Avançar para o conteúdo principal

Aposentadoria do Lauro Quadros


Quando comecei a ouvir as rádios AM's de Porto Alegre, tinha sonho de ser entrevistado pelo Ruy Carlos Ostermann, no Gaúcha Entrevista, que acabou há alguns anos, e pelo Walter Galvani, no Guaíba Revista, que também acabou há algum tempo. Outro programa que adorava e que gostaria de participar era o "Polêmica", da Rádio Gaúcha, com o Lauro Quadros, que se aposentou hoje. Quando trabalhava de auxiliar de escritório, podia ouvi-lo todos os dias. Nos últimos tempos, por estar trabalhando em sala de aula, passei a ouvir somente nas férias ou feriados. Certo dia, opinando sobre um dos temas do programa através do facebook, a produtora me ligou para participar, por telefone, no “Pitaco do ouvinte”, e falei pela primeira vez com o Lauro no ar. Isso se repetiu mais uma vez. Mas em março deste ano, devido a um texto meu publicado na Zero Hora, fui convidado para participar nos estúdios, num programa inteiro! Foi uma emoção muito grande, confesso. No dia, na sala de espera, vejo chegando o pequeno grande Lauro que logo me reconheceu (meu artigo saiu com uma foto no jornal), elogiou muito meu texto e disse que havia ele mesmo feito questão de que eu participasse do programa. Consegui, então, realizar um desejo e ter o reconhecimento que é o mínimo que quem escreve almeja. Fica meu agradecimento ao Lauro Quadros por ter me proporcionado muitas manhãs de reflexão e cultura.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

No Traçando Livros de hoje, Milan Kundera e A arte do romance

Notas sobre os ensaios de Milan Kundera
1 Se alguns veem o romance como mero entretenimento, apenas mais uma forma de contar uma história, quando penso em literatura, penso no romance como forma de arte em primeiro lugar. O escritor, nesse caso, elabora as palavras em busca do efeito estético. Além disso, o autor também pode refletir sobre sua criação e a dos outros, formando assim, sua poética. É o que faz Milan Kundera em seu A arte do romance, de 1986, livro de ensaios relançado este ano pela Companhia das Letras numa bela edição de capa dura, seguindo a linha de outros relançamentos do autor de A insustentável leveza do ser. 2 Como a maioria das outras obras do escritor checo, esta também é dividida em sete partes, contendo um ensaio cada. Kundera fala sobre este número em entrevista para a Paris Review, dividida no livro em dois ensaios: “não é de minha parte nem coquetismo supersticioso com um número mágico, nem cálculo racional, mas imperativo profundo, inconsciente, incompreensíve…

Uma resenha que não aconteceu

Terminei a leitura de Os invernos da ilha, de Rodrigo Duarte Garcia (Record, 462 páginas), já pensando em escrever uma resenha crítica, apontando alguns pontos positivos e outros negativos do romance. Antes de pôr a mão na massa, porém, entrei nas redes sociais e fiquei sabendo que a coluna do Raphael Montes, em O Globo, apontava a obra do Rodrigo como popular, para se divertir, e então desanimei.
Acontece que há um equívoco tremendo por parte de alguns autores e leitores de literatura de entretenimento quando afirmam que literatura policial, de mistério ou de aventura (em que se encaixaria Os invernos da ilha) são desprezados pela crítica. Este é o tom do texto de Raphael Montes. Ele e tantos outros se equivocam ao dizer que Rubem Fonseca, escritor já canonizado e que é objeto de estudos até em livros didáticos, não tem o reconhecimento que merece porque é taxado por fazer literatura menor. Ledo engano ou uma tentativa forçada de se colocar como vítima.
Ora, a “crítica” (coloco entre …