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“O maior pavor humano é o da expansão da consciência. Toda a parte assustadora, hedionda da mitologia deriva desse medo. “Vivamos em paz e harmonia!, suplica o medíocre. Mas a lei do universo determina que a paz e a harmonia só podem ser conquistadas pela luta íntima. O medíocre não quer pagar o preço desse tipo de paz e harmonia: quer encontrá-lo já pronto, feito terno confeccionado em série na fábrica.”
Trecho de "A hora do assassino", de Henry Miller, citado na coluna do Romar Belling, no caderno Magazine da Gazeta do Sul de hoje.

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Terminei a leitura de Os invernos da ilha, de Rodrigo Duarte Garcia (Record, 462 páginas), já pensando em escrever uma resenha crítica, apontando alguns pontos positivos e outros negativos do romance. Antes de pôr a mão na massa, porém, entrei nas redes sociais e fiquei sabendo que a coluna do Raphael Montes, em O Globo, apontava a obra do Rodrigo como popular, para se divertir, e então desanimei.
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