Avançar para o conteúdo principal
AUTORRETRATO - Zero Hora - a ser publicado no dia 29 de fevereiro
Cassionei Niches Petry – ele é ele, segundo ele próprio, e gostaria de continuar sendo ele mesmo, se não fosse ele.

Qual é a primeira coisa que pensa ao acordar de manhã?
Ficar mais um pouco na cama.
Em que momento do dia é mais feliz?
Quando não estou triste.
O melhor e o pior de uma vida de professor.
O pior, quando estou dando uma aula e poucos alunos estão interessados. O melhor, quando um aluno diz: adorei tua aula, professor.
Por que motivo chorou a última vez?
Vendo uma filmagem onde aparecia minha falecida avó.
E por que motivo riu?
Lendo esta pergunta.
Quem você gostaria de ser se não fosse você mesmo?
Outra pessoa querendo ser eu mesmo.
E onde gostaria de viver?
Mesmo sem conhecer, queria viver em Buenos Aires.
Você tem medo de quê?
De acontecer coisas ruins com as pessoas que amo.
Qual a sua lembrança de infância mais remota?
Sábado à tarde, depois de uma chuvinha de verão, cheiro de terra molhada, na TV, o Chacrinha, e a mãe fazendo pão.
Qual a sua ideia de um domingo perfeito?
Churrasco na casa do vô.
Que música não sai da sua cabeça?
Ultimamente a música “Deixa eu dizer”, de Ivan Lins, que ganhou uma versão chamada “Desabafo” do Marcelo D2, mas gosto da versão do compositor.
Qual peça de roupa não entra no seu guarda-roupa?
Por enquanto, terno e gravata
Um gosto inusitado.
Farinha de mandioca com açúcar.
Um hábito do qual você não abre mão.
Quase um vício na verdade, que é o cafezinho (no meu caso um cafezão).
Um hábito de que você quer se livrar.
Achar que tenho que dar resposta a tudo que me contraria.
Um elogio inesquecível.
O senhor é o melhor pai do mundo.
Um livro insubstituível.
O processo, do Kafka.
Um filme que sempre quer rever.
Sociedade dos poetas mortos.
Que pecado comete com mais frequência?
Preguiça.
Em que situação vale a pena mentir?
Se a mentira é para o bem.
Em que situação você perde a elegância?
Com as injustiças.
Que defeito é mais fácil perdoar?
A mentira.
O que você faria se não fosse proibido?
Pisaria na grama.
Uma frase.
O inferno são os outros, do Sartre.

Comentários

Grazi disse…
Qual é a primeira coisa que pensa ao acordar de manhã?
Ficar mais um pouco na cama.
Em que momento do dia é mais feliz?
Quando não estou triste.


Hahahaha!



Ótimas respostas!

Mensagens populares deste blogue

No Traçando Livros de hoje, Milan Kundera e A arte do romance

Notas sobre os ensaios de Milan Kundera
1 Se alguns veem o romance como mero entretenimento, apenas mais uma forma de contar uma história, quando penso em literatura, penso no romance como forma de arte em primeiro lugar. O escritor, nesse caso, elabora as palavras em busca do efeito estético. Além disso, o autor também pode refletir sobre sua criação e a dos outros, formando assim, sua poética. É o que faz Milan Kundera em seu A arte do romance, de 1986, livro de ensaios relançado este ano pela Companhia das Letras numa bela edição de capa dura, seguindo a linha de outros relançamentos do autor de A insustentável leveza do ser. 2 Como a maioria das outras obras do escritor checo, esta também é dividida em sete partes, contendo um ensaio cada. Kundera fala sobre este número em entrevista para a Paris Review, dividida no livro em dois ensaios: “não é de minha parte nem coquetismo supersticioso com um número mágico, nem cálculo racional, mas imperativo profundo, inconsciente, incompreensíve…

Uma resenha que não aconteceu

Terminei a leitura de Os invernos da ilha, de Rodrigo Duarte Garcia (Record, 462 páginas), já pensando em escrever uma resenha crítica, apontando alguns pontos positivos e outros negativos do romance. Antes de pôr a mão na massa, porém, entrei nas redes sociais e fiquei sabendo que a coluna do Raphael Montes, em O Globo, apontava a obra do Rodrigo como popular, para se divertir, e então desanimei.
Acontece que há um equívoco tremendo por parte de alguns autores e leitores de literatura de entretenimento quando afirmam que literatura policial, de mistério ou de aventura (em que se encaixaria Os invernos da ilha) são desprezados pela crítica. Este é o tom do texto de Raphael Montes. Ele e tantos outros se equivocam ao dizer que Rubem Fonseca, escritor já canonizado e que é objeto de estudos até em livros didáticos, não tem o reconhecimento que merece porque é taxado por fazer literatura menor. Ledo engano ou uma tentativa forçada de se colocar como vítima.
Ora, a “crítica” (coloco entre …