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A mostrar mensagens de Agosto, 2014

Dois anos de "Arranhões e outras feridas"

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Minha homenagem ao centenário de Cortázar

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100 anos do Grande Cronópio
A obra do argentino Julio Cortázar nos conquista ao estilo de “Casa tomada”, um dos seus mais importantes contos. Nele, um casal de irmãos vê sua residência sendo invadida cômodo por cômodo, não se sabe exatamente por quem. O leitor se sente invadido como essas duas personagens ao ler Cortázar. Começamos com um conto, depois outro, após lemos os inclassificáveis textos dos cronópios, passamos por seus poemas, romances, cartas e, quando menos esperamos, nosso corpo está tomado de Cortázar, deixamos de ser nós mesmos para nos transformarmos numa espécie de anfíbio chamado axolote, num motoqueiro na cama de um hospital que sonha ser um ameríndio de séculos atrás e que por sua vez sonha estar dirigindo numa espécie de inseto veloz sobre rodas, ou então saímos vomitando coelhos, ou, talvez pior, vemos tigres caminhando pelos cômodos de nossa casa, enfim, nos metamorfoseamos em personagens cortazarianas. Julio Cortázar dizia que, na nossa realidade, há sempre um mi…

No Traçando Livros de hoje, novo romance de Milan Kundera

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Os 4 tipos de suicidas

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Escrevi antes sobre o Robin Williams e não mencionei nada sobre ele ter se suicidado. Como vocês, leitores do blog, já sabem, o suicídio é um de meus temas de estudo, especificamente na literatura, mas que acaba desembocando também nas artes em geral. Não ia falar nada sobre a decisão do ator, porém ler e ouvir julgamentos que fizeram sobre o ato me deixa incomodado, principalmente pela desinformação de quem emite conclusões precipitadas.
Já li/ouvi gente dizendo para não termos pena de quem se mata, pois quem o faz é um covarde, egoísta e, claro, não pode faltar o famoso não tem Deus no coração. Há quem critica o fato de alguém alegar depressão, que isso não existe, é falta de uma boa chinelada e coisas do tipo. Temos bons números de psiquiatras e psicólogos exercendo a profissão sem ser formado.
Coincidentemente andei lendo alguns capítulos do livro “Demônio do meio-dia – uma anatomia da depressão”, de Andrew Solomon, e um deles trata especificamente do suicídio. Se conhecessem pelo m…