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Coincidências tchecas




Por algumas dessas coisas inexplicáveis, sem querer, dividi minha manhã com leituras e audições de obras que se relacionam, de uma forma ou outra, com a antiga Tchecoslováquia e Praga, minha cidade fetiche.
Li alguns contos de Milan Kundera, que se passam no extinto país comunista e na sua capital. Fazem parte do livro Risíveis amores, de uma edição da Nova Fronteira, cuja capa traz uma fotografia de Praga, cidade em que nasceu o escritor, que hoje vive em Paris. Os contos são “O pomo de ouro do eterno desejo” e “Ninguém vai rir”.
Enquanto isso, ouvia o podcast do extinto programa “Entrelinhas”, na Cultura FM de São Paulo, apresentado pelo crítico literário Manuel da Costa Pinto, com músicas eruditas relacionadas a Franz Kafka, que, como sabem, nasceu, cresceu e escreveu em Praga.
Depois, pensando em me distanciar desse universo, retomei a leitura dos Cuentos completos, do argentino Abelardo Castillo. Recomecei lendo o conto “El candelabro de plata” e, logo na primeira página apareceu um personagem que é... tcheco.
Isso tudo sem falar que ao lado da tela do meu computador está uma xícara, presente de uma tia, que a comprou em uma loja de Praga com artigos sobre Kafka. Estampada no objeto há uma ilustração do também tcheco Jirí Votruba, com a silhueta do autor de “A metamorfose” andando pelas ruas de Praga, imagem também reproduzida na capa da biografia do autor escrita por Gérard-Georges Lemaire, edição da L&PM Pocket.
Chega, não é?

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