Mais sincronicidades

Escutei em um programa de rádio a seguinte notícia (aqui publicada num site de um jornal português):

Fumar na janela termina em hospício

O advogado Mark Moody nunca imaginou que ao sentar-se no parapeito da janela do seu apartamento, num bairro nova-iorquino, para fumar um cigarro e falar ao telemóvel pudesse dar tanta confusão.

De repente, a rua encheu-se de polícias e dois deles tentaram demovê-lo de ‘tentativa de suicídio’. De nada adiantou Moody negar: agentes invadiram o apartamento, algemaram-no e levaram--no para um hospital psiquiátrico, onde o erro foi descoberto...


Logo me lembrei do conto "Um discurso sobre o método", do livro A senhorita Simpson (Cia. das Letras), de Sérgio Sant'Anna. O enredo do conto é parecedíssimo: um limpador de vidraças resolve dar uma paradinha para fumar um cigarro e senta numa marquise do 18º andar. Logo depois, pessoas passam a observá-lo, pensando que ele quer se matar. O conto pouco tem de ação, mas a circunstância faz o trabalhador refletir sobre a vida e morte.

Mas as sincronicidades não param por aí. Ao ver a atualização dos blogs que sigo, me deparo com este post do blog Impostura, falando justamente sobre o conto. Vale a pena conferir o comentário que ele faz.

Comentários

Realmente, várias coincidências mesmo, Cassioney. A vida imitando a arte, como sempre.. Quanto ao conto, ele realmente aparenta não ter muita ação, mas se pensarmos que o pensamento do cara viaja léguas e léguas, teve até bastante movimento, não acha?
Enfim, é uma bela história, que mistura cotidiano, filosofia e literatura. O Sant'Anna é um dos meus preferidos.

Grande abraço
Ingrid Izumi Petry Kinukawa disse…
Cássio!

sincronicidades substituem o relógio.. a hora.. tudo que reflete no cosmos reluz nos nossos pesnamentos e assim, acontece as coincidências.. que mundo pequeno e universal.

Grande abraço