Avançar para o conteúdo principal

Duas perguntas básicas sobre o piso dos professores e o jornal Zero Hora

1 - Por que em nenhum momento o jornal Zero Hora (me refiro à edição de hoje, mas serve para outras edições) menciona que o estado, caso não consiga pagar o piso, deve pedir ajuda para o governo federal. Lembrando que o estado tem que justificar por que não pode pagar.
2 - Por que a coluna página 10, mesmo com uma interina, sempre pede a opinião da ex-secretária Mariza Abreu, a qual, por sua vez, sempre fala em mexer no plano de carreira do magistério?

Comentários

Gelso Job disse…
Zero Hora tem que justificar porque sempre "endeusou" a falácia do Déficit Zero e sempre apoiou os desmandos desta senhora (Escolas de Lata, Destruição do Plano de Carreira, Enturmação, Meritocracia...
Cassionei Petry disse…
Há um interesse por trás disso tudo. A ZH quer a todo custo a meritocracia.

Mensagens populares deste blogue

No Traçando Livros de hoje, Milan Kundera e A arte do romance

Notas sobre os ensaios de Milan Kundera
1 Se alguns veem o romance como mero entretenimento, apenas mais uma forma de contar uma história, quando penso em literatura, penso no romance como forma de arte em primeiro lugar. O escritor, nesse caso, elabora as palavras em busca do efeito estético. Além disso, o autor também pode refletir sobre sua criação e a dos outros, formando assim, sua poética. É o que faz Milan Kundera em seu A arte do romance, de 1986, livro de ensaios relançado este ano pela Companhia das Letras numa bela edição de capa dura, seguindo a linha de outros relançamentos do autor de A insustentável leveza do ser. 2 Como a maioria das outras obras do escritor checo, esta também é dividida em sete partes, contendo um ensaio cada. Kundera fala sobre este número em entrevista para a Paris Review, dividida no livro em dois ensaios: “não é de minha parte nem coquetismo supersticioso com um número mágico, nem cálculo racional, mas imperativo profundo, inconsciente, incompreensíve…

Um toque

Chuva, café, música clássica e leitura. Daqui a pouco, o cachimbo. Combinação quase perfeita para uma manhã de dezembro, já de férias, final de ano, final de um péssimo ano. Os dedos escorrem pelas teclas com aquela necessidade de escrever algo. Não quero, porém, fazer nenhum balanço de final de ano como costumava fazer. As coisas ruins suplantaram as boas, peso maior para a morte trágica do meu pai, cujo rosto pude tocar pela última vez há pouco mais de dois meses. Os dedos continuam tateando o teclado. Há pouco estava lendo o romance O inverno e depois, de Luiz Antonio de Assis Brasil, editado pela L&PM. O protagonista, Julius, é um violoncelista, que tateia as cordas buscando o som perfeito, que toca no seu instrumento entre as pernas (o violoncelo, que fique claro) como se tocasse as curvas do corpo de uma mulher, que toca os cobertores que o protegem do frio do pampa, que toca o corpo das mulheres (Klarika, Constanza) como se tocasse seu cello. O toque é a preliminar do prazer…