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Diário crônico XXXII – Minhas Copas



Hoje, ouvindo umas crianças de 6, 7 anos falando sobre a Copa com um professor de Ed. Física de uma das escolas onde trabalho, me transportei para o ano de 1986. Era uma época em que eu, menino, era encantado pelo futebol, queria até ser jogador. Também colecionava figurinhas que vinham junto com os chicletes Ping Pong. Conseguia comprar alguns se a mãe liberava dinheiro, mas tinha um vizinho (que nós achávamos que era um lobisomem) que ficava com pena da gente e distribuía chicletes pra gurizada. Não comprei álbum, não era o grande objetivo completar um álbum, mas sim ter o maior número de figurinhas possível.
O clima era favorável para a Seleção da época e a expectativa de vitória era grande depois do fracasso de 1982. Por isso a decepção foi enorme depois de mais uma derrota, desta vez para a França, nos pênaltis, sendo que até o Zico errou um. Lembro que eu dizia “me dá uma vontade chorar”. Não lembro se chorei, mas fiquei muito triste. Tínhamos que esperar mais 4 anos para poder tentar um novo título...
Em 1990, a febre eram umas revistas do Bolão do Faustão, que continham informações sobre a Copa e seus jogadores. Não dá para se lembrar muito daquela época, até porque não se tinha grandes esperanças com a Seleção do Lazaroni e o Brasil foi eliminado pela Argentina. E quanto à de 94, eu já não acompanhava com o mesmo entusiasmo, mas, claro, comemorei muito o Tetra.
Em 2002 assisti ao Penta, mas não podia gritar muito porque estava com minha filha de um aninho no colo dormindo um sono        que só os inocentes dormem. Depois o gosto pelo futebol foi se perdendo, com exceção dos gloriosos anos de 2006, para nós colorados, claro.
O futebol deixou de ser para mim uma paixão e passou a ser aquilo que realmente é: um entretenimento. Não nego, porém, que sinto a falta de ver este esporte como arte e não como resultado. Mas volto a falar sobre o ludopédio ainda durante este Mundial.

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