Avançar para o conteúdo principal

Os mestres se inspiram

Atendendo ao pedido do Robert, vou explicar a charge. Quando a achei na net, me chamou a atenção por conter os 3 mestres do conto para mim.

A parte do Cortázar se refere ao conto “No se culpe a nadie”, em que o personagem, ao colocar um pulôver num dia frio, começa a se enroscar e entra em desespero. Contar mais é tirar o sabor da narrativa do mestre argentino, lembrando que sempre tem um toque de realismo fantástico nos seus contos. Está no livro Final de Juego, cuja edição brasileira está esgotada. Quem se arrisca na língua de Cervantes, pode ler o conto aqui.

Quanto ao Poe, trata-se do poema narrativo O corvo, em que o personagem se depara com um corvo que lhe diz sempre “Nevermore!” (Nunca mais!). Pode ser lido em um post aqui no blog.

A parte do Kafka se refere a vários textos ao mencionar a burocracia dos órgãos públicos, além da barata da novela A metamorfose, que grita em alemão “Castelo”, referente a um romance do Kafka.


Comentários

Mirella disse…
*Vincent Price* Nevermore...
Robson Duarte disse…
Desculpa a ignorãncia, só saquei a do Kafka. Explica as outras aê!

Mensagens populares deste blogue

No Traçando Livros de hoje, Milan Kundera e A arte do romance

Notas sobre os ensaios de Milan Kundera
1 Se alguns veem o romance como mero entretenimento, apenas mais uma forma de contar uma história, quando penso em literatura, penso no romance como forma de arte em primeiro lugar. O escritor, nesse caso, elabora as palavras em busca do efeito estético. Além disso, o autor também pode refletir sobre sua criação e a dos outros, formando assim, sua poética. É o que faz Milan Kundera em seu A arte do romance, de 1986, livro de ensaios relançado este ano pela Companhia das Letras numa bela edição de capa dura, seguindo a linha de outros relançamentos do autor de A insustentável leveza do ser. 2 Como a maioria das outras obras do escritor checo, esta também é dividida em sete partes, contendo um ensaio cada. Kundera fala sobre este número em entrevista para a Paris Review, dividida no livro em dois ensaios: “não é de minha parte nem coquetismo supersticioso com um número mágico, nem cálculo racional, mas imperativo profundo, inconsciente, incompreensíve…

Uma resenha que não aconteceu

Terminei a leitura de Os invernos da ilha, de Rodrigo Duarte Garcia (Record, 462 páginas), já pensando em escrever uma resenha crítica, apontando alguns pontos positivos e outros negativos do romance. Antes de pôr a mão na massa, porém, entrei nas redes sociais e fiquei sabendo que a coluna do Raphael Montes, em O Globo, apontava a obra do Rodrigo como popular, para se divertir, e então desanimei.
Acontece que há um equívoco tremendo por parte de alguns autores e leitores de literatura de entretenimento quando afirmam que literatura policial, de mistério ou de aventura (em que se encaixaria Os invernos da ilha) são desprezados pela crítica. Este é o tom do texto de Raphael Montes. Ele e tantos outros se equivocam ao dizer que Rubem Fonseca, escritor já canonizado e que é objeto de estudos até em livros didáticos, não tem o reconhecimento que merece porque é taxado por fazer literatura menor. Ledo engano ou uma tentativa forçada de se colocar como vítima.
Ora, a “crítica” (coloco entre …