entrevista para a Paris Review, dividida no livro em dois ensaios: “não é de minha parte nem coquetismo supersticioso com um número mágico, nem cálculo racional, mas imperativo profundo, inconsciente, incompreensíve…

Uma resenha que não aconteceu

Terminei a leitura de Os invernos da ilha, de Rodrigo Duarte Garcia (Record, 462 páginas), já pensando em escrever uma resenha crítica, apontando alguns pontos positivos e outros negativos do romance. Antes de pôr a mão na massa, porém, entrei nas redes sociais e fiquei sabendo que a coluna do Raphael Montes, em O Globo, apontava a obra do Rodrigo como popular, para se divertir, e então desanimei.
Acontece que há um equívoco tremendo por parte de alguns autores e leitores de literatura de entretenimento quando afirmam que literatura policial, de mistério ou de aventura (em que se encaixaria Os invernos da ilha) são desprezados pela crítica. Este é o tom do texto de Raphael Montes. Ele e tantos outros se equivocam ao dizer que Rubem Fonseca, escritor já canonizado e que é objeto de estudos até em livros didáticos, não tem o reconhecimento que merece porque é taxado por fazer literatura menor. Ledo engano ou uma tentativa forçada de se colocar como vítima.
Ora, a “crítica” (coloco entre …