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Vejo-me retratado nessa citação

Post descaradamente copiado do blog de Patrício Pron: 

 Cena de "Barton Fink" de Joel e Ethan Cohen (1991)
"Te gustan desde siempre las obras de ficción cuyos protagonistas son escritores. A estas alturas tú ya has leído gran cantidad de libros que hablan de escritores, de libros que hablan de escritores que se parecen al escritor que escribe el libro, de libros que hablan de escritores que escriben libros, o de escritores que no pueden escribir libros, o de escritores que escriben un libro que no es el libro que quieren escribir, o de escritores que ven cómo otro escritor escribe el libro que ellos mismos desean escribir, o de escritores que escriben el libro que alguien les encarga imitando el estilo de otro escritor, o de escritores con éxito pero sin prestigio crítico, o de escritores con prestigio crítico pero que no venden, o de escritores incapaces de escribir, o de escritores que viven para poder escribir, o de escritores infelices, o de escritores frustrados, o de escritores profesores, o de escritores que mueren antes de acabar una novela, o que matan por una novela, o que... Has leído últimamente a Martín Amis (La información), a Paul Auster (A salto de mata, La noche del oráculo; bueno, y todo lo demás, porque Auster es Auster, ya se sabe), a Juan Bonilla (La compañía de los solitarios), a Michael Chabon (Chicos prodigiosos), a J. M. Coetzee (Juventud), a Salvador Gutiérrez Solís (La novela de un novelista malaleche), a Elizabeth Jolley (Foxybaby), a Chuck Kinder (Lunas de miel), a David Leavitt (Martin Bauman), a David Lodge (The Writing Game: A Comedy, Trapos sucios, Pensamientos secretos) a José Ángel Mañas (Soy un escritor frustrado), a Jay Mclnnerney (Modelo de conducta), a David Sedaris ("Mi manuscrito", en Cíclopes), a Enrique Vila-Matas (Bartleby y compañía, El mal de Montano), a Donald E. Westlake (El gancho).
 
Pero también sabes que "No se puede escribir sólo por haber leído todos los libros." [1]
 
 
Javier García Rodríguez
Barra americana
Barcelona: DVD Ediciones, 2011
 
 
Javier García Rodríguez (Valladolid, 1965) es doctor en Filología Hispánica y profesor de Teoría de la Literatura y Literatura Comparada en la Universidad de Valladolid. Ha publicado los libros de poemas Los mapas falsos (1996), Estaciones (2007) y Qué ves en la noche (2010), así como la narración Mutatis mutandis (2009) y un libro de crónicas y artículos periodísticos titulada Líneas de alta tensión: literatura crónica que viene a cuento (2009).
 
 
[1] Raymond Chandler, El simple arte de escribir: cartas y ensayos escogidos, Barcelona, Emecé, 2004, p. 150."

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