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Bauman foi mais esperto (XV)

Tenho azar com as pequenas editoras que fazem parceria para publicação. Há algumas boas, mas não recomendo as que editaram meus dois livros.
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Vi uma propaganda de uma ONG pedindo para apadrinhar crianças no Brasil que passam fome. Depois vi um post nas redes sociais dizendo que no Brasil não há mais fome. Em quem acreditar? Bom, é só dar uma volta nas periferias das médias e grandes cidades para saber.
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Maior cantor de samba de todos os tempos? Tenho vários candidatos, um deles, Roberto Ribeiro (a propósito da infeliz frase de um certo pagodeiro num certo programa de TV).
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Ed Motta, Ruth Rocha e agora o Ziraldo. Qual será o próximo a ser execrado só por ter uma opinião?
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Esta frase me guia:
“Todo el día deprimido, pero escribiendo y leyendo como una locomotora.” In.: Los dectetives salvajes, de Roberto Bolaño.
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Ainda em fase de testes, mas já disponível para leitura, começo a "blogar" no site do Digestivo Cultural. Postando, por enquanto, textos que já foram publicados no meu blog ou em jornais .
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“As pessoas se irritam com aqueles que adotam padrões de vida muito individuais; elas se sentem humilhadas, reduzidas a seres ordinários, com o tratamento extraordinário que eles dispensam a si mesmos.” Nietzsche.

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No Traçando Livros de hoje, Milan Kundera e A arte do romance

Notas sobre os ensaios de Milan Kundera
1 Se alguns veem o romance como mero entretenimento, apenas mais uma forma de contar uma história, quando penso em literatura, penso no romance como forma de arte em primeiro lugar. O escritor, nesse caso, elabora as palavras em busca do efeito estético. Além disso, o autor também pode refletir sobre sua criação e a dos outros, formando assim, sua poética. É o que faz Milan Kundera em seu A arte do romance, de 1986, livro de ensaios relançado este ano pela Companhia das Letras numa bela edição de capa dura, seguindo a linha de outros relançamentos do autor de A insustentável leveza do ser. 2 Como a maioria das outras obras do escritor checo, esta também é dividida em sete partes, contendo um ensaio cada. Kundera fala sobre este número em entrevista para a Paris Review, dividida no livro em dois ensaios: “não é de minha parte nem coquetismo supersticioso com um número mágico, nem cálculo racional, mas imperativo profundo, inconsciente, incompreensíve…

Um toque

Chuva, café, música clássica e leitura. Daqui a pouco, o cachimbo. Combinação quase perfeita para uma manhã de dezembro, já de férias, final de ano, final de um péssimo ano. Os dedos escorrem pelas teclas com aquela necessidade de escrever algo. Não quero, porém, fazer nenhum balanço de final de ano como costumava fazer. As coisas ruins suplantaram as boas, peso maior para a morte trágica do meu pai, cujo rosto pude tocar pela última vez há pouco mais de dois meses. Os dedos continuam tateando o teclado. Há pouco estava lendo o romance O inverno e depois, de Luiz Antonio de Assis Brasil, editado pela L&PM. O protagonista, Julius, é um violoncelista, que tateia as cordas buscando o som perfeito, que toca no seu instrumento entre as pernas (o violoncelo, que fique claro) como se tocasse as curvas do corpo de uma mulher, que toca os cobertores que o protegem do frio do pampa, que toca o corpo das mulheres (Klarika, Constanza) como se tocasse seu cello. O toque é a preliminar do prazer…