O indefectível balanço do ano
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Não posso me furtar do balanço de fim de ano. Estou com uma preguiça tremenda para escrever, mas, vamos lá, até porque esse ano merece ser lembrado e comemorado.
Em primeiro lugar, no campo pessoal, tudo tranquilo: a esposa é a mesma, a filha continua crescendo e ficando cada vez mais inteligente (e me ultrapassando na altura), minha mãe e meu pai continuam sendo minha mãe e meu pai (e o velho continua bebendo e bebendo...), etc. Além disso, conseguimos comprar nossa casa própria através do Minha Casa, Minha Dívida. Um sonho que deixou de ser sonho e que de vez em quando vira um pesadelo devido a um vizinho dono do mundo. Feliz, enfim.
Nos estudos, outro sonho que está deixando de ser sonho: o Mestrado. As aulas terminaram e até 2013 tenho que concluir a dissertação, juntamente com um romance, que será objeto do estudo. Um grande desafio. Aprendi muito, lógico, conheci colegas muito inteligentes e outros nem tanto (ficar conversando no MSN em plena aula de mestrado, façam-me o favor!), li e escrevi muito, me aprofundei em algumas temas, fiz apresentação num colóquio, ganhei boas notas nos artigos e ensaios escritos, enfim. Ainda escrevi um desabafo destacando pontos negativos e um segundo chegou a ser pensado, mas vão ficar inéditos por razões políticas, digamos assim, afinal o meio acadêmico é cheio de vaidades e tenho meus interesses lá dentro.
No lado profissional, foi um ano em que não precisei me deslocar à cidade vizinha para lecionar, sendo que fiquei com mais horas na escola próxima à casa que adquiri. Justamente essa economia de passagens me proporcionou encarar um financiamento. Tenho bons colegas, ótimos diretor, vice-diretoras e supervisoras, que acompanham e ajudam no trabalho e valorizam o que o profissional faz. Os alunos... bem, há ótimos alunos, mas se sobressaem aqueles que só atrapalham e desprezam o professor. Quem acompanha o blog sabe o quanto isso me deixa incomodado e frustrado.
Por falar em frustração, meu livro não saiu neste ano. O editor enrolou, enrolou e nada. Promete para o próximo, mas não sei não. Se nada estiver decidido até março, desisto e parto para outra editora. Ou abandono de vez a carreira de escritor.
Quanto ao blog e aos textos para o jornal, o ano continuou sendo bom. As visitas aumentaram, os seguidores também, houve muitos comentários enriquecedores, enfim. Por conta das minhas opiniões sobre o ateísmo, participei de um documentário feito por alunos de comunicação da Unisc, além de ter sido convidado pelo jornal e pela rádio Gazeta para falar sobre o tema, mas não pude atender por questões de horário e outros compromissos. Mantive contato com alguns escritores, mas perdi um interlocutor de peso, o Scliar.
O que mais poderia dizer? Continuo tuitando, mas orkutiando menos. Cheguei a abrir um Facebook, mas a banalidade por lá me fez desativar a conta. O MSN também é quase coisa do passado, salvo quando converso nas madrugadas com a colega Jaque ou com uma leitora muito especial lá de Santos, a Bianca. Foi um ano em que me dediquei muito a ler, preparar aulas e, claro, escrever.
Acho que é isso. Saldo positivo, portanto. Se melhorar, melhora.
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