Em época de BBB (Besteiras, Bobagens e Bundas) na TV, nada melhor do que lembrar do livro que deu origem à expressão Big Brother. Trata-se do romance “1984”, de George Orwell. Publicado em 1948, se passa em uma sociedade futura, onde os “cidadãos” são vigiados por teletelas, que seriam os olhos do Grande Irmão, chefe supremo do Partido. Nesse regime totalitário, o personagem principal, Winston Smith, é funcionário do Ministério da Verdade, onde modifica as notícias dos jornais para que o Partido se perpetue no poder. Uma das passagens marcantes acontece quando o protagonista, depois de ser flagrado com uma mulher (o que era proibido) é preso e torturado. O torturador, chamado O'Brien, pede que ele responda quanto é 2 + 2. Ele dá a resposta correta. O algoz diz que está errado, o correto seria 5. E tome tortura até que Winston responde de acordo com a ordem dada por O'Brien.


O livro teve sua versão cinematográfica dirigida por Michael Radford, com John Hurt no papel principal.
Logicamente, devido ao programa televisivo, a expressão, que servia como símbolo de um totalitarismo deplorável, se banalizou. Mas, pensando bem, o que a TV não banaliza?

Comentários

Grazi disse…
E não é disto que 'nós' gostamos?
jacker disse…
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