Avançar para o conteúdo principal

Paulinho da Viola, as quase 100 mil "visitas" e novo nome para o blog

Amanhã comemoraremos os 70 anos do grande Paulinho da Viola. Um "caco" presente na sua música "Foi um rio que passou em minha vida" batiza esse blog e, consequentemente, foi tema do primeiro post:

Inicio este blog explicando o nome dele. Nos meus momentos filosóficos percebo que em tudo que pensamos há um porém: gosto daquele escritor, porém..., estive pensando naquele filme, muito comentado, porém... Por isso, se vou dar uma opinião ou comentar a opinião de outros, o porém vai sempre aparecer. E o "ah, porém"? Bom, diz a lenda que o grande Paulinho da Viola estava cantando numa roda de samba o ainda inédito "Foi um rio que passou em minha vida". Em determinado verso aparece o porém: "Porém, há um caso diferente..." No meio do porém, um tal de Jorge tascou, de fundo, um ah, porém. O Paulinho gostou e resolveu convidar o Jorge para gravar o famoso verso. O homem ficou conhecido como Jorge Porém, e o verso acabou aparecendo depois em outras músicas. Essa é história que eu conheço, PORÉM, se o leitor conhecer outra, é só avisar. Em tempo: já vi que a letra da música é assim: "porém, ai porém", prefiro, porém, o "ah".
Para fechar, digo que vou escrever sobre literatura, música e assuntos gerais. Mais tarde passo o meu perfil pra vocês. Um abraço

Um tempo depois, recebo um e-mail do neto do Jorge:

 Olá meu caro! Estava navegando pela rede e acabei desaguando no seu blog e li sobre o Porém. Bom, este tal Jorge Porém era meu avô materno e realmente ficou conhecido pelo "ah porém". No entanto o momento de sucesso, se assim podemos dizer, não foi perene. Em verdade foi um rio que passou na vida dele.
Foi legal ver alguém falar sobre ele, mesmo que de forma sucinta.
Um forte abraço!

Porém, ah, porém, sinto já há algum tempo a vontade de mudar o nome do blog, o que já mencionei aqui pedindo sugestões. Já tenho um nome em vista e, como este espaço está atingindo a marca de 100 visualizações, numa média de 5 mil mensais, vou colocar em prática esse desejo no momento em que atingir a marca. O nome terá relação com literatura, mais precisamente com um dos meus escritores preferidos. Aguardem.

Comentários

charlles campos disse…
Não sei se vistes, mas o Aguinaldo Medici Severino fez uma resenha de seu livro.
Cassionei Petry disse…
Sim, já vi, só compartilhei no twitter e facebook. Amanhã compartilho aqui. O que achou?

Mensagens populares deste blogue

No Traçando Livros de hoje, Milan Kundera e A arte do romance

Notas sobre os ensaios de Milan Kundera
1 Se alguns veem o romance como mero entretenimento, apenas mais uma forma de contar uma história, quando penso em literatura, penso no romance como forma de arte em primeiro lugar. O escritor, nesse caso, elabora as palavras em busca do efeito estético. Além disso, o autor também pode refletir sobre sua criação e a dos outros, formando assim, sua poética. É o que faz Milan Kundera em seu A arte do romance, de 1986, livro de ensaios relançado este ano pela Companhia das Letras numa bela edição de capa dura, seguindo a linha de outros relançamentos do autor de A insustentável leveza do ser. 2 Como a maioria das outras obras do escritor checo, esta também é dividida em sete partes, contendo um ensaio cada. Kundera fala sobre este número em entrevista para a Paris Review, dividida no livro em dois ensaios: “não é de minha parte nem coquetismo supersticioso com um número mágico, nem cálculo racional, mas imperativo profundo, inconsciente, incompreensíve…

Uma resenha que não aconteceu

Terminei a leitura de Os invernos da ilha, de Rodrigo Duarte Garcia (Record, 462 páginas), já pensando em escrever uma resenha crítica, apontando alguns pontos positivos e outros negativos do romance. Antes de pôr a mão na massa, porém, entrei nas redes sociais e fiquei sabendo que a coluna do Raphael Montes, em O Globo, apontava a obra do Rodrigo como popular, para se divertir, e então desanimei.
Acontece que há um equívoco tremendo por parte de alguns autores e leitores de literatura de entretenimento quando afirmam que literatura policial, de mistério ou de aventura (em que se encaixaria Os invernos da ilha) são desprezados pela crítica. Este é o tom do texto de Raphael Montes. Ele e tantos outros se equivocam ao dizer que Rubem Fonseca, escritor já canonizado e que é objeto de estudos até em livros didáticos, não tem o reconhecimento que merece porque é taxado por fazer literatura menor. Ledo engano ou uma tentativa forçada de se colocar como vítima.
Ora, a “crítica” (coloco entre …