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Mais sobre leitura

Comentário que escrevi hoje para o programa Polêmica, do Lauro Quadros.

Penso que nunca se leu muito. Mas a situação começa a piorar quando criamos a ideia de que não podemos obrigar o aluno a ler. Ora, se não obrigarmos o aluno a ler, ele nunca vai ler ou vai ler apenas um número limitado de títulos. Para se ler bem, deve-se ler muito e de forma variada. É preciso um amplo conhecimento cultural para que a leitura se complete. Também se diz que o jovem lê e escreve mais hoje devido a internet. Mentira! Ele só lê e escreve em internetês e miguxês que tão somente são variantes da língua. Além disso, há escritores que deixam de escrever em blogs, para “escrever” apenas no twitter que, a meu ver, apenas serve como divulgação para o texto mais elaborado do blog.

O twitter desvaloriza o texto mais elaborado, desvaloriza a palavra!

Se deixarmos de dar importância ao livro (impresso ou digital) e ao texto melhor articulado, a leitura vai perder muito com isso.

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Uma resenha que não aconteceu

Terminei a leitura de Os invernos da ilha, de Rodrigo Duarte Garcia (Record, 462 páginas), já pensando em escrever uma resenha crítica, apontando alguns pontos positivos e outros negativos do romance. Antes de pôr a mão na massa, porém, entrei nas redes sociais e fiquei sabendo que a coluna do Raphael Montes, em O Globo, apontava a obra do Rodrigo como popular, para se divertir, e então desanimei.
Acontece que há um equívoco tremendo por parte de alguns autores e leitores de literatura de entretenimento quando afirmam que literatura policial, de mistério ou de aventura (em que se encaixaria Os invernos da ilha) são desprezados pela crítica. Este é o tom do texto de Raphael Montes. Ele e tantos outros se equivocam ao dizer que Rubem Fonseca, escritor já canonizado e que é objeto de estudos até em livros didáticos, não tem o reconhecimento que merece porque é taxado por fazer literatura menor. Ledo engano ou uma tentativa forçada de se colocar como vítima.
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