Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Fevereiro, 2012

O mundo de Zuckerman

No Traçando Livrso de hoje, minha coluna no jornal Gazeta do Sul:  http://www.gaz.com.br/gazetadosul/noticia/332019-o_mundo_de_zuckerman/edicao:2012-02-29.html
Um volume para conhecer melhor quem é Nathan Zuckerman, escritor americano, nascido em Newark, Nova Jersey, autor de Carnovsky, romance que causou muita polêmica por retratar com tintas nada amigáveis uma família judia e os hábitos sexuais do jovem que empresta o nome à história. São três romances mais um epílogo que desvendam quem é o famoso e milionário escritor.Zuckerman, na verdade, também é personagem. Seu criador é Philip Roth, escritor americano, nascido em Newark, Nova Jersey, autor de O complexo de Portnoy, romance que causou muita polêmica por retratar com tintas nada amigáveis uma família judia e os hábitos sexuais do jovem que empresta o nome à história. Os três romances e mais o um epílogo estão reunidos em Zuckerman acorrentado (Companhia das Letras, tradução de Alexandre Hubner, 552 páginas) e foram lançados origi…

O Traça, o herói preferido deste blog

Vi no Onomatopeia Digital.
Falando nisso, amanhã tem o Traçando Livros, que continuará sendo publicado no jornal Gazeta do Sul.

Rubem Fonseca sai da toca e surpreende

Germano e as bolsas

Germano e as calcinhas

Clique na imagem para ampliar
Publiquei esta crônica em 1999, no jornal Gazeta do Sul, no antigo caderno Sábado. Pois o personagem Germano estará de volta amanhã, em uma nova crônica que publicarei aqui no blog.

Além do ateu e do ateísmo, de Carine Immig e Fábio Goulart

Foi postada na internet a íntegra do documentário Além do ateu e do ateísmo, com roteiro, produção e direção de Carine Immig e Fábio Goulart, que fizeram um excelente trabalho, um dos primeiros sobre o tema. Sou um dos entrevistados, com uma pequena, mas acredito que boa, contribuição para o debate. Do que tenho vergonha no documentário são dos erros de português que cometi. Sou péssimo para me expressar frente a uma câmera. Pretendo voltar a fazer videocasts para melhorar nesse ponto. Não me perdoem pelos erros. Não mereço. Assistam ao documentário. Comentem, debatam, critiquem, mas com argumentos, por favor.

Emenda pior que o soneto

Hoje estou sendo ridicularizado, chamado de arrogante e de não ter boa índole por ter comentado o caso de plágio no jornal Gazeta do Sul, em que colaboro (ou colaborava) com a coluna "Traçando Livros" e eventualmente nas páginas de opinião. O errado sou eu, então. O autor me mandou dois e-mail em que me chama de uma porção de coisas e divulga seu blog, colocado no ar há menos de uma hora, dizendo esclarecer o assunto. Leiam vocês mesmos e tirem a conclusão se houve esclarecimento, lembrando que o texto foi publicado no jornal há uma semana (sem referência ao LFV) e o blog só hoje: http://www.gaz.com.br/blogs/deletra/posts/10303-peladas_e_boas_vindas.html. Lembro que não estou falando mal do jornal, a quem devo o espaço para escrever desde os 17 anos (ou seja, há 15 anos). Mas como leitor eu não poderia tapar o sol com a peneira, depois de chegar de um descanso de uma semana e me deparar com um texto plagiado. Nem por isso vou deixar de dizer com orgulho que sou (ou era) col…

Plágio

Infelizmente, na Gazeta do Sul do dia 16 de fevereiro, ocorreu um plágio. O colunista Jansle Appel Jr. plagiou a crônica "Futebol de rua", muito conhecida por constar na coleção Para gostar de ler, volume 7, da editora Ática. Compare os textos: do jornalista http://www.gaz.com.br/gazetadosul/noticia/329814-peladas/edicao:2012-02-16.html (se aparecer um banner, é só fechar) e do LFV:
Futebol de rua
Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebol ainda mais rudimentar do que a pelada. É o futebol de rua. Perto do futebol de rua qualquer pelada é luxo e qualquer terreno baldio é o Maracanã em jogo noturno. Se você é homem, brasileiro e criado em cidade, sabe do que eu estou falando. Futebol de rua é tão humilde que chama pelada de senhora. Não sei se alguém, algum dia, por farra ou nostalgia, botou num papel as regras do futebol de rua. Elas seriam mais ou menos assim: DA BOLA – A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até u…

Voltando aos trabalhos

Depois de uma merecida semana em Balneário Camboriú, longe da internet e das notícias gaúchas, volto ao lar e as lides internéticas. Amanhã, volto a trabalhar, tendo reuniões e palestras. Há muitas novidades que chegaram ao meu e-mail. Vou compartilhando aos poucos com meus leitores. No sábado, no jornal Gazeta do Sul, saiu meu texto sobre o carnaval nas páginas de opinião. Já minha coluna Traçando Livros, que não saiu hoje devido às minhas férias, volta na próxima quarta.
http://www.gaz.com.br/gazetadosul/noticia/330194-a_essencia_do_carnaval/edicao:2012-02-18.html

A essência do carnaval

No Brasil, a primeira coisa que vem à mente quando se fala em carnaval são os desfiles das escolas de samba. Em algumas regiões do país, são os trios-elétricos ou o frevo. Mas seria o carnaval uma festa brasileira? Quantas pessoas não estranham quando ouvem falar do carnaval de outros países? Essa festa, no entanto, existe há muitos anos, em muitas partes do mundo e com significados diferentes.
Como todos os festejos que comemoramos durante o ano, o Natal é um exemplo, o carnaval tem origem pagã, mas a Igreja o instituiu no seu calendário como uma festa cristã. Moderada, claro. Era chamada de “carnem levare”, a despedida da carne, já que a partir da quarta-feira de cinzas deve-se, segundo os preceitos religiosos, fazer jejum e penitências, período chamado de Quaresma e que antecede a Páscoa (outra festa não cristã que foi “sequestrada” pela Igreja). Antes, porém, os festejos eram realizados para comemorar a proximidade da chegada da primavera no hemisfério norte e cultuar diferentes de…

Crítica sobre os chatos

Clique na imagem para ampliá-la
 http://www.gaz.com.br/gazetadosul/noticia/328368-critica_sobre_os_chatos/edicao:2012-02-09.html
Saiu quinta-feita, dia 9 de fevereiro, minha crônica na página de opinião do jornal Gazeta do Sul, publicada antes aqui no blog com título diferente.

Poesia

Mais um encontro dos leitores do blog Leitura de Mundo, do Romar Beling, na Livraria e Cafeteria Iluminura, em Santa Cruz do Sul, ontem no final da tarde. Os poetas presentes nos proporcionaram bons momentos através da leitura de suas obras: Renato de Mattos Motta (cujo nome, com aliteração, emana poesia), Daniela Damaris Neu (cuja presença emana poesia), o Mauro Klafke (cuja experiência emana poesia) e mais as presenças de Luís Fernando Ferreira, Claudete Radünz, Márcio Scheibler e outros. O grande astro, porém, foi Emilio Fernandez de la Vega, poeta, contista, fotógrafo e pintor. Conhecer e ouvir uma figura como ele foi uma oportunidade ímpar.

Pandora e Eva no Traçando Livros de hoje

Minha coluna de hoje no jornal Gazeta do Sul, caderno Mix (errinho do uso de crase corrigido aqui)http://www.gaz.com.br/gazetadosul/noticia/328170-entre_caixas_e_macas/edicao:2012-02-08.html
Entre caixas e maçãs


Cassionei N. Petry


A editora L&PM acaba de lançar, na coleção pocket, As melhores histórias da mitologia, em dois volumes, com mitos compilados por Carmen Seganfredo e A.S. Franchini. Numa linguagem leve e coloquial, é uma aventura deliciosa pelo mundo dos deuses e heróis da mitologia greco-romana.
Uma das histórias tem uma relação muito curiosa com outra bem conhecida pelos cristãos, provocando na traça que vos escreve um exercício de imaginação bobo, só possível em época de férias mesmo. Em “A Caixa de Pandora”, temos o mito da primeira mulher criada por Zeus para servir, vejam só, de castigo para os homens, pois Prometeu roubara o fogo do Olimpo. O deus mais poderoso do panteão grego a presenteou com uma caixa, porém, com a ordem de não abri-la. Logicamente, como toda mul…

Para tocar no meu funeral

Minha esposa já está devidamente alertada: quero ser cremado e as cinzas podem ser jogadas no fétido arroio perto de casa ou em qualquer outro lugar (o bom se fossem espalhadas entre os livros da biblioteca da Unisc). No velório, nada de cruzes, velas, muito menos padre, pastor ou outro da fauna. Flores pode, tá pessoal! E, por favor, não rezem pela minha "alma"! Se alguém fizer sinal da cruz perto do meu corpo, irei mexer as mãos!

Ainda o 33

"Le gustó que le tocara el cuarto 33. A ese hotel no había llegado lapretensión de que el cuarto 33 fuera el 303. Además, Ramón López Velarde habíamuerto a los 33 años y él necesitaba coincidências. Cualquier dato supersticiosoque lo acercara al poeta lo haría sentirse más capacitado." Início do romance "El testigo", de Juan Villoro.

Mesa improvisada para escrever

Enquanto não consigo ainda instalar minha biblioteca na nova casa, vou improvisando, entre e a cozinha e a sala, meu local de trabalho. Reparem que tenho a companhia de Roberto Bolaño, Paul Auster e Raimundo Carrero, além do inseparável café e do caderno de anotações. Quanto ao título do romance, não me importo de divulgá-lo de antemão, até porque já está público no meu currículo Lattes. No mais, ler, ler, ler e escrever, escrever e escrever, além de mais trabalho pela frente: as aulas que reiniciam, o concurso do magistério e um estágio docente na universidade. Não tenho o que reclamar, a não ser pelo maldito livro de contos, que parece que não vai sair da gaveta tão cedo.

Enquanto isso, num romance de Bolaño...

Iñaki Echavarne, bar Giardinetto, calle Granada del Penedés,
Barcelona, julio de 1994. Durante un tiempo la Crítica acompaña a la Obra, luego la Crítica se desvanece y son los Lectores quienes la acompañan. El viaje puede ser largo o corto. Luego los Lectores mueren uno por uno y la Obra sigue sola, aunque otra Crítica y otros Lectores poco a poco vayan acompasándose a su singladura. Luego la Crítica muere otra vez y los Lectores mueren otra vez y sobre esa huella de huesos sigue la Obra su viaje hacia la soledad. Acercarse a ella, navegar a su estela es señal inequívoca de muerte segura, pero otra Crítica y otros Lectores se le acercan incansables e implacables y el tiempo y la velocidad los devoran. Finalmente la Obra viaja irremediablemente sola en la Inmensidad. Y un día la Obra muere, como mueren todas las cosas, como se extinguirá el Sol y la Tierra, el Sistema Solar y la Galaxia y la más recóndita memoria de los hombres. Todo lo que empieza como comedia acaba como tragedia. (Lo…

Diário de um fracasso anunciado: as angústias da criação (V)

01/02/2012
Não sabemos se o que escrevemos é bom. Isso é fato. Por mais que fulano tenha em suas costas um número de leituras de outras obras suficiente para poder julgar o trabalho alheio, ele jamais poderá julgar sua própria escritura. Não pode dizer que seu trabalho é bom. Não pode dizer que seu trabalho é ruim. Tanto aquele que “se acha” o escritor do momento, quanto aquele que queima seus manuscritos (penso num Sabato, por exemplo), estão sendo desonestos consigo mesmos. É necessária a leitura de outra pessoa. Outra não, outras, pois apenas um leitor também não nos dá um parecer mais próximo da verdade. Para um leitor a obra pode ser muito boa, enquanto que para outro a obra pode ser colocada num patamar tão inferior que nem mesmo servirá para calçar estantes bambas de uma biblioteca.
Também não enxergamos erros gramaticais. Por maior que seja o número de revisões, faz-se necessário o olhar de uma pessoa mais atenta, que leia com distância o texto. Digo isso porque sou professor de…