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Bauman foi mais esperto (XVII)

Quando vejo comentários dizendo "melhor professora" ou "todos deveriam ser assim" para um vídeo que mostra uma professora sambando na sala de aula para "explicar" uma matéria, me dá uma agonia...
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Que interpretação espetacular do Osmar Prado para o "Poema em linha reta", do Fernando Pessoa. E numa novela de televisão!
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Assisti com a família ontem ao show do Vitor Ramil, Kleiton & Kledir e Orquestra da Ulbra, com abertura da Orquestra da UNISC. Me arrepiei nos primeiros acordes de "Loucos de cara" e na música "Corpo e alma", versão dos irmãos para um clássico de outra grande dupla, Simon & Garfunkel.
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E a Feira do Livro de Santa Cruz do Sul sairá da praça. Estou escrevendo um artigo sobre o assunto para o jornal da minha cidade. Espero que publiquem.
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Relendo "Zuckerman acorrentado", do Roth, sobre o qual já escrevi uma resenha. Estou relendo a obra do Roth em paralelo à leitura de "Roth libertado".
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Esse vídeo é de 2013, de uma reportagem do Jornal da Record, e tem apenas 400 mil visualizações. Qualquer pseudo-funk bagaceiro e que incita a violência (mas que é uma "música" que deve ser respeitada porque faz parte de uma cultura das classes menos favorecidas e blá blá blá, como se os funkeiros hoje não fossem milionários) chega fácil, fácil a milhões de acessos. Bem se vê por que nada muda nesse país:
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"Como você se sente
quando todo mundo te rodeia?
Como você lida com isso?
As multidões fazem te sentir solitário?"
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"Estou amando seus textos!" Um dos comentários sobre as minhas crônicas publicadas no Digestivo Cultural demonstrando que a parceria está dando resultado.
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Às vezes escrevo um texto para o blog ou para o Traçando Livros e penso: esse vai repercutir. Não acontece nada, porém. Foi o caso do texto de quarta.
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Um dos mantras que este ateu repete todos os dias:

Oração aos Moços

“De tanto ver triunfar as nulidades
......................................................
.........................................................
..........................................................
....................nutro grandes esperanças.”


Waly Salomão

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No Traçando Livros de hoje, Milan Kundera e A arte do romance

Notas sobre os ensaios de Milan Kundera
1 Se alguns veem o romance como mero entretenimento, apenas mais uma forma de contar uma história, quando penso em literatura, penso no romance como forma de arte em primeiro lugar. O escritor, nesse caso, elabora as palavras em busca do efeito estético. Além disso, o autor também pode refletir sobre sua criação e a dos outros, formando assim, sua poética. É o que faz Milan Kundera em seu A arte do romance, de 1986, livro de ensaios relançado este ano pela Companhia das Letras numa bela edição de capa dura, seguindo a linha de outros relançamentos do autor de A insustentável leveza do ser. 2 Como a maioria das outras obras do escritor checo, esta também é dividida em sete partes, contendo um ensaio cada. Kundera fala sobre este número em entrevista para a Paris Review, dividida no livro em dois ensaios: “não é de minha parte nem coquetismo supersticioso com um número mágico, nem cálculo racional, mas imperativo profundo, inconsciente, incompreensíve…

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