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Anotações do meu Moleskine (VIII)

16/02/11
"—Não podemos falar do que não pensamos — diz Donida. Justificar— Não tenho nada contra o Restart, se eles estão felizes com a sua música alegre, pagando as contas, ótimo. Mas alguém tem que falar do amargor. Você viu uma mulher comparando o incêndio nos barracões das escolas de samba ao 11 de Setembro? Um mês depois daquela tragédia na serra, com todas aquelas mortes? Pois é."

Donida, músico da banda Matanza, em entrevista ao segundo caderno do jornal O Globo de hoje.

16/02/2011
Respondendo a alguns leitores em uma comunidade do Orkut que não gostaram do meu texto sobre o Ronaldo. Fui chamado de grosseiro, mal humorado,

Também gosto de futebol (cada vez menos, mas gosto), também tive alegrias com o Ronaldo (eu nanando a minha filha de 1 ano e pouco e gritando pelo gol do Ronaldo na copa de 2002) e tristezas também (o desgraçado deixou o Índio comendo poeira!). O foco do texto é outro. Quis dizer... bem, esquece o que eu quis dizer.

17/02/2011
Hoje fui presenteado por uma tia com 3 coleções antigas: Os pensadores (da capa azul), Maravilhas do conto universal e Os imortais da literatura (da capa vermelha). Ainda bem que lembraram do sobrinho e não jogaram fora ou venderam para sebos os livros.

19/02/2010
Com o todo acervo da Folha disponível na web, vou finalmente ler todos os cadernos Mais! do qual era fã nos longíquos anos 90.

Comentários

Mirella disse…
MAS AAAAAH! Adoro essas coleções, só não consegui ler todos os volumes. Por enquanto.

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No Traçando Livros de hoje, Milan Kundera e A arte do romance

Notas sobre os ensaios de Milan Kundera
1 Se alguns veem o romance como mero entretenimento, apenas mais uma forma de contar uma história, quando penso em literatura, penso no romance como forma de arte em primeiro lugar. O escritor, nesse caso, elabora as palavras em busca do efeito estético. Além disso, o autor também pode refletir sobre sua criação e a dos outros, formando assim, sua poética. É o que faz Milan Kundera em seu A arte do romance, de 1986, livro de ensaios relançado este ano pela Companhia das Letras numa bela edição de capa dura, seguindo a linha de outros relançamentos do autor de A insustentável leveza do ser. 2 Como a maioria das outras obras do escritor checo, esta também é dividida em sete partes, contendo um ensaio cada. Kundera fala sobre este número em entrevista para a Paris Review, dividida no livro em dois ensaios: “não é de minha parte nem coquetismo supersticioso com um número mágico, nem cálculo racional, mas imperativo profundo, inconsciente, incompreensíve…

Um toque

Chuva, café, música clássica e leitura. Daqui a pouco, o cachimbo. Combinação quase perfeita para uma manhã de dezembro, já de férias, final de ano, final de um péssimo ano. Os dedos escorrem pelas teclas com aquela necessidade de escrever algo. Não quero, porém, fazer nenhum balanço de final de ano como costumava fazer. As coisas ruins suplantaram as boas, peso maior para a morte trágica do meu pai, cujo rosto pude tocar pela última vez há pouco mais de dois meses. Os dedos continuam tateando o teclado. Há pouco estava lendo o romance O inverno e depois, de Luiz Antonio de Assis Brasil, editado pela L&PM. O protagonista, Julius, é um violoncelista, que tateia as cordas buscando o som perfeito, que toca no seu instrumento entre as pernas (o violoncelo, que fique claro) como se tocasse as curvas do corpo de uma mulher, que toca os cobertores que o protegem do frio do pampa, que toca o corpo das mulheres (Klarika, Constanza) como se tocasse seu cello. O toque é a preliminar do prazer…