Avançar para o conteúdo principal

Dissertação de mestrado e romance

Finalmente pronta minha dissertação de mestrado. Formada por um romance e notas sobre o processo de criação, é um trabalho inédito na Universidade de Santa Cruz do Sul - Unisc. Ainda neste ano - após a defesa logicamente - pretendo lançar a narrativa. Depois de "Arranhões e outras feridas", vem aí "Os óculos de Paula", portanto.
Meu terceiro projeto literário individual já está em andamento, em caráter experimental. Alguns leitores aqui do blog já devem ter visitado. Trata-se do conjunto de narrativas "Eles", publicado ainda sem regularidade neste endereço: http://robertmarston.blogspot.com.br/. Se houver retorno dos leitores, as postagens continuarão, caso contrário, o projeto será abortado. Lembrem que Robert Marston corre perigo!

Comentários

Bia Machado disse…
Parabéns! Muito boa a ideia, gostaria de ler. Não pensa em publicar?
Cassionei Petry disse…
O romance ou o projeto literário "Eles"?
Bia Machado disse…
Falei da sua dissertação, rs. O processo todo.
Cassionei Petry disse…
Em princípio vou publicar somente o romance. As notas sobre o processo estarão disponíveis no site da universidade.

Mensagens populares deste blogue

No Traçando Livros de hoje, Milan Kundera e A arte do romance

Notas sobre os ensaios de Milan Kundera
1 Se alguns veem o romance como mero entretenimento, apenas mais uma forma de contar uma história, quando penso em literatura, penso no romance como forma de arte em primeiro lugar. O escritor, nesse caso, elabora as palavras em busca do efeito estético. Além disso, o autor também pode refletir sobre sua criação e a dos outros, formando assim, sua poética. É o que faz Milan Kundera em seu A arte do romance, de 1986, livro de ensaios relançado este ano pela Companhia das Letras numa bela edição de capa dura, seguindo a linha de outros relançamentos do autor de A insustentável leveza do ser. 2 Como a maioria das outras obras do escritor checo, esta também é dividida em sete partes, contendo um ensaio cada. Kundera fala sobre este número em entrevista para a Paris Review, dividida no livro em dois ensaios: “não é de minha parte nem coquetismo supersticioso com um número mágico, nem cálculo racional, mas imperativo profundo, inconsciente, incompreensíve…

Um toque

Chuva, café, música clássica e leitura. Daqui a pouco, o cachimbo. Combinação quase perfeita para uma manhã de dezembro, já de férias, final de ano, final de um péssimo ano. Os dedos escorrem pelas teclas com aquela necessidade de escrever algo. Não quero, porém, fazer nenhum balanço de final de ano como costumava fazer. As coisas ruins suplantaram as boas, peso maior para a morte trágica do meu pai, cujo rosto pude tocar pela última vez há pouco mais de dois meses. Os dedos continuam tateando o teclado. Há pouco estava lendo o romance O inverno e depois, de Luiz Antonio de Assis Brasil, editado pela L&PM. O protagonista, Julius, é um violoncelista, que tateia as cordas buscando o som perfeito, que toca no seu instrumento entre as pernas (o violoncelo, que fique claro) como se tocasse as curvas do corpo de uma mulher, que toca os cobertores que o protegem do frio do pampa, que toca o corpo das mulheres (Klarika, Constanza) como se tocasse seu cello. O toque é a preliminar do prazer…