Mitos e ritos das festas de final de ano (parte II)


Já o Ano-Novo tem um caráter mais universal. Nenhuma religião quis ser dona dessa data. Há um ecumenismo significativo, que origina vários rituais e superstições interessantes.

Esse período também é conhecido por réveillon, que em português significa "despertar". Mais uma vez a metáfora do nascimento aparece, sendo que um novo ano nasce e temos que nos renovar. Na virada, usamos roupa de cores que simbolizem algo, a mais usada é o branco, representando o desejo de paz. Outros preferem o vermelho, para atrair uma paixão, ou amarelo, para atrair dinheiro. Comer lentilha ou guardar as sementes na carteira também é uma superstição para quem quer melhorar sua vida financeira. Não se deve comer aves, para não deixar a felicidade voar para longe. Outra superstição é pular 7 ondas no mar e fazer pedidos. Poderia elencar ainda vários ritos realizados por diferentes pessoas, com crenças diferentes, todos com o objetivo de atrair boas energias ou bons fluidos, de acordo com a nomenclatura dos místicos. Se funcionam ou não, é crença de cada um, mas acredito que não tem nada a ver com nenhuma força superior, mas sim a força interior que temos. Se estamos dispostos a construir um ano melhor, faremos com os ritos ou sem eles.

É bom lembrar que o primeiro mês do ano é janeiro, cujo nome é uma homenagem ao deus romano Jano, porteiro dos céus, sempre representado com duas cabeças, uma olhando para frente, o futuro, outra olhando para trás, o passado. Assim como Jano, não podemos esquecer o ano que passou. Temos que avaliar tanto os acertos, para repeti-los ou aprimorá-los, quanto os erros, para não cometê-los mais. Só assim estaremos preparados para encarar o novo ano e enfrentar os novos desafios.

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